| Guerra
Irregular Moderna
Atingidos por hidrelétricas
da Amazônia realizam assembléias
Defesa@Net
A hidrelétrica de Tucuruí é
um marco nas ações de defesa interna
contra os movimentos irregulares. Invadida em
Maio de 2007, exigiu um grande esforço,
ainda não devidamente relatado, para
a extrusão dos invasores. Também
as tentativas, não negadas pelos órgãos
de inteligência brasileira, de causar
um apagão nacional derrubando todo o
sistema interligado elétrico nacional.
Recomendamos a leitura do texto:
O Brasil como Campo da Guerra Irregular Moderna
- 25 Maio 2007
http://www.defesanet.com.br/zz/dn_25MAI07.htm |
Entre os dias 21
e 26/01, período que antecede o Forum
Social Mundial (FSM) no Pará, o
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
vai realiza grandes assembléias junto aos
atingidos por barragens da Amazônia. O objetivo
é denunciar as violações de
direitos humanos sofrida pelos atingidos de Tucuruí,
Complexo Madeira, Samuel, Belo Monte e Estreito.
“Queremos
que o assunto seja pautado dentro do FSM e que sensibilize
as lideranças internacionais que estarão
lá. Precisamos buscar soluções
para os problemas causados por essas barragens”,
diz a coordenação do MAB.
Nesta quarta-feira
(2/01) começa a assembléia dos atingidos
pelo Complexo Madeira e Samuel, em Porto Velho (RO).
Nos dias 23 e 24/01 é a vez dos atingidos
pela hidrelétrica de Estreito se reunirem.
Já no dia 26, mais de 1000 pessoas farão
um assembléia em Tucuruí.
Veja o exemplo dessas
violações no caso da UHE Tucuruí,
no Pará:
Barragem de Tucuruí:
30 anos de desrespeito aos direitos dos atingidos
Criada durante o
regime militar na década de 70, a usina hidrelétrica
de Tucuruí deslocou 32 mil famílias,
segundo dados da própria Eletronorte, órgão
responsável pela obra. Como foi construída
antes da lei que exige a realização
de estudo e relatório de impacto ambiental
(EIA/Rima) antes da construção da
barragem, o mesmo foi elaborado simultaneamente
à construção da obra, sem quase
nenhuma influência.
Segundo estudo do
Instituto de Pesquisa da Amazônia (INPA),
as conseqüências sociais e ambientais
da hidrelétrica de Tucuruí foram,
e continuam a ser, negativas e prejudiciais. Algumas
delas: o deslocamento da população
na área de inundação e a sua
realocação subseqüente devido
a uma praga de mosquitos Mansonia; o desaparecimento
da pescaria que sustentava, tradicionalmente, a
população a jusante da barragem; os
efeitos sobre a saúde devido à malária
e a contaminação por mercúrio;
e o deslocamento de grupos indígenas (Parakanã,
Pucurui e Montanha).
Ainda segundo o
INPA, quase dois terços da energia gerada
por Tucuruí serve para abastecer a indústria
de alumínio. Enquanto isso, as famílias
que moram nas ilhas formadas pelo lago da usina
estão sem energia elétrica, mesmo
após cerca de 30 anos da construção
da barragem.
Em março
2007, indignados com a situação que
não se resolve até hoje, cerca de
600 famílias organizadas no Movimento dos
Atingidos por Barragens (MAB) e Via Campesina ocuparam
a hidrelétrica. O ato demonstrou coragem,
resistência e, principalmente, esperança
de ter terra para trabalhar, educação,
saúde e demais elementos necessários
para uma vida digna. Esperança de resgatar
o que lhe foi tirado em conseqüência
da construção da obra.
Ainda em 2007, a
Comissão Especial do Conselho de Defesa dos
Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) fez uma visita
à Tucuruí com o objetivo de investigar
as denúncias apresentadas pelo MAB sobre
a situação dos atingidos do local.
A comissão divulgou um relatório confirmando
as denúncias.
Na prática,
o passivo social de Tucuruí inclui o não
reassentamento de dezenas de famílias atingidas,
desvio das indenizações previstas
– “muitos atingidos eram analfabetos,
e o dinheiro de suas indenizações
foi desviado por agentes públicos”,
relata Leandro Scalabrin representante do MAB na
Comissão – e o não reconhecimento
de categorias, como os pescadores, enquanto atingidos
(problema que apenas agora estaria sendo estudado
pela Eletronorte).
Desde a ocupação
da hidrelétrica e da visita da Comissão
de Direitos Humanos não houve muitos avanços
na região. Cerca de 977 atingidos organizados
no MAB continuam sem indenização e
as famílias que moram perto da hidrelétrica
continuam sem luz e sem condições
dignas de vida.
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Presidente
Lula, a governadora do Pará, Ana Júlia
Carepa, e o ministro Edison Lobão descerram
placa alusiva à conclusão da
segunda casa de força da Usina Hidrelétrica
de Tucuruí
A governadora do Pará tem mostrado
uma ação leniente contra os
atos dos movimentos irregulares naquele estado
Foto: Ricardo Stuckert/PR |
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Presidente
Lula visita as obras da eclusa 1, que juntamente
com a eclusa 2, permitirá a navegação
através da barragem da Usina Hidrelétrica
Tucuruí
Foto: Ricardo Stuckert/PR
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Esquema
do Sistema Interligado Elétrico Nacional
e as Linhas de Transmissão
Fonte: Operador Nacional do Sisema |
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