20 Setembro 2007
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Matérias publicadas na Reportagem Missão Haiti 2005

1ª - Viagem
13 Dez 05
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2ª Entrevista Comandante Veppo, Grupamento Fuzileiros
15 Dez 05
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3ª Entrevista a UNPOL
Capt Osório
20 Dez 05
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4ª Cia E F Paz
26 Dez 05
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5ª Patrulha
30 Dez 05
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6ª Entrevista Comandante Batalhão Haiti
Cel Inf Santiago
13 Jan 06
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7ª Retorno
28 Jan 06
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8º A Função do Intérprete
06 Abr 06
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Missão Haiti 2007
Defesanet 14 Setembro 2007
  Incluido vídeo julho 2008
Defesa @ Net

Série Missão Haiti 2007
6 - Estamos prontos, confie,
Adsumus! - Comandante Pilar
Fuzileiros Navais em ação

Kaiser Konrad
Enviado especial ao Haiti

Blindados Piranha e patrulhas marítimas mostram a importância das tropas da Marinha do Brasil na missão de paz no Haiti

A Marinha do Brasil participa da missão de paz no Haiti com um Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais. Conhecidos como a “força profissional” do batalhão brasileiro, os fuzileiros navais desempenham uma série de tarefas específicas que vão desde patrulhas mecanizadas e marítimas, até missões de resgate e apoio às forças estrangeiras.

O grupamento é comandado pelo Capitão-de-Fragata Fuzileiro Naval Ricardo Henrique Santos de Pilar, um militar experiente que, inclusive, já esteve embarcado numa belonave americana durante a primeira guerra do Golfo.

O Comandante Pilar é a principal estrela das ações cívico-sociais organizadas pelos fuzileiros no Haiti. Sempre quando tira o capacete, é cercado pelas crianças que, com muita curiosidade, querem poder ver e tocar seus cabelos grisalhos, uma raridade num país onde as pessoas morrem muito jovens.

Acompanhe uma entrevista com o Comandante Pilar e conheça um pouco mais sobre o trabalho realizado no Haiti.

Defesa@Net - Quando começou a seleção de pessoal e o treinamento da tropa que veio ao Haiti?
CF Pilar
- Assumi o 3° Batalhão de Infantaria – Paissandú - em julho de 2006 e partir deste momento começamos a seleção e o treinamento. Ele foi feito para todo o batalhão, 750 militares, destes, foram selecionados os que se encontram hoje na missão.

Defesa@Net - Qual o efetivo dos FNs no Haiti?
CF Pilar
- O efetivo total é de 225 fuzileiros navais, destes, 10 estão no Estado-Maior do Batalhão Haiti.

Defesa@Net - Os FNs estão subordinados ao Brabatt, como é a relação entre vocês?
CF Pilar -
Operativamente estamos subordinados ao Batalhão Haiti, logísticamente à Força de Fuzileiros da Esquadra. O nosso relacionamento com os militares do Exército Brasileiro é muito cordial, visto que estamos numa missão combinada. Aqui trabalhamos juntos e temos o mesmo objetivo que é elevar o nome do Brasil.

Defesa@Net - Que tipo de equipamento este contingente opera que em outros não havia?
CF Pilar -
O 7° contingente não trouxe nenhuma nova equipagem, mas estamos fazendo algumas correções em nossos capacetes e coletes à prova de balas.

Defesa@Net - Que mudanças na doutrina de combate urbano dos FNs essa missão está acarretando?
CF Pilar -
Os FNs estão aproveitando esta missão para aperfeiçoar sua doutrina de combate urbano. A base de nossa doutrina continua a mesma, mas observamos no decorrer da missão que precisávamos detalhar mais as pequenas frações até chegar ao elemento, a conduta de nosso homem na entrada em compartimentos e nos vasculhamentos.

Defesa@Net - Especialistas em segurança vêem o Haiti como um laboratório de combate urbano para futuras ações no Rio de Janeiro. Existe semelhança entre esses TOs? Os Fuzileiros Navais estão prontos para participar de uma missão GLO nos morros cariocas?
CF Pilar - Como você observou, é completamente diferente o Rio de Janeiro do Haiti. A população haitiana, no início da missão, encontrava-se sob o julgo da força adversa e por isso não procurava a gente, mas é uma população carente que está sempre acreditando que os países devem muito ao Haiti. Nós estamos aqui para ajudá-los. Se aqui é ou não um laboratório, não sei, mas está sendo uma experiência muito importante, pois podemos tirar ensinamentos que serão úteis numa futura missão no Rio de Janeiro, mas isso caberá àquele que estiver planejando uma operação lá a capacidade de sua utilização. Quanto à nossa participação, desde que ordenados, o Corpo de Fuzileiros Navais está preparado para cumprir qualquer missão.

