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Pela
Audácia!
Centro de Instrução
de
Aviação do Exército
A
moderna Escola de Aviação
Militar
Ninho das Águias da Força
Terrestre
Kaiser Konrad
Enviado Especial a Taubaté/SP
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O Centro de Instrução
de Aviação do Exército está
instalado na Base de Aviação de
Taubaté-SP. Herdeiro legítimo da
antiga Escola de Aviação Militar,
fundada em 1919 no Campo dos Afonsos,no Rio de
Janeiro, é um Centro de excelência
na formação dos pilotos e pessoal
de apoio da Aviação do Exército
Brasileiro. O CIAVEx é comandado pelo Tenente
Coronel de Cavalaria Fabio Benvenutti Castro,
ex-instrutor da Academia Militar de West Point,
do Exército dos Estados Unidos.
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Pelotão Pégasus |
Efetivo do CIAVEx reunido |
O CIAVEx é
a única escola do Exército que trabalha
nas quatro áreas de desenvolvimento de
recursos humanos, oferecendo cursos de formação,
especialização, extensão
e aperfeiçoamento. Na área de formação,
o Centro realiza o Curso de Piloto de Aeronaves
(CPA), que especializa o tenente das armas de
Infantaria, Cavalaria, Engenharia e Artilharia
a ocupar cargos e desempenhar funções
relativas ao planejamento e execução
de missões de vôo. Após concluir
esta etapa e passar um ano num dos quatro batalhões
da AVEX, o piloto retorna para fazer o Curso de
Piloto de Combate, que vai habilitá-lo
a comandar frações aéreas
de nível pelotão (4 aeronaves) executando
missões de combate. No decorrer do curso
o piloto aprenderá técnicas de progressão
em vôo tático (baixa altura), manobras
básicas de combate ar-ar, tiro com armamento
da aeronave e operações de combate
com e sem o uso de óculos de visão
noturna.
Além da formação e preparação
dos futuros pilotos de combate, o CIAVEx possui
os cursos de Gerência de Manutenção
de Aeronaves, Gerência de Manutenção
de Aviônicos e Gerência de Administração
da Aviação do Exército. Estes
cursos especializam e capacitam os tenentes dos
Quadros de Engenheiros Militares e Material Bélico,
da Arma de Comunicações e do Serviço
de Intendência a ocupar funções
ligadas à manutenção de aeronaves
e sistemas aviônicos, suprimento, transporte,
administração financeira e material
das unidades. O Centro também é
responsável pela formação
dos sargentos que vão servir na Aviação
do Exército, onde ocupam funções
de apoio, manutenção, SAR, controle
de tráfego aéreo e meteorologia.
Desde 1995, a Esquadrilha de Alunos já
formou 442 sargentos.
A tecnologia
auxiliando na formação da nova geração
de pilotos de combate do Exército
O Centro de Instrução
de Aviação do Exército está
equipado com 15 helicópteros Esquilo e um
Fennec, quantidade de aeronaves superior a qualquer
uma das unidades operacionais de asas rotativas
da Força Aérea Brasileira. Antes de
executar o voo real, o aluno passa cerca de 20 horas
treinando no simulador. Inaugurado em agosto do
ano passado, o complexo de simulação
– único em Forças Armadas latino-americanas
- reúne quatro cabines de Esquilo, que integradas
e no mesmo ambiente operacional possibilitam o treinamento
de quatro pilotos e a simulação simultânea
de missões de combate aéreo e de voos
por instrumento, básico, tático e
com óculos de visão noturna.
Cada uma das cabines possui um operador que pode
inserir na missão alterações
no cenário, mudanças meteorológicas
repentinas e panes em todos os sistemas da aeronave.
Essas ações são importantes
para avaliar os procedimentos do futuro piloto e
sua condição emocional ao se deparar
com uma situação adversa ou de emergência.
Além de garantir a segurança na instrução
ao preservar as aeronaves e suas tripulações,
o simulador proporciona uma otimização
dos recursos disponíveis.
Dos sete níveis de realismo existentes, o
complexo já atingiu o sexto e, neste ano,
estará interligado ao Centro de Instrução
de Blindados, em Santa Maria, onde os pilotos do
CIAVEx e os tripulantes dos carros de combate do
CIB poderão executar manobras virtuais dentro
da doutrina adotada pelo Exército Brasileiro
para operação conjunta da Cavalaria
com a Aviação, adequando-se assim
aos novos conceitos operacionais impostos pelo campo
de batalha moderno.
