|
Seiscentos
soldados do Exército e 150 PMs buscam em favelas os
fuzis roubados em quartel no Rio
Marcelo
Dias - Extra
Cristiane de Cássia - O Globo
RIO
- O Comando Militar do Leste mobilizou cerca de 600 soldados
do Exército na operação para recuperar
os dez fuzis roubados na manhã de sexta-feira de um
quartel no Rio de Janeiro. O efetivo foi distribuído
pelas favelas de Nova Brasília (300), do Jacarezinho
(cem), Manguinhos (cem), do Parque Alegria e Vila dos Pinheiros
(mais cem). Além deles, a Polícia Militar acionou
150 homens para apoiar a ação.
-
As ações prosseguirão até a recuperação
do armamento. Todos os meios necessários serão
usados e não há data para encerrarmos a operação.
Atuaremos em todas as áreas onde houver informações
sobre o paradeiro das armas e vamos pressionar até
resgatar tudo. Estamos com uma operação de logística
montada e o efetivo aumentará. E também contamos
com os serviços de inteligência do Exército,
da Aeronáutica, da Marinha e da polícia, além
de mandados de busca e apreensão - afirmou o chefe
de relações-públicas do CML, coronel
José Guimarães Barreto.
Na
noite de sexta-feira, 300 homens do Exército já
haviam ocupado o Complexo do Alemão em busca das armas
roubadas. Mas, por enquanto, ninguém foi preso e nenhuma
das armas foi recuperada.
Dez
fuzis e uma pistola foram roubados no fim da madrugada desta
sexta-feira do Estabelecimento Central de Transportes (ECT)
do Exército, na Rua Monsenhor Manoel Gomes, 82, em
São Cristóvão. O assalto foi praticado
por dois grupos armados que chegaram ao local usando uniformes
camuflados do Exército e toucas ninjas. Um grupo ficou
do lado de fora enquanto um homem entrava pela parte de trás
e o outro grupo rendeu um sentinela e um guarda. Um tiro foi
disparado contra a porta do armário onde estava guardado
o armamento.
Um
ex-cabo é suspeito de participação no
crime. Por determinação do secretário
de Segurança Pública, Marcelo Itagiba, a Polícia
Militar participa da operação mobilizando homens
de duas companhias do Primeiro Batalhão de Polícia
do Exército (PE) e 30 policiais do 16º BPM (Olaria).
Uma equipe do Batalhão de Operações Policiais
Especiais (Bope) da PM está de prontidão no
16º BPM em caso de necessidade.
Ataques põem em cheque sistema de
segurança
O
Globo
Globo Online
RIO
- Nos últimos quatro anos, uma série de ataques
de traficantes aos quartéis pôs à prova
o esquema de segurança dos militares para guardar armamento
de guerra. Simultaneamente, apreensões realizadas pela
Secretaria de Segurança evidenciaram o envolvimento
de militares em ações do tráfico de drogas
no Rio.Numa operação, agentes da Polinter encontraram
em abril do ano passado no paiol de traficantes do Morro da
Coréia, em Senador Camará, oito minas terrestres
antipessoais, 161 granadas defensivas M-3 e M-20 e mais de
18 mil cartuchos de diferentes calibres. Todo o material era
da Aeronáutica, grande parte da Diretoria de Material
Aeronáutico e Bélico (Dimarb), na Ilha.Em novembro
de 2004, o Exército contabilizava o sétimo fuzil
roubado no ano. A corporação ocupou o conjunto
Amarelinho, em Irajá, no dia 8 daquele mês, a
fim de tentar recuperar um FAL roubado da Escola de Comando
do Estado-Maior do Exército, na Praia Vermelha. Depois
de contar que foi rendido por três homens, o soldado
Antônio Fernandes do Nascimento, um dos sentinelas,
confessou que entregou a arma para um bandido do Amarelinho.
Na época em que ocorreu mais esse roubo, apenas quatro
dos sete fuzis do Exército roubados haviam sido recuperados.
Antes,
em julho, três outros fuzis foram levados do Museu Histórico
do Exército, no Forte de Copacabana. Depois de um dia
inteiro de ocupação nos morros do Pavão-Pavãozinho
e do Cantagalo, em Copacabana, o Comando Militar do Leste
(CML) recebeu de volta as três armas, encontradas por
policiais do 23º BPM (Leblon) na Chácara do Céu,
alto do Morro do Vidigal, depois de uma denúncia anônima.
Em fevereiro de 2004, o desaparecimento de dois fuzis HK-33
da Base Aérea de Santa Cruz também levou à
prisão dos sentinelas que os usavam.
|