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Matérias publicadas na Reportagem Missão Haiti 2005

1ª - Viagem
13 Dez 05
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2ª Entrevista Comandante Veppo, Grupamento Fuzileiros
15 Dez 05
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3ª Entrevista a UNPOL
Capt Osório
20 Dez 05
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4ª Cia E F Paz
26 Dez 05
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5ª Patrulha
30 Dez 05
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6ª Entrevista Comandante Batalhão Haiti
Cel Inf Santiago
13 Jan 06
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7ª Retorno
28 Jan 06
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8º A Função do Intérprete
06 Abr 06
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Missão Haiti 2007
Defesanet 16 Outubro 2007
 

Exclusivo Defesa @ Net

Série Missão Haiti 2007
10 - Hospitais de Campanha –
O exemplo brasileiro no Haiti

Kaiser Konrad
Enviado especial ao Haiti

Até o fim do ano o Exército Brasileiro planeja enviar ao Sudão seu hospital de campanha como contribuição do país à missão de paz que entra em vigor neste mês. Essa será a primeira utilização desta unidade de saúde nível II numa missão da ONU.

Mesmo não tendo participado com seu hospital, o Exército já enviou para diversas missões de paz equipes médicas para o apoio de suas tropas, como no caso de Angola, onde os militares também faziam atendimentos à população e com poucos recursos realizavam complexas cirurgias devido ao alto número de acidentes com minas.

A medicina de guerra é, ainda hoje, desconhecida da maioria dos profissionais de saúde do país. A exceção é o Rio de Janeiro, onde devido aos constantes combates e o armamento utilizado, formou na prática diária um bom número de especialistas na área. Mesmo assim, num contexto geral, o Brasil fica bem atrás de países como a Argentina no tratamento de feridos em conflitos armados. Essa falta de experiência pode ser catastrófica se um dia o país entrar em guerra.

Irônicamente, em nenhuma das operações combinadas do Ministério da Defesa são organizados treinamentos de evacuação aeromédica e terrestre de feridos, bem como do pessoal de saúde. A preparação dos médicos militares que trabalham em seus hospitais de campanha na retaguarda e dos enfermeiros de cada unidade na linha de frente, é esquecida nas operações de grande magnitude, como se numa guerra real não existissem feridos.

Embora com sérias deficiências na área de medicina de guerra, o Brasil tornou-se referência a nível ambulatorial no tratamento de seus militares no Haiti.

Exemplo no Haiti

A Seção de Saúde da Cia. de Engenharia de Força de Paz Haiti, Unidade de Saúde Nível I, tem como missão oferecer suporte básico à vida e realizar pequenos procedimentos cirúrgicos. Com capacidade para atender até 20 pacientes/dia, pode manter até 5 pacientes baixados ao mesmo tempo por um período máximo de dois dias. Mantém um suprimento de medicamentos e insumos médicos por dois meses.

A unidade é dimensionada para dois médicos, dando-se preferência para um cirurgião e um clínico, mas pode funcionar com qualquer especialidade desde que os profissionais tenham treinamento em atendimento às urgências e emergências. Possui ainda seis atendentes podendo ser desdobrada em duas equipes com três integrantes.

Entrevista com Major Mendonça – Chefe da Unidade de Saúde da Cia. de Engenharia de Força de Paz no Haiti:

Defesanet - A Seção de Saúde que você chefia é referência em toda a MINUSTAH. Como ela funciona?
Major Mendonça -
Nossa unidade médica está assentada sobre uma construção pré-fabricada, italiana, produzida pela CO.RI.MEC. É dividida em dois consultórios médicos, uma sala de Emergência e uma enfermaria com cinco leitos. No lado de fora, em anexo, temos o container-farmácia. Ainda existe um container-depósito, que é empregado para a guarda de alguns materiais e equipamentos não perecíveis e geralmente permanentes da enfermaria.

Defesanet – Quais os equipamentos disponíveis?
Major Mendonça -
Possuímos duas bombas de infusão, dois DEA – Desfibrilador Externo Automático, um carro de parada com todos apetrechos pertinentes (drogas, material para intubação, desfibrilador, aspirador, ECG, PO2, etc), um eletrocautério com bisturí elétrico, respirador artificial volumétrico, aspiradores e eletrocardiógrafo multiparamétrico. Também possuímos uma mesa cirúrgica, um foco cirúrgico com bateria auxiliar, autoclave, instrumentos cirúrgicos e ainda duas ambulâncias (Land Rover e Toyota) que rapidamente podem ser convertidas em Unidade de Suporte Avançado. Cada ambulância está equipada diuturnamente com bolsas de equipamento e insumos para pronto-emprego.

