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Missão Amazônia 2008
Defesanet 22 Outubro 2008
  incluídas fotogrfias 23 Outubro

Missão Amazônia 2008
Sinta a emoção de voar na Amazônia
Acompanhe uma missão real com o Esquadrão Arara


Kaiser Konrad
Reportagem e Fotos
Enviado Especial a Tabatinga e aos Pelotões Especiais de Fronteira com a Colômbia e o Peru

Reportagem histórica: Defesa@Net foi o primeiro veículo de comunicação brasileiro a voar numa missão real sobre a selva amazônica no novo vetor aéreo de transporte da FAB
Index Index de todas as matérias e vídeos publicados na Missão Amazônia 2008
Matérias Arara Sinta a emoção de voar na Amazônia - Acompanhe uma missão real com o Esquadrão Arara

Esquadrão Arara EADS-CASA C-295 - A aviação de transporte da FAB atinge o estado da arte

Vídeos Arara 1 - Pouso de combate na Amazônia Ocidental – Esquadrão Arara – Vídeo 01
2 - Pouso de combate na Amazônia Ocidental – Esquadrão Arara – Vídeo 02

3 - Operação NVG na Amazônia – Esquadrão Arara – Vídeo inédito

4 - Sinta a emoção de voar na Amazônia–1º/9º GAV – O melhor vídeo da aviação de transporte da FAB em 2008

5 - Esquadrão Arara em Surucucu

No extremo ocidental do Brasil, a poucos quilômetros da tríplice fronteira amazônica está localizado o Aeroporto Internacional de Tabatinga, um aeródromo estratégico que é o principal ponto de apoio às operações aéreas na região. É a partir dele que operam as aeronaves militares que fazem o abastecimento dos Pelotões Especiais de Fronteira subordinados ao Comando de Fronteira Solimões. Estas missões integram o Plano de Apoio à Amazônia.

O jovem Tenente Augusto César está ansioso. Ao lado da esposa ele se prepara para assumir o comando de um PEF e passar um importante período de sua vida no isolamento da selva, cumprindo seu dever militar de proteger nossas fronteiras numa missão árdua, diária e sempre real.

No pátio de manobra o imponente EADS-CASA C-295 inicia os procedimentos para a decolagem. Designado como C-105A Amazonas e operado pelo 1º/9º GAV – Esquadrão Arara - é a mais moderna aeronave de transporte da Força Aérea Brasileira. Como observador externo, o Suboficial Dalson acompanha com o braço levantado o giro dos motores. Na cabine, uma experiente tripulação formada por oficiais aviadores prepara-se para a decolagem. O destino será o 4º PEF de Palmeiras do Javari, situado à 1h30min de vôo ao sul de Tabatinga, na fronteira com o Peru.

 

O compartimento de carga está totalmente carregado. Alimentos de todos os gêneros, material de construção, medicamentos, tudo o que será necessário para a manutenção de todo o efetivo do PEF e seus familiares durante um mês - ou até a chegada do próximo vôo - está sendo transportado. Itens de luxo na selva, como ventiladores, a cama e o colchão do novo comandante vão junto. Quando parecia não haver mais espaço para nada os passageiros começam a entrar. São moradores das proximidades do PEF, soldados e seus familiares. Mães com filhos recém nascidos lotam o avião, fazendo o vôo parecer às clássicas missões de misericórdia, muito comumente realizadas pela FAB nesta região.

Voar sobre o mar verde da Amazônia é sempre uma missão de risco. A floresta é completamente fechada, com árvores que podem superar os 50 metros de altura. Em caso de emergência não existem lugares onde se possa pousar. “Os rios são as únicas alternativas onde um procedimento pode ser efetuado caso tenhamos um problema grave que nos impossibilite continuar voando”, afirma o Capitão-aviador Zanin. “O C-105A é um avião extremamente seguro e conseguimos voar ele somente com um motor”. Além da confiabilidade da aeronave, ela está equipada com as mais avançadas tecnologias de navegação disponíveis no mercado, o que permite a tripulação voar o tempo todo sobre a linha de fronteira sem correr o risco de entrar no espaço aéreo dos países vizinhos.

Pouco mais de uma hora de vôo se passou quando a tripulação comandada pelo Capitão-aviador Kleber Skolimovski Aguilar inicia os procedimentos para aterrissagem. Nestas pistas isoladas não existem controladores avançados, tudo acontece baseado na experiência dos pilotos e na capacidade do avião. A rusticidade característica das operações aéreas nestas regiões do país aliada à tecnologia de ponta embarcada na aeronave, tornam a tripulação do Esquadrão Arara a mais bem preparada para situações de combate na aviação de transporte da FAB.

 
 

Na linha do horizonte já se divisa uma pequena faixa de terra no meio do nada. Lá está a pista de pouso. O “Arara 03” perde altura e voa sobre a copa das árvores. Faz uma passagem baixa sobre o destacamento militar do exército e prepara-se para aterrissar. A pista é feita de asfalto e repleta de buracos e rachaduras provocados pela rigidez do período de chuvas. Todos os cintos de segurança são amarrados com força. Como as pistas são curtas, em geral mil metros de cumprimento, todos os pousos são de assalto, iguais aos efetuados em combate.

A aproximação é lenta e gradual e, de repente - “Arara 03 no solo” – a aeronave toca com força a pista e imediatamente o piloto reverte os dois motores ao máximo, momento em que todos literalmente “voam” dentro da aeronave. Este é o famoso pouso de assalto, onde apenas dez segundos após tocar o solo o avião já inicia o taxi com destino ao local de estacionamento.

O Arara 03 já com o compartimento de carga aberto chega ao local de parada. Dezenas de pessoas aguardavam o avião. Os militares do exército rapidamente iniciam um mutirão para descarregar todo o material trazido. Isso tem que acontecer rápido devido à instabilidade meteorológica da região, que faz o tempo mudar radicalmente “de uma hora para outra”. Mulheres, crianças, índios, todos vieram recepcionar a FAB. Para o Tenente Hebert, do Exército Brasileiro, “a FAB é nossa única ligação com o mundo. É ela que traz nossa comida