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20 de Fevereiro, 2017 - 10:30 ( Brasília )

Marinha encontra celulares, armas e drogas na Cadeia Pública de Natal

Fuzileiros usaram cães, detectores de metal e aparelhos de raio-x. Prisão é a quarta do Rio Grande do Norte a ser vistoriada pela Marinha.

Fuzileiros navais fizeram uma varredura nesta sexta-feira (17) na Cadeia Pública de Natal e apreenderam 730 itens, entre celulares, armas brancas e drogas. Agentes penitenciários do Grupo de Operações Especiais (GOE) e policiais militares também participaram da ação.

Na unidade, os fuzileiros encontraram: 37 celulares, 222 armas brancas, 27 chips de celulares, 125 materiais suspeitos de serem narcóticos e 319 outros itens proibidos, como cortadores de unha e pinças.

Com cães farejadores, detectores de metal e aparelhos de raio-x, os fuzileiros só inspecionam as celas vazias, depois que os agentes retiram os detentos. Na área externa, outros militares da Marinha fazem o controle do acesso ao presídio com o apoio da Polícia Militar.

A Cadeia Pública é a quarta unidade prisional do Rio Grande do Norte vistoriada na Operação Varredura da Marinha, que já visitou a Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), a Penitenciária Agrícola Dr. Mario Negócio, em Mossoró, e a Cadeia Pública de Mossoró.

Presídios já revistados

A primeira unidade revistada foi a Penitenciária Estadual de Parnamirim, na Grande Natal. Foi no dia 10 deste mês. Na ocasião, apesar de o presídio possuir bloqueadores de sinal de celular, oito telefones foram apreendidos, além de facas artesanais e drogas.

Já no dia 13, também em Mossoró, os fuzileiros fizeram buscas por materiais ilícitos na Penitenciária Agrícola Doutor Mário Negócio. Celulares, armas brancas e drogas também foram encontrados. Na quarta-feira (15) foi a vez da Cadeia Pública de Mossoró, onde foram encontrados 7 celulares, 14 baterias, 13 chips de celulares,112 armas brancas, 56 materiais suspeitos de serem narcóticos, e 261 outros itens proibidos, como pinças, cortadores de unha e alicates.

Decreto presidencial

De acordo com o decreto assinado pelo presidente Michel Temer, as ações realizadas pelas forças armadas dentro dos presídios do país visam a "detecção de armas, aparelhos de telefonia móvel, drogas e outros materiais ilícitos ou proibidos".



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