TSE
APRESENTA SOLUÇÃO PARA O REFERENDO DO DESARMAMENTO
Brasília
1/07/2005 - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral,
ministro Carlos Velloso, já comunicou ao presidente
do Senado Federal, Renan Calheiros, a solução
encontrada pela Justiça Eleitoral para garantir
a realização do referendo do desarmamento
no dia 23 de outubro, mesmo com o atraso na votação
do decreto legislativo na Câmara dos Deputados e
o recesso do Poder judiciário iniciado hoje. Assim
que o decreto for aprovado pela Câmara, o ministro-presidente
vai aprovar, Ad Referendum, as 11 instruções
normativas elaboradas pelo TSE que serão levadas
para aprovação do Plenário da Corte
na reabertura do semestre forense, no dia 1º de agosto.
Logo
após a sessão de encerramento do semestre
forense, realizada no inicio da tarde de hoje, Carlos
Velloso convocou os demais ministros e o secretário
de informática do TSE para debater a viabilidade
técnica e operacional da proposta, que foi aprovada
por unanimidade. Com isso, a Justiça Eleitoral
não paralisará os trabalhos pertinentes
ao referendo durante o período do recesso.
"A
Justiça Eleitoral não será surpreendida.
Estamos adiantando nosso trabalho no que é possível
e se o Congresso aprovar o decreto legislativo estaremos
preparados para realizar o referendo", ressaltou
Carlos Velloso, acrescentando que o TSE já aprovou
até a tela de votação das urnas eletrônicas.
Como um legítimo mineiro, Velloso informou que
o TSE vem trabalhado em silêncio desde o mês
de maio para viabilizar a realização da
consulta popular sobre a comercialização
de armas de fogo no país.
As
instruções normativas elaboradas pelo Tribunal
dispõem sobre calendário eleitoral, propaganda,
pesquisa, recursos e representações, entre
outros temas. De acordo com os prazos fixados pela Justiça
Eleitoral para a realização do referendo,
o cadastro de eleitores será fechado no dia 23
de julho (3 meses antes da consulta), as folhas de votação
serão confeccionadas até o final de agosto
e os cadernos de votação serão encaminhados
aos TREs até o dia 10 de outubro. O início
da campanha institucional informativa sobre a regularização
dos eleitores e a obrigatoriedade do voto está
prevista para o dia 8 de julho.
Com
a solução anunciada hoje, a Justiça
Eleitoral garante mais alguns dias de tolerância
para que o Congresso vote o decreto autorizando a consulta
popular. O senador Renan Calheiros garantiu ao presidente
do TSE que o decreto legislativo será colocado
em votação até a próxima quarta-feira.
"A Justiça Eleitoral não está
poupando esforços para cumprir a lei que determina
a realização do referendo em outubro de
2005", afirmou Carlos Velloso.