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Dezembro 2008 |
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| Missão
Forças Estratégicas |
Defesanet
23 Dezembro 2008
Atualizado 17:30 Horas
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A
Brigada Aeromóvel
entra em ação
Defesanet esteve no interior
de São Paulo para conhecer uma das
mais letais tropas do Exército Brasileiro
e foi recebido com uma demonstração
operacional exclusiva. A Infantaria leve
como você nunca viu.
Kaiser
Konrad
Enviado Especial a Caçapava e Lorena/SP
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Do outro lado da Fronteira Sul
do Brasil, movimentos sociais apoiados por forças
regulares ameaçam invadir uma Usina Hidrelétrica
Binacional. Temendo uma ação terrorista
que provoque o corte do fornecimento elétrico
e a abertura das comportas, o que poderia provocar
uma tragédia seguida por uma crise internacional,
o governo brasileiro põe suas unidades
de pronto-emprego em alerta. Com a deterioração
das relações diplomáticas
com o país vizinho devido a seu apoio às
manifestações, o Brasil vê-se
obrigado a defender seus interesses e agir antes
que seja tarde. Mesmo contrariado por alguns setores
do governo, o Presidente da República aprova
a solução militar. Poucas horas
depois, um pelotão de reconhecimento altamente
especializado entra com um ônibus turístico
na área da usina. À paisana, eles
observam os manifestantes, identificam alvos,
posições sensíveis e escolhem
os locais de pouso. No dia seguinte helicópteros
de manobra Cougar e Pantera iniciam o assalto
aeromóvel. A 12ª Brigada de Infantaria
Leve, Força de Ação Rápida
Estratégica do Exército Brasileiro
entra em ação e ocupa as instalações
vitais da usina. Estava terminada a primeira fase
da operação Singing Stone.
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TC Cardoso
Martins Comandante do 5º BIL |
TC Dilson
Comandante do 6º BIL |
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HM-1
Pantera do 3º BAvEx infiltra elementos
do 6º BIL em pista de combate em localidade |
12ª Brigada de Infantaria
Leve
Força de Ação Rápida
Estratégica do Exército Brasileiro
A situação descrita
na abertura desta reportagem é hipotética,
mas de acordo com os cenários estratégicos
regionais não é improvável
de acontecer. Para enfrentar de forma rápida
e contundente quaisquer ameaças à
nação e aos seus interesses, o Exército
Brasileiro possui uma Força de
Ação Rápida Estratégica,
que é composta pela Brigada de
Operações Especiais (Goiânia-GO),
Comando de Aviação do Exército
(Taubaté-SP), Brigada de Infantaria Pára-quedista
(Rio de Janeiro-RJ) e a Brigada de Infantaria
Aeromóvel (Caçapava-SP).
Estas forças são as mais adestradas
e equipadas do Exército e têm a capacidade
de serem rapidamente mobilizadas e empregadas
em qualquer parte do território nacional,
ou serem lançadas além das linhas
inimigas, sendo importante força de dissuasão
do Exército Brasileiro.
Especializada em operações aeromóveis,
a 12ª Brigada de Infantaria Leve
é comandada pelo General-de-Brigada
Carlos César Araújo Lima,
e possui as seguintes unidades subordinadas:
4º Batalhão
de Infantaria Leve-Osasco(SP);
5º Batalhão de Infantaria Leve-Lorena(SP);
6º Batalhão de Infantaria Leve-Caçapava(SP);
20º Grupo de Artilharia de Campanha Leve-Barueri(SP);
22º Batalhão Logístico Leve-Barueri(SP);
12ª Companhia de Engenharia de Combate
Leve-Pindamonhangaba(SP);
5ª Bateria de Artilharia Antiaérea
Leve-Osasco(SP);
12ª Companhia de Comunicações
Leve-Caçapava(SP),
12º Pelotão de Polícia do
Exército-Caçapava(SP), e,
1º Esquadrão de Cavalaria Leve-Valença(RJ).
