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Defesanet 22 Janeiro 2008
MST 21 Janeiro 2008

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Guerra Irregular Moderna
Atingidos por hidrelétricas da Amazônia realizam assembléias

Defesa@Net

A hidrelétrica de Tucuruí é um marco nas ações de defesa interna contra os movimentos irregulares. Invadida em Maio de 2007, exigiu um grande esforço, ainda não devidamente relatado, para a extrusão dos invasores. Também as tentativas, não negadas pelos órgãos de inteligência brasileira, de causar um apagão nacional derrubando todo o sistema interligado elétrico nacional.


Recomendamos a leitura do texto:
O Brasil como Campo da Guerra Irregular Moderna - 25 Maio 2007
http://www.defesanet.com.br/zz/dn_25MAI07.htm

Entre os dias 21 e 26/01, período que antecede o Forum Social Mundial (FSM) no Pará, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) vai realiza grandes assembléias junto aos atingidos por barragens da Amazônia. O objetivo é denunciar as violações de direitos humanos sofrida pelos atingidos de Tucuruí, Complexo Madeira, Samuel, Belo Monte e Estreito.

“Queremos que o assunto seja pautado dentro do FSM e que sensibilize as lideranças internacionais que estarão lá. Precisamos buscar soluções para os problemas causados por essas barragens”, diz a coordenação do MAB.

Nesta quarta-feira (2/01) começa a assembléia dos atingidos pelo Complexo Madeira e Samuel, em Porto Velho (RO). Nos dias 23 e 24/01 é a vez dos atingidos pela hidrelétrica de Estreito se reunirem. Já no dia 26, mais de 1000 pessoas farão um assembléia em Tucuruí.

Veja o exemplo dessas violações no caso da UHE Tucuruí, no Pará:

Barragem de Tucuruí: 30 anos de desrespeito aos direitos dos atingidos

Criada durante o regime militar na década de 70, a usina hidrelétrica de Tucuruí deslocou 32 mil famílias, segundo dados da própria Eletronorte, órgão responsável pela obra. Como foi construída antes da lei que exige a realização de estudo e relatório de impacto ambiental (EIA/Rima) antes da construção da barragem, o mesmo foi elaborado simultaneamente à construção da obra, sem quase nenhuma influência.

Segundo estudo do Instituto de Pesquisa da Amazônia (INPA), as conseqüências sociais e ambientais da hidrelétrica de Tucuruí foram, e continuam a ser, negativas e prejudiciais. Algumas delas: o deslocamento da população na área de inundação e a sua realocação subseqüente devido a uma praga de mosquitos Mansonia; o desaparecimento da pescaria que sustentava, tradicionalmente, a população a jusante da barragem; os efeitos sobre a saúde devido à malária e a contaminação por mercúrio; e o deslocamento de grupos indígenas (Parakanã, Pucurui e Montanha).

Ainda segundo o INPA, quase dois terços da energia gerada por Tucuruí serve para abastecer a indústria de alumínio. Enquanto isso, as famílias que moram nas ilhas formadas pelo lago da usina estão sem energia elétrica, mesmo após cerca de 30 anos da construção da barragem.

Em março 2007, indignados com a situação que não se resolve até hoje, cerca de 600 famílias organizadas no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Via Campesina ocuparam a hidrelétrica. O ato demonstrou coragem, resistência e, principalmente, esperança de ter terra para trabalhar, educação, saúde e demais elementos necessários para uma vida digna. Esperança de resgatar o que lhe foi tirado em conseqüência da construção da obra.

Ainda em 2007, a Comissão Especial do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) fez uma visita à Tucuruí com o objetivo de investigar as denúncias apresentadas pelo MAB sobre a situação dos atingidos do local. A comissão divulgou um relatório confirmando as denúncias.

Na prática, o passivo social de Tucuruí inclui o não reassentamento de dezenas de famílias atingidas, desvio das indenizações previstas – “muitos atingidos eram analfabetos, e o dinheiro de suas indenizações foi desviado por agentes públicos”, relata Leandro Scalabrin representante do MAB na Comissão – e o não reconhecimento de categorias, como os pescadores, enquanto atingidos (problema que apenas agora estaria sendo estudado pela Eletronorte).

Desde a ocupação da hidrelétrica e da visita da Comissão de Direitos Humanos não houve muitos avanços na região. Cerca de 977 atingidos organizados no MAB continuam sem indenização e as famílias que moram perto da hidrelétrica continuam sem luz e sem condições dignas de vida.

Presidente Lula, a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, e o ministro Edison Lobão descerram placa alusiva à conclusão da segunda casa de força da Usina Hidrelétrica de Tucuruí
A governadora do Pará tem mostrado uma ação leniente contra os atos dos movimentos irregulares naquele estado

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Presidente Lula visita as obras da eclusa 1, que juntamente com a eclusa 2, permitirá a navegação através da barragem da Usina Hidrelétrica Tucuruí

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Vídeosobre a invasão de Tucurí em 2007

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM681102-7823-MANIFESTANTES+DESOCUPAM+A+USINA+DE+TUCURUI+PA,00.html
Esquema do Sistema Interligado Elétrico Nacional
e as Linhas de Transmissão
Fonte: Operador Nacional do Sisema
Defesa @ Net

Para ações anteriores contra redes de transmissão e outros componentes da infra-estrutura nacional acesse:
http://www.defesanet.com.br/memoria/zh_01fev00.htm
Video da GloboNews com cenas da Invasão e sala de controles dominada pelos irregulares
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM680660-7823-EXERCITO+CERCA+USINA+DE+TUCURUI,00.html

Defesa @ Net

Cercados, invasores decidem sair de Tucuruí - Governo prometeu fazer reunião hoje, após desocupação da usina - OESP 25 Maio 2007
http://www.defesanet.com.br/zz/fi_maio23_4.htm

Ameaça de militares provoca tensão em Tucuruí
http://www.defesanet.com.br/zz/fi_maio23_3.htm

Notas da Comando do Exército
http://www.defesanet.com.br/zz/fi_maio23_2.htm

PA: governo autoriza uso do Exército em Tucuruí
http://www.defesanet.com.br/zz/fi_maio23_1.htm

   
   
   
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