COBERTURA ESPECIAL - Especial MOUT - Defesa

15 de Fevereiro, 2017 - 11:00 ( Brasília )

Forças Armadas enviam 9 mil homens para patrulhamento no Rio de Janeiro

Tropas atuarão na Transolímpica, Vila Militar, Copacabana, Ipanema, entre outras pontos do Rio de Janeiro, além de algumas áreas em Niterói e São Gonçalo

Patrulhamento de principais bairros e rodovias do Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo contará com 9 mil militares da Marinha e do Exército.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (14) pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante entrevista coletiva no Comando Militar do Leste (CML), no centro da capital fluminense.

Segundo o ministro, as tropas federais estarão em parte da região metropolitana por nove dias, mas a operação poderá ser ampliada. Para isso, dependerá da avaliação do cenário da segurança pública. “Em média, as ações das Forças Armadas duram de oito a 10 dias”, explicou o ministro.

Denominada Operação Carioca, o emprego das tropas federais foi autorizado pelo presidente Michel Temer, nesta segunda-feira (13), após reunião com o governador Luiz Fernando Pezão. Nesta terça (14), o ministro Jungmann esteve no Rio para conhecer o planejamento da ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Caberá ao comandante da 1ª Divisão de Exército, general Mauro Sinott, a liderança desta operação. Ele vai trabalhar de modo integrado com as forças estaduais de segurança pública. Segundo detalhou, as tropas do Exército atuarão na Transolímpica, Vila Militar e Deodoro e parte da Avenida Brasil, além das praias de Icaraí e São Francisco, no município de Niterói; e algumas áreas da cidade de São Gonçalo.

Enquanto isso, a Marinha irá empregar o efetivo no trecho que vai do Porto Maravilha até o bairro do Leblon, passando pelo Aterro do Flamengo, Enseada de Botafogo, Leme, Copacabana, Lagoa e Ipanema. Os militares farão patrulhamento, montarão ponto de bloqueio, dentre outras atividades de segurança pública.

“Com isso, a PM estará liberada em seu contingente para atuar em outros pontos da cidade”, afirmou o ministro.

Uma das preocupações do governo estadual é a segurança ao prédio da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Os deputados estaduais estão analisando projeto enviado pelo Palácio Guanabara que trata da privatização da Cedae, estatal de água e esgoto. Nos últimos dias, manifestantes cercaram o prédio e promoveram baderna.

Jungmann informou que, para a segurança da Alerj, serão empregados os PMs e militares da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP).

Operação Carioca

Jungmann chegou no Rio na amanhã desta terça-feira, no III Comando Aéreo Regional (COMAR), acompanhado do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), almirante Ademir Sobrinho, e do assessor militar, brigadeiro João Tadeu Fiorentini, e se deslocou para o CML, situado próximo à Central do Brasil.

Recebido com honras militares pelo general Walter Braga Netto, comandante Militar do Leste, Jungmann se dirigiu ao centro de operações para conhecer o planejamento da Operação Carioca. A elaboração do plano de ação começou a partir dos pontos solicitados pelo governo do Rio. Acompanharam a reunião os comandantes da Força de Fuzileiros da Esquadra, almirante Alexandre José Barreto de Mattos, e da Divisão Anfíbia, almirante Cesar Lopes Loureiro.

“Estamos promovendo uma operação aos moldes do que foi os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, só que em menor proporção”, contou o general Sinott.

Após a entrevista, o ministro Jungmann se deslocou para o Palácio Guanabara, no bairro de Laranjeiras, onde esteve em reunião com o governador fluminense, Luiz Fernando Pezão, e o vice governador, Francisco Dornelles.



Outras coberturas especiais


Guerra Hibrida Brasil

Guerra Hibrida Brasil

Última atualização 22 OUT, 20:50

MAIS LIDAS

Especial MOUT