12 Janeiro 2009
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Missão Forças Estratégicas
Defesanet 12 Janeiro 2009

Pela Audácia!
Centro de Instrução de
Aviação do Exército

A moderna Escola de Aviação Militar
Ninho das Águias da Força Terrestre

Kaiser Konrad
Enviado Especial a Taubaté/SP


O Centro de Instrução de Aviação do Exército está instalado na Base de Aviação de Taubaté-SP. Herdeiro legítimo da antiga Escola de Aviação Militar, fundada em 1919 no Campo dos Afonsos,no Rio de Janeiro, é um Centro de excelência na formação dos pilotos e pessoal de apoio da Aviação do Exército Brasileiro. O CIAVEx é comandado pelo Tenente Coronel de Cavalaria Fabio Benvenutti Castro, ex-instrutor da Academia Militar de West Point, do Exército dos Estados Unidos.

Pelotão Pégasus
Efetivo do CIAVEx reunido

O CIAVEx é a única escola do Exército que trabalha nas quatro áreas de desenvolvimento de recursos humanos, oferecendo cursos de formação, especialização, extensão e aperfeiçoamento. Na área de formação, o Centro realiza o Curso de Piloto de Aeronaves (CPA), que especializa o tenente das armas de Infantaria, Cavalaria, Engenharia e Artilharia a ocupar cargos e desempenhar funções relativas ao planejamento e execução de missões de vôo. Após concluir esta etapa e passar um ano num dos quatro batalhões da AVEX, o piloto retorna para fazer o Curso de Piloto de Combate, que vai habilitá-lo a comandar frações aéreas de nível pelotão (4 aeronaves) executando missões de combate. No decorrer do curso o piloto aprenderá técnicas de progressão em vôo tático (baixa altura), manobras básicas de combate ar-ar, tiro com armamento da aeronave e operações de combate com e sem o uso de óculos de visão noturna.

Video – Instrutores do CIAVEx realizam voo tático
http://www.defesanet.com.br/dntv/12_06Jan09.htm
Video – Desfile Aéreo de Formatura do Curso de Piloto de Aeronaves
http://www.defesanet.com.br/dntv/13_06Jan09.htm
Video – Formatura do Curso de Piloto de Combate – 3º RCG – Porto Alegre/RS
http://www.defesanet.com.br/eb1/helos.htm


Além da formação e preparação dos futuros pilotos de combate, o CIAVEx possui os cursos de Gerência de Manutenção de Aeronaves, Gerência de Manutenção de Aviônicos e Gerência de Administração da Aviação do Exército. Estes cursos especializam e capacitam os tenentes dos Quadros de Engenheiros Militares e Material Bélico, da Arma de Comunicações e do Serviço de Intendência a ocupar funções ligadas à manutenção de aeronaves e sistemas aviônicos, suprimento, transporte, administração financeira e material das unidades. O Centro também é responsável pela formação dos sargentos que vão servir na Aviação do Exército, onde ocupam funções de apoio, manutenção, SAR, controle de tráfego aéreo e meteorologia. Desde 1995, a Esquadrilha de Alunos já formou 442 sargentos.

Pelotão Pégasus em Ação

A tecnologia auxiliando na formação da nova geração
de pilotos de combate do Exército

O Centro de Instrução de Aviação do Exército está equipado com 15 helicópteros Esquilo e um Fennec, quantidade de aeronaves superior a qualquer uma das unidades operacionais de asas rotativas da Força Aérea Brasileira. Antes de executar o voo real, o aluno passa cerca de 20 horas treinando no simulador. Inaugurado em agosto do ano passado, o complexo de simulação – único em Forças Armadas latino-americanas - reúne quatro cabines de Esquilo, que integradas e no mesmo ambiente operacional possibilitam o treinamento de quatro pilotos e a simulação simultânea de missões de combate aéreo e de voos por instrumento, básico, tático e com óculos de visão noturna.

Cada uma das cabines possui um operador que pode inserir na missão alterações no cenário, mudanças meteorológicas repentinas e panes em todos os sistemas da aeronave. Essas ações são importantes para avaliar os procedimentos do futuro piloto e sua condição emocional ao se deparar com uma situação adversa ou de emergência. Além de garantir a segurança na instrução ao preservar as aeronaves e suas tripulações, o simulador proporciona uma otimização dos recursos disponíveis.

Dos sete níveis de realismo existentes, o complexo já atingiu o sexto e, neste ano, estará interligado ao Centro de Instrução de Blindados, em Santa Maria, onde os pilotos do CIAVEx e os tripulantes dos carros de combate do CIB poderão executar manobras virtuais dentro da doutrina adotada pelo Exército Brasileiro para operação conjunta da Cavalaria com a Aviação, adequando-se assim aos novos conceitos operacionais impostos pelo campo de batalha moderno.