Defesa@Net - A Marinha recebeu recentemente os modernos veículos blindados Mowag Piranha. Eles virão para o Haiti?
CF Pilar -
Os veículos Piranha já chegaram ao Brasil. No dia 17 de agosto foram incorporados à divisão anfíbia e entregues ao setor operativo dos Fuzileiros Navais. O 8º Contingente já está se adestrando com esses veículos e acreditamos que entre dezembro e janeiro próximos, já estejam em operação no Haiti.

O Comandante do Grupamento
Operativo dos Fuzileiros Navais
Capitão-de-Fragata Pilar e o Subcomandante Chades

Defesa@Net - Houve mudanças na doutrina de utilização do Urutu no combate urbano. Esse conhecimento será incorporado às operações do Piranha?
CF Pilar -
Ao meu ver não aconteceu nenhuma mudança na doutrina de utilização desses veículos aqui, já que o combate urbano prevê a utilização de blindados. A nossa experiência com o Urutu facilita a operação do Piranha, um veículo blindado com características de emprego semelhantes.

Defesa@Net - Qual é a área de responsabilidade dos FNs no Haiti?
CF Pilar -
Em Porto Príncipe os fuzileiros operam em Cité Soleil, mais especificamente em Druillard e Bois Neuf.

Defesa@Net - Qual o armamento utilizado?
CF Pilar -
Nosso fuzil padrão M16 calibre 5.56 mm, alguns equipados com lançadores de granadas M 203 40 mm, neste caso para lançamento de gás lacrimogênio.

Defesa@Net - Quais as atividades da Equipe de Comandos Anfíbios?
CF Pilar - Nós temos elementos especializados que aqui estão distribuídos no pelotão e cumprem missões de infantaria. Caso eu tenha a necessidade de resgatar algum militar meu que tenha sido ferido em zona de combate ou capturado pela força adversa, eu tenho esses militares que estão habilitados para isso.

Defesa@Net - Como você vê a situação do Haiti hoje?
CF Pilar - A população hoje não está mais sob o julgo da força adversa, sendo assim, nos procuram mais e pedem ajuda. Aqui no Haiti se fala que a missão mudou de fase, que é o momento de concentrar nossos esforços na parte social, sobretudo nas ações comunitárias.

Defesa@Net - Quais as dificuldades enfrentadas pelos Fuzileiros Navais?
CF Pilar - Nós não temos dificuldades. Todas as nossas necessidades são prontamente atendidas pela Força de Fuzileiros da Esquadra. Aqui temos quatro alternativas para entrar em contato com o Brasil. Se algum militar tiver problemas com a família, procuro o Almirante que aciona o serviço social da Marinha para imediatamente prover o apoio necessário.

Defesa@Net - Esse contingente já teve seu batismo de fogo?
CF Pilar - Graças a Deus ainda não, mas estamos preparados para isso.

Defesa@Net

Entrevista com o Capitão-de-Fragata(FN) Marco Antonio Veppo dos Santos,
comandante do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais - Haiti
http://www.defesanet.com.br/reportagens/missao_haiti/fn_veppo.htm

Walk Around do MOWAG Piranha IIIC do Corpo de Fuzileiros Navais
http://www.defesanet.com.br/zz/afv_cfn_mowag_3.htm

   
   
   
 

 

 

Artigos Série
Missão Haiti 2007
1 - Uma Missão de Estado
2- Entrevista
Gen Santos Cruz -
Force Commander

3 - Entrevista Cel Sales
Cmt 7º Contingente

4 - Hospital Militar
da FAA

05 - O Uruguai na Missão
de Paz no Haiti
06 - Fuzileiros Navais em Ação
07 - Patrulha Naval
Video ACISO BOIS NEUF

 
 

Fotos

   
 
  Saída de uma patrulha com uma viatura Urutu
   
 
  CFN em patrulha com um UNIMOG e um
Toyota Bandeirante
   
 
  Um Urutu modificado
em operação pelos
Fuzileiros Navais
   
 
  Um caminhão UNIMOG
   
 
  Grupo de Fuzileiros
em patrulha
   
 
  Uma operação desconhecida:
patrulhas navais em conjunto com a Polícia Nacional Haitiana no mar do Caribe
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
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