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Inspirado
em protestos da França,
movimento planeja ações nas cidades
OESP
23 Abr 06
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Chávez quer unir sem-terra da AL
OESP
23 Abr 06
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Lula afaga MST
e cita ruralistas caloteiros
OESP 20 Abr 06
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Nova
onda vermelha
ZH 08 Mar 06
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Multinacional
do Protesto
ZH 08 Mar 06
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Conexões do Protesto
Zero Hora 19 Mar 06
Parte I
Parte
II
Em um mês, MST fez 78 invasões em 15 Estados
Oesp 23 Mar 06
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Processos
contra sem-terra
congestionam
Justiça no Pontal
OESP 09 Abr 06
link
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Defesanet
24 Abril 2006
OESP 23 Abril 2006
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Inspirado
em protestos da França,
movimento planeja ações nas cidades
No
1º de Maio, Dia do Trabalho, o MST deve fazer
novos protestos e invasões em todo o País
Angela
Lacerda
RECIFE
O
Movimento dos Sem-Terra (MST) prepara-se para atuar nas
cidades, se urbanizar, ensinar os desempregados e trabalhadores
não organizados a ir para a rua "fazer a luta"
, reivindicar, em grandes ações conjuntas
com outras entidades a exemplo da Central Única
dos Trabalhadores (CUT), União Nacional dos Estudantes
(UNE), movimentos de sem-teto, desempregados, perueiros.
A
estratégia foi anunciada na sexta-feira pelo coordenador
nacional do MST, João Paulo Rodrigues, em entrevista
no 2º Fórum Social Brasileiro, no Recife.
"Eleição não basta, só
se conseguem mudanças estruturais e na política
econômica com o povo nas ruas", justificou.
Segundo ele, "nos próximos anos o Brasil terá,
possivelmente, o maior movimento de massa da história
dos últimos 20 anos, caso o governo não
avance nas políticas públicas."
O objetivo do MST é fazer uma revolução
inspirada no recente exemplo da juventude francesa que,
depois de dois meses de intensas manifestações
de rua, conseguiu o recuo do governo na questão
do Contrato do Primeiro Emprego, que desaprovava. Revolução
é, no seu conceito, resolver o problema do emprego,
da moradia, da terra, do Estado burocratizado, das desigualdades
sociais, o que também só se consegue com
a mudança da política econômica. "Mesmo
que o companheiro Jaime Amorim (também coordenador
do MST, com atuação emPernambuco) fosse
eleito presidente, não haveria transformações
sem a pressão popular nas ruas."
Rodrigues fez as declarações um dia depois
de o mesmo Amorim ter considerado o MST uma organização
pequena, que precisa crescer e expandir seus métodos
de, luta no País. "O grande desafio é
aumentar nossa base para as mais de 4 milhões de
famílias sem-terra no País e, ao mesmo tempo,
termos nossas teses defendidas por outras forças",
reforçou o coordenador nacional do MST, ao adiantar
que a iniciativa de alianças já está
sendo trabalhada no fórum.
"Da
mesmaforma queconseguimos construira Via Campesina urbana",
explicou. Eledestacou ainda que82% da população
brasileira está nascidades. ondetambém seconcentram
asdesigualdades sociais. João Paulo Rodrigues acredita
que as ações conjuntas com os movimentos
urbanos devem começar a se concretizar em 2007,
com uma jornada da juventude rural e urbana. "Não
queremos que a turma da cidade bote a camisa do MST, queremos
que a turma da cidade lute contra o agronegócio,
os transgênicos, as ações imperialistas
na América Latina. Queremos grande enfrentamento
contra o capital internacional."
COPA
ELEIÇÃO E OCUPAÇÂO
A
programação do MST integra mobilizações
e invasões de terra no primeiro semestre. No segundo
semestre pode haver um arrefecimento porque a tendência
é de envolvimento da população com
a Copa do Mundo e a campanha eleitoral, não havendo
com quem dialogar no campo institucional.
No
1º de Maio o MST deve fazer protestos em todo o País.
Em maio e junho, paralelamente a eventuais invasões,
discutirá com as bases um projeto político
para o País, além de identificar os pontos
comuns de suas idéias com as outras organizações
às quais deseja se aliar.
A
estimativa de Rodrigues é e que 80% dos integrantes
do movimento votem pela reeleição de Lula.
Mesmo com a frustração de não terem
as metas em
relação à reforma agrária
cumpridas e das denúncias de corrupção
no governo, ele avalia que Lula é o mais progressista.
Mesmo
assim, o MST não assumirá publicamente seu
apoio ao presidente, pelo menos no primeiro turno. Esta
semana o MST promoveu atos em 9 Estados, a maioria para
lembrar o massacre de 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás,
no Pará, há 10 anos.
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