Video institucional sobre o complexo de simulação de voo do CIAVEx
http://www.defesanet.com.br/dntv/14_06Jan09.htm

Seção de Ensino Assistido por Computador

O CIAVEx possui uma Seção de Ensino Assistido por Computador. Ela é responsável por desenvolver softwares de autoria destinados ao ensino dos alunos do Centro e de diferentes unidades do exército. Formada por sete militares de alta-capacitação, a Seção já desenvolveu softwares de instrução para os helicópteros Esquilo, Pantera, Cougar e da pistola e Fuzil calibre 7.62 mm. Utilizando técnicas de computação gráfica de primeiro mundo, o material insere o aluno diretamente dentro do objeto de estudo. Em fase de finalização, estão os softwares completos de operação do fuzil IMBEL MD97 5,56 mm e do Sistema Astros, que será fornecido ao Centro de Instrução de Artilharia de Foguetes.

Exclusivo nas Forças Armadas do Brasil, o material produzido poderia baratear a formação básica do combatente individual e o aperfeiçoamento técnico dos oficiais e praças das Forças Armadas e Forças Auxiliares. Todos os 12 produtos já desenvolvidos pelo CIAVEx estão protegidos contra vazamento, pirataria, utilização ilegal ou criminosa.

“Nossa missão é desenvolver programas interativos para instrução completa de aeronaves e armas”, disse o Major Charles Siqueira, Chefe da Divisão de Informática, que compreende as seções de Simulação de Voo, Informática e Ensino Assistido por Computador. Charles foi um dos mais jovens militares a ser formar na AMAN, tendo se tornado Aspirante com apenas 19 anos.

Militar trabalha no desenvolvimento do software de instrução do Blackhawk
Programas de treinamentos já desenvolvidos pelo CIAVEX

O voo noturno se tornou fundamental em quaisquer operações helitransportadas na atualidade. O nível de preparação das tripulações para operar neste novo conceito operacional, principalmente no que tange às infiltrações e exfiltrações aeromóveis de Forças Especiais, pode representar o sucesso ou fracasso destas operações. Para ministrar instruções de operação e voo com óculos de visão noturna, o CIAVEX possui uma sala especial onde existe uma maquete que simula a visualização noturna dos principais acidentes geográficos existentes no país; a iluminação de cidades, aeródromos e a influência da posição da lua na iluminação do céu noturno. Ali, os pilotos poderão se habituar ao uso do capacete, dos óculos e a restrição imposta ao seu campo de visão. Posteriormente, o aluno passa às ativida

Maquete simula condições de visibilidade à noite
Video – TIRO OVN – HA-1 Fennec
http://www.defesanet.com.br/dntv/15_06Jan09.htm
Video – CIAVEx – OVN
http://www.defesanet.com.br/dntv/16_06Jan09.htm
Video – TIRO – HM – 3
http://www.defesanet.com.br/dntv/17_06Jan09.htm
Tiro OVN com metralhadora lateral
http://www.defesanet.com.br/dntv/18_06Jan09.htm

Seção de Emprego Geral, Busca e Salvamento - SEB

Chefiada pelo Major Paulo Baroncelli, a seção reúne 18 militares, alguns com experiência no resgate das vítimas dos acidentes aéreos da Rico e Gol, e tem como objetivo formar o pessoal responsável pelas atividades de apoio ao voo. A Seção realiza cursos de abastecimento de aeronave, carregamento de carga interna e externa, guia aeromóvel - militar responsável pelo balizamento para o pouso da aeronave – e instruções de infiltração, exfiltração, içamento por guincho, rapel, helocasting, maguari, mergulho, salvamento aquático, sobrevivência e escape de aeronave submersa. A SEB realiza também o Estágio de Operações Aeromóveis, destinado aos integrantes da Brigada Aeromóvel.

A Seção é focada principalmente na preparação de sargentos para atividades de busca e salvamento. Diferente da Força Aérea, que realiza o Combate-SAR de forma complexa, onde exige superioridade aérea e aeronaves de ataque e escolta, as atividades SAR do Exército Brasileiro são executadas de duas maneiras: a exfiltração imediata e a posterior. Numa operação aeromóvel, as aeronaves estão sempre em formação. Caso uma delas seja abatida ou sofra um acidente, uma das aeronaves da formação é que vai realizar a busca e o resgate, da forma que ele for possível. Esta é a exfiltração imediata. No caso da posterior, o local é demarcado e numa outra oportunidade o resgate será feito por outra aeronave. Quando em missão de combate além das linhas inimigas, existe uma zona de recuperação com pontos pré-estabelecidos aonde os pilotos devem se dirigir para que sejam resgatados.

Video – 5º BIL realiza assalto aeromóvel
http://www.defesanet.com.br/dntv/09_23Dez08.htm
Video – 6º BIL - combate em localidade com infiltração aeromóvel
http://www.defesanet.com.br/dntv/10_23Dez08.htm

Seção de Ensino e Manutenção de Aeronaves

O CIAVEx é a única escola militar da América Latina homologada pela Eurocopter e a Turbomecma. Sua Seção de Ensino de Manutenção de Aeronaves apóia a instrução prática e teórica dos Gerentes de Manutenção de Aeronaves, e a formação de sargentos mecânicos. Está equipada com maquetes de motores e partes hidráulicas e elétricas das aeronaves em uso pelo exército, além de possuir duas células acidentadas de Esquilo e Pantera onde os alunos podem fazer a instalação e desmontagem de peças e componentes internos e externos.