Batalhões de Infantaria
Leve
O moderno conceito de pronto-emprego
A Brigada Aeromóvel está
caracterizada operacionalmente por sua grande
mobilidade estratégica e acentuada mobilidade
tática. À ela, estão subordinadas
três unidades de elite da infantaria, que
são os 4º,5º e 6º
Batalhões de Infantaria Leve (BIL),
todos eles especializados em operações
helitransportadas. A principal característica
destas unidades é a rapidez de sua mobilização
e emprego. Em poucas horas estes batalhões
poderão estar posicionados em qualquer
parte do território nacional ou na Defesa
Externa, numa zona de ação que pode
situar-se até 100 km da linha de contato.
Estas tropas especiais podem ser empregadas num
leque diversificado de missões, que variam
desde o combate em localidade, Garantia da Lei
e da Ordem, à tomada de pontos estratégicos
em áreas terrestres ou marítimas
– como na defesa de plataformas de petróleo
- .
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Subunidade
de Força de Ação Rápida
do 5º BIL pronta para entrar em ação |
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Pelotão
de Reconhecimento do 6º BIL
utiliza motocicletas |
Infantaria
Leve faz tomada
de posição sensível |
Seu conceito operacional
ficou famoso no filme Falcão Negro em Perigo
(Black Hawk Down), e é caracterizado, principalmente,
pelo assalto, incursão e exfiltração
aeromóveis. Estas operações
são realizadas em conjunto com o Comando
da Aviação do Exército. Helicópteros
Esquilo, Pantera, Blackhawk e Cougar podem transportá-los
a qualquer ponto onde seja necessária sua
presença. Somente um único helicóptero
HM-3 Cougar pode transportar 25 soldados equipados,
sendo que um pelotão de aeronaves deste
modelo poderá colocar uma subunidade inteira
de Força de Ação Rápida
(nivel Companhia) na zona de ação.

Por possuirem
equipamentos e armamentos leves e de alta letalidade,
estas tropas podem ser transportadas também
por aviões de transporte Tático
da Força Aérea Brasileira
(C-130H e C-105A) e principalmente através
de meios civis como vans, ônibus, caminhões,
trens e navios. Quaisquer meios de transporte
que sejam oportunos e rápidos poderão
ser requisitados para as operações
militares.
Antes de entrar
em ação, um pelotão de reconhecimento
é enviado ao local do assalto. Suas células,
altamente treinadas ficam operando na área
dois dias antes da tropa chegar, o que requer
uma complexidade e um alto nível de sigilo
no seu deslocamento e operação.
Geralmente, para o transporte destes efetivos,
descaracterizados, são utilizados meios
civis.
Por carregar equipamentos e armamentos leves,
estas unidades de Infantaria Leve possuem um tempo
de permanência de apenas 48 horas na defesa
de uma posição. Este tempo pode
ser prorrogado com o lançamento de mantimentos
e munição. Doutrinariamente, elas
devem estar operacionais por estas 48 horas até
a junção com a cavalaria ou outros
efetivos, para depois ser enviada a outro local,
que de acordo com suas características
operacionais se faça necessária.
Para estar preparada para atuar em qualquer Teatro
de Operações e sob quaisquer condições
meteorológicas, os militares passam o ano
realizando cursos de operações na
Caatinga, Selva, Pantanal, Montanha, GLO(Garantia
da Lei e da Ordem), aerotransportadas, anti-carro,
operações fluviais, helitransportadas,
de combate noturno, com caçadores e escalada
urbana. Seus efetivos são enviados
a todas as operações combinadas
realizadas pelo Ministério da Defesa, como
a Atlântico e a Fronteira Sul II. Nesta
última, os militares cumpriram missões
de patrulha fluvial e de defesa de pontos sensíveis
da Usina de Itaipú, chegando inclusive
a trocar tiros com elementos criminosos na fronteira
com o Paraguai. Recentemente, na Operação
Buquira, dois mil homens da Brigada Aeromóvel
tiveram de fazer uma exfiltração
a pé por mais de 30 quilômetros,
alcançando baixas inferiores a 1%, o que
demonstra a excelente preparação
física dos militares e o rigor das operações
onde são empregados.
