COBERTURA ESPECIAL - Especial MOUT - Segurança

21 de Abril, 2017 - 12:20 ( Brasília )

Ônibus e delegacias são atacados em Fortaleza

Pelo menos 22 veículos foram incendiados em dois dias. Segundo a polícia, ataques seguiram o mesmo padrão. Autoridades suspeitam que atentados são retaliação a transferência de presos.

A grande Fortaleza (CE) registra há dois dias uma série de ataques a ônibus e delegacias. Segundo a imprensa local, pelo menos 22 ônibus foram incendiados na capital cearense em cidades da região metropolitana entre quarta e a quinta-feira (20/4). Três delegacias foram alvos de tiros. Seis pessoas foram presas por suspeita de participação nas ações.

As autoridades locais suspeitam que criminosos vêm promovendo uma campanha de retaliação contra a transferência de chefes de facções criminosas que estão em presídios da região.

De acordo com o jornal O Povo, os ataques começaram após transferência de 360 presos na Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL II), em Itaitinga, e da Unidade Prisional Adalberto Barros de Oliveira Leal, em Caucaia.

Segundo a polícia, todos os ataques a ônibus seguiram o mesmo padrão. Criminosos pararam os veículos, ordenaram que passageiros e funcionários descessem e em seguida espalharam combustível e atearam fogo nos veículos.

Segundo um sindicato local que representa motoristas de ônibus, o condutor de um veículo ficou ferido. Ele teve 18% do corpo queimado e segue internado em um hospital da capital.

Na madrugada desta quinta-feira, criminosos efetuaram disparos contra três delegacias em Fortaleza e Maracanau, na região metropolitana. Duas agências bancárias também foram atingidas por tiros e tiveram caixas eletrônicos incendiados. Ninguém ficou ferido.

Como resultado dos ataques, ônibus deixaram de circular em Fortaleza nesta quinta-feira.

Segundo o G1 Ceará, uma carta foi encontrada por policiais perto de um dos ônibus incendiados. O texto é assinado por uma organização criminosa chamada "Guardiões do Estado". Na carta, a facção ameaça incendiar prédios públicos, como a Assembleia Legislativa, caso as autoridades locais não suspendam a transferência de presos.


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