Maquetes auxiliam na
instrução de mecânicos
Certificado Eurocopter
Aeronaves acidentadas são
desmontadas pelos alunos

Companhia de Helicópteros de Instrução

Voltada ao apoio com meios aéreos a todos os cursos do Centro de Instrução de Aviação do Exército, a Companhia de Helicópteros de Instrução está equipada com 15 helicópteros Esquilo e um Fennec. Possui toda uma estrutura de planejamento, controle, inspeção e manutenção. É chefia pelo Major Luiz Claudio Franklin.

Aeronaves Esquilo da Cia Hel I

Seção de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos

Sua função é criar uma mentalidade voltada à segurança de vôo nos futuros pilotos e mecânicos da Aviação do Exército. Até 2004, a AVEX possuía o recorde mundial de horas voadas sem acidentes, atingindo a marca histórica de 100 mil horas. Chefiada pelo Capitão Leonardo Saraiva, a Seção organiza atividades de promoção do assunto, sempre em contato direto com o CENIPA. Só em 2008 o CIAVEx realizou 3700 horas de voo, um número alto comparado às várias unidades operacionais de aviação das três Forças, o que demonstra a preocupação com a segurança de vôo, principalmente por lidar diretamente com alunos, consequentemente, tripulações com pouca experiência.

Em 2008 o CIAVEx realizou 3700 horas de voo
Pantera da Aviação do Exército
Defesanet entrevista o Tenente-Coronel de Cavalaria Fabio Benvenutti Castro Comandante do Centro de Instrução de Aviação do Exército - Ex-instrutor da Academia Militar de West Point do Exército dos Estados Unidos

Doutrina
TC Castro
- A doutrina é um sistema que diz como a Força vai operar no campo de batalha. Ela está em constante evolução e isso acontece à medida que novas tecnologias e procedimentos são incorporados. A doutrina da Aviação do Exército está diretamente ligada à doutrina da Força Terrestre, que é a grande gerente das ações de combate. A Aviação é um braço que multiplica estas ações, auxilia seus instrumentos de apoio e no transporte logístico.

Aviação e Blindados
TC Castro
- O CIAVEx e CIB constituem-se hoje nos núcleos de modernidade da Força Terrestre. Nós sabemos que o emprego de armas combinadas é atualmente a essência do cenário tático tradicional. Isso faz com que o emprego da aviação seja utilizado de maneira estreita ao dos blindados. Mas este binômio operacional pode ser colocado num teatro de operações não-convencional. A partir de 1950 o número de conflitos em localidades cresceu exponencialmente, e os combates decisivos passaram a ser nestes cenários. Embora seja um obstáculo severo ao emprego dos blindados, sobretudo pela limitação no campo de tiro, condição fundamental para que o blindado seja eficaz. Da mesma forma o emprego da aviação é limitado, principalmente aos helicópteros de ataque, devido às dificuldades de pilotagem e visualização dos alvos nestas condições. Mas o treinamento para este tipo de operação já existe, para que as forças dos núcleos de modernidade estejam preparadas para serem utilizadas em cidades, que é a tendência do combate moderno.

Asa Fixa
TC Castro
- A asa fixa vem sendo tratada no nível de Comando, que no momento está avaliando se ela pode ou não ser incorporada à Força Terrestre.

Helicóptero de Ataque
TC Castro
- Os helicópteros de Ataque são uma evolução da Aviação do Exército. Hoje nós temos a aeronave Esquilo, que equipada com os instrumentos necessários, vem cumprindo muito bem a missão, embora já sintamos a necessidade de incorporar helicópteros destinados e concebidos a esta tarefa, como fez a Força Aérea Brasileira ao adquirir o Mil MI-35. Nós acreditamos que a Aviação do Exército venha a médio-prazo incorporar estas aeronaves de forma a possibilitar um impacto maior nas ações que requeiram missões de ataque.

“Nós somos a força de nossa Força”
AVIAÇÃO!!!

Defesa @ Net

CIAvEx forma pilotos no Rio Grande do Sul - Defesa@Net - Julho 2008
http://www.defesanet.com.br/eb1/helos.htm

CIAvEx forma pilotos no Rio Grande do Sul - Mensagem do CMT do CIAvEx - Defesa@Net - Julho 2008
http://www.defesanet.com.br/eb1/helos_1.htm

CIAvEx forma pilotos no Rio Grande do Sul - Fotografias - Defesa@Net - Julho 2008
http://www.defesanet.com.br/eb1/helos_2.htm

CIAVEX realiza formatura de pilotos - Dezembro 2008
http://www.defesanet.com.br/eb1/ciavex.htm

CIAVEX realiza formatura de pilotos - DISCURSO DE FORMATURA DO CPA 2008
http://www.defesanet.com.br/eb1/ciavex_1.htm

   
   
   
 

 

   
   
   
   
   
  A Brigada Aeromóvel
entra em ação
   
   
   
  Pela Audácia!
Centro de Instrução
de Aviação do Exército
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
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