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5º
BIL é a unidade formadora dos
caçadores (snipers) do Exército
Brasileiro |
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MAG,
lança-chamas e caçadores
provocam o terror no inimigo |
Os BIL
estão equipados com
armas anti-carro |
Os 4º, 5º
e 6º BIL estão equipados com os seguintes
armamentos anti-carro: o lança-rojão
sueco AT-4, o CSR 84 mm Carl Gustaf e o míssil
MBDA Milan 3. Também carregam morteiros
de longo alcance Hotkiss-Brandt 60mm e Royal Ordnance
L-16 81 mm, metralhadoras MAG, fuzis Pára-FAL
e FAP, .308 IMBEL AGLC (caçador), possuindo
também lança-chamas, miras laser,
GPS, luneta e óculos de visão noturna.
Na doutrina de operação da infantaria
leve está previsto o uso de motocicletas
para missões de reconhecimento.
O 6º BIL – Regimento Ipiranga –
unidade base da Força Expedicionária
Brasileira é comandado pelo Tenente Coronel
Dilson Gamarra Rodrigues. O 5º BIL –
Regimento Itororó - berço da infantaria
leve e unidade formadora de caçadores –
é comandado pelo Tenente Coronel Jorge
Cardoso Martins. As unidades da 12ª Brigada
de Infantaria Leve farão parte do 11°
Contingente militar brasileiro na Missão
das Nações Unidas para a Estabilização
do Haiti.
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| SUFAR
do 5º BIL pronta para o combate |
1º Esquadrão de Cavalaria Leve
– Esquadrão Tenente Amaro
Em dezembro de 2004, o 1º
Esquadrão de Cavalaria Mecanizado,
situado em Valença-RJ, teve sua denominação
alterada para 1º Esquadrão de
Cavalaria Leve. A partir de então,
iniciou-se um processo de adaptação
doutrinária e material para a inclusão
do Esquadrão na 12ª Brigada
de Infantaria Leve.
Até 2004, o Esquadrão era
uma unidade mecanizada e subordinada à
5ª Brigada de Cavalaria Blindada. Sua
mudança para a concepção
leve o tornou a única unidade de
Cavalaria do Exército Brasileiro
nessa situação. Desde então,
o Esquadrão vem compatibilizando
sua estrutura em pessoal e material, bem
como seu adestramento, para cumprir suas
novas missões.
O Esquadrão de Cavalaria Leve contempla
em sua estrutura quatro frações
previstas: Três Pelotões de
Exploradores e um Pelotão de Comando
e Apoio. Seus Pelotões de Exploradores
são dotados de Viaturas Táticas
Leves e motocicletas. Então chamado
de 1º Esquadrão de Reconhecimento,
foi a primeira unidade de Cavalaria do Exército
Brasileiro a lutar nos campos de batalha
da Itália durante a Segunda Guerra
Mundial.
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O
1º Esquadrão de Cavalaria
Leve |
Defesanet
agradece o apoio do Tenente Coronel José
Mateus Teixeira Ribeiro, Relações
Públicas da 12ª Brigada de Infantaria
Leve (Brigada Aeromóvel) , aos comandantes
do 5º BIL, Tenente Coronel Jorge Cardoso
Martins, 6º BIL, Tenente Coronel Dilson
Gamarra Rodrigues e do 1º Esquadrão
de Cavalaria Leve, Capitão Fabio
Cordeiro Pacheco.
Video da Operação Buquira:
http://www.defesanet.com.br/dntv/11_23Dez08.htm
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