Defesanet - Qual é o pessoal empregado da Unidade?
Major Mendonça -
Nosso pessoal de saúde possui o curso de Resgate (montanha, água, fogo) e são habilitados em Suporte Básico (Grupo Técnico de Emergência – Brasília/DF), Evacuação Aeromédica (Batalhão de Aviação do Exército, - Taubaté/SP), Inspeção e Controle de Alimentos (11º Depósito de Suprimento – Brasília/DF), Imobilizações (Hospital das Forças Armadas – Brasília/DF), Controle e Esterilização de Equipamentos (Hospital Geral de Brasília).

Nosso corpo médico é formado por mim, Major Médico Fernando Antônio de Mendonça Alves (Chefe da Seção) – especializado em Otorrinolaringologia e Medicina do Trabalho, tendo já integrado a missão de paz em Angola; e o Capitão Médico Ubirajara Vieira Mendes – Cirurgião Geral e Coloproctologista.

O hospital tem capacidade de realizar pequenas intervenções cirúrgicas.

Níveis das Unidades Médicas - Explicações

Os níveis de Unidades Médicas são enumerados de I a IV, e respondem de acordo com as possibilidades que possam oferecer na complexidade da busca do diagnóstico e sua terapia.

A Unidade Nível I: suporte básico para a manutenção da vida (vias aéreas, respiração, hemorragias, perdas de consciência, etc). (ex: Cia Eng F Paz Haiti e Batalhão Brasileiro de Força de Paz).

A Unidade Nível II: possui um número maior de profissionais e equipamentos, já possui um centro cirúrgico, uma UTI com pelo menos um leito e especialidades médicas. Geralmente montada sobre um Hospital de Campanha. Está apta a realizar quase todos os procedimentos resultantes de traumas. Aparece aqui a figura do cirurgião no centro cirúrgico, do anestesista, ortopedista e do clínico geral, entre outros profissionais. (ex: Hospital de Campanha Argentino)

A Unidade Nível III: esta unidade já é um Hospital Geral. Composta por várias especialidades, equipamentos mais complexos para diagnóstico e terapêutica. Pode ou não comportar seções ou unidades de ensino e pesquisa. (ex: CEDIMAT – República. Dominicana).

A Unidade Nível IV: grande hospital ou complexo médico-hospitalar possui todo o aparato diagnóstico e terapêutico para a resolução de quase todos os problemas relacionados à saúde humana. Geralmente possui seção ou unidade de ensino e pesquisa. (ex: Jackson Memorial Hospital – EUA).

A cadeia de evacuação é realizada sempre do mais simples ao mais complexo e é solicitada pelo responsável médico em cada nível.

Defesa @ Net

O Hospital da Força Aérea Argentina - Missão Haiti 2007
http://www.defesanet.com.br/missao/haiti_07_5.htm

Urutu Ambulâncias - Novembro 2005
http://www.defesanet.com.br/panoramahaiti/veiculos.htm
   
   
   
 

 

 

Artigos Série
Missão Haiti 2007
1 - Uma Missão de Estado
2- Entrevista
Gen Santos Cruz -
Force Commander

3 - Entrevista Cel Salles
Cmt 7º Contingente

4 - Hospital Militar
da FAA

05 - O Uruguai na Missão
de Paz no Haiti
06 - Fuzileiros Navais
no Haiti

07 - Patrulha Naval

Video ACISO BOIS NEUF
08 - Missão com os Comandos Anfíbios
09 - UNPOL
10 - Hospitais de Campanha

   
 

Fotos Kaiser Konrad

   
 
  Bandeiras da ONU,
Haiti, Brasil e da Cia Eng de Força de Paz
   
 
  Área de leitos do
Hospital
   
 
  Major Mendonça (Dir)
e membro da Cia Eng
Força de Paz
   
 
  A Equipe do Hospital
também controla o
peso dos membros da Força Brasileira
   
 
  Equipamento de monitoração do
paciente
   
 
  Container com estoque
de remédios para dois meses
   
 
  Ambulância para
socorro aos feridos
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
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