Seção
de Ensino Assistido por Computador
O CIAVEx possui
uma Seção de Ensino Assistido por
Computador. Ela é responsável por
desenvolver softwares de autoria destinados ao
ensino dos alunos do Centro e de diferentes unidades
do exército. Formada por sete militares
de alta-capacitação, a Seção
já desenvolveu softwares de instrução
para os helicópteros Esquilo, Pantera,
Cougar e da pistola e Fuzil calibre 7.62 mm. Utilizando
técnicas de computação gráfica
de primeiro mundo, o material insere o aluno diretamente
dentro do objeto de estudo. Em fase de finalização,
estão os softwares completos de operação
do fuzil IMBEL MD97 5,56 mm e do Sistema Astros,
que será fornecido ao Centro de Instrução
de Artilharia de Foguetes.
Exclusivo nas Forças Armadas do Brasil,
o material produzido poderia baratear a formação
básica do combatente individual e o aperfeiçoamento
técnico dos oficiais e praças das
Forças Armadas e Forças Auxiliares.
Todos os 12 produtos já desenvolvidos pelo
CIAVEx estão protegidos contra vazamento,
pirataria, utilização ilegal ou
criminosa.
“Nossa missão é desenvolver
programas interativos para instrução
completa de aeronaves e armas”, disse o
Major Charles Siqueira, Chefe da Divisão
de Informática, que compreende as seções
de Simulação de Voo, Informática
e Ensino Assistido por Computador. Charles foi
um dos mais jovens militares a ser formar na AMAN,
tendo se tornado Aspirante com apenas 19 anos.
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Militar
trabalha no desenvolvimento do software
de instrução do Blackhawk |
Programas
de treinamentos já desenvolvidos
pelo CIAVEX |
O voo noturno
se tornou fundamental em quaisquer operações
helitransportadas na atualidade. O nível
de preparação das tripulações
para operar neste novo conceito operacional, principalmente
no que tange às infiltrações
e exfiltrações aeromóveis
de Forças Especiais, pode representar o
sucesso ou fracasso destas operações.
Para ministrar instruções de operação
e voo com óculos de visão noturna,
o CIAVEX possui uma sala especial onde existe
uma maquete que simula a visualização
noturna dos principais acidentes geográficos
existentes no país; a iluminação
de cidades, aeródromos e a influência
da posição da lua na iluminação
do céu noturno. Ali, os pilotos poderão
se habituar ao uso do capacete, dos óculos
e a restrição imposta ao seu campo
de visão. Posteriormente, o aluno passa
às ativida
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Maquete
simula condições de visibilidade
à noite |
Seção
de Emprego Geral, Busca e Salvamento - SEB
Chefiada pelo
Major Paulo Baroncelli, a seção
reúne 18 militares, alguns com experiência
no resgate das vítimas dos acidentes aéreos
da Rico e Gol, e tem como objetivo formar o pessoal
responsável pelas atividades de apoio ao
voo. A Seção realiza cursos de abastecimento
de aeronave, carregamento de carga interna e externa,
guia aeromóvel - militar responsável
pelo balizamento para o pouso da aeronave –
e instruções de infiltração,
exfiltração, içamento por
guincho, rapel, helocasting, maguari, mergulho,
salvamento aquático, sobrevivência
e escape de aeronave submersa. A SEB realiza também
o Estágio de Operações Aeromóveis,
destinado aos integrantes da Brigada Aeromóvel.
A Seção
é focada principalmente na preparação
de sargentos para atividades de busca e salvamento.
Diferente da Força Aérea, que realiza
o Combate-SAR de forma complexa, onde exige superioridade
aérea e aeronaves de ataque e escolta,
as atividades SAR do Exército Brasileiro
são executadas de duas maneiras: a exfiltração
imediata e a posterior. Numa operação
aeromóvel, as aeronaves estão sempre
em formação. Caso uma delas seja
abatida ou sofra um acidente, uma das aeronaves
da formação é que vai realizar
a busca e o resgate, da forma que ele for possível.
Esta é a exfiltração imediata.
No caso da posterior, o local é demarcado
e numa outra oportunidade o resgate será
feito por outra aeronave. Quando em missão
de combate além das linhas inimigas, existe
uma zona de recuperação com pontos
pré-estabelecidos aonde os pilotos devem
se dirigir para que sejam resgatados.
Seção
de Ensino e Manutenção de Aeronaves
O CIAVEx é
a única escola militar da América
Latina homologada pela Eurocopter e a Turbomecma.
Sua Seção de Ensino de Manutenção
de Aeronaves apóia a instrução
prática e teórica dos Gerentes de
Manutenção de Aeronaves, e a formação
de sargentos mecânicos. Está equipada
com maquetes de motores e partes hidráulicas
e elétricas das aeronaves em uso pelo exército,
além de possuir duas células acidentadas
de Esquilo e Pantera onde os alunos podem fazer
a instalação e desmontagem de peças
e componentes internos e externos.
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Maquetes
auxiliam na
instrução de mecânicos |
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Certificado
Eurocopter |
Aeronaves
acidentadas são
desmontadas pelos alunos |
Companhia
de Helicópteros de Instrução
Voltada ao apoio
com meios aéreos a todos os cursos do Centro
de Instrução de Aviação
do Exército, a Companhia de Helicópteros
de Instrução está equipada
com 15 helicópteros Esquilo e um Fennec.
Possui toda uma estrutura de planejamento, controle,
inspeção e manutenção.
É chefia pelo Major Luiz Claudio Franklin.
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Aeronaves
Esquilo da Cia Hel I |
Seção
de Investigação e Prevenção
de Acidentes Aeronáuticos
Sua função
é criar uma mentalidade voltada à
segurança de vôo nos futuros pilotos
e mecânicos da Aviação do
Exército. Até 2004, a AVEX possuía
o recorde mundial de horas voadas sem acidentes,
atingindo a marca histórica de 100 mil
horas. Chefiada pelo Capitão Leonardo Saraiva,
a Seção organiza atividades de promoção
do assunto, sempre em contato direto com o CENIPA.
Só em 2008 o CIAVEx realizou 3700 horas
de voo, um número alto comparado às
várias unidades operacionais de aviação
das três Forças, o que demonstra
a preocupação com a segurança
de vôo, principalmente por lidar diretamente
com alunos, consequentemente, tripulações
com pouca experiência.
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Em
2008 o CIAVEx realizou 3700 horas de voo |
Pantera
da Aviação do Exército |
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Defesanet entrevista
o Tenente-Coronel de Cavalaria
Fabio Benvenutti Castro Comandante
do Centro de Instrução
de Aviação do Exército
- Ex-instrutor da Academia Militar
de West Point do Exército dos
Estados Unidos |
Doutrina
TC Castro - A doutrina é
um sistema que diz como a Força vai
operar no campo de batalha. Ela está
em constante evolução e isso
acontece à medida que novas tecnologias
e procedimentos são incorporados.
A doutrina da Aviação do Exército
está diretamente ligada à
doutrina da Força Terrestre, que
é a grande gerente das ações
de combate. A Aviação é
um braço que multiplica estas ações,
auxilia seus instrumentos de apoio e no
transporte logístico.
Aviação e Blindados
TC Castro - O CIAVEx e CIB constituem-se
hoje nos núcleos de modernidade da
Força Terrestre. Nós sabemos
que o emprego de armas combinadas é
atualmente a essência do cenário
tático tradicional. Isso faz com
que o emprego da aviação seja
utilizado de maneira estreita ao dos blindados.
Mas este binômio operacional pode
ser colocado num teatro de operações
não-convencional. A partir de 1950
o número de conflitos em localidades
cresceu exponencialmente, e os combates
decisivos passaram a ser nestes cenários.
Embora seja um obstáculo severo ao
emprego dos blindados, sobretudo pela limitação
no campo de tiro, condição
fundamental para que o blindado seja eficaz.
Da mesma forma o emprego da aviação
é limitado, principalmente aos helicópteros
de ataque, devido às dificuldades
de pilotagem e visualização
dos alvos nestas condições.
Mas o treinamento para este tipo de operação
já existe, para que as forças
dos núcleos de modernidade estejam
preparadas para serem utilizadas em cidades,
que é a tendência do combate
moderno.
Asa Fixa
TC Castro - A asa fixa vem sendo
tratada no nível de Comando, que
no momento está avaliando se ela
pode ou não ser incorporada à
Força Terrestre.
Helicóptero de Ataque
TC Castro - Os helicópteros
de Ataque são uma evolução
da Aviação do Exército.
Hoje nós temos a aeronave Esquilo,
que equipada com os instrumentos necessários,
vem cumprindo muito bem a missão,
embora já sintamos a necessidade
de incorporar helicópteros destinados
e concebidos a esta tarefa, como fez a Força
Aérea Brasileira ao adquirir o Mil
MI-35. Nós acreditamos que a Aviação
do Exército venha a médio-prazo
incorporar estas aeronaves de forma a possibilitar
um impacto maior nas ações
que requeiram missões de ataque.
“Nós somos a força de
nossa Força”
AVIAÇÃO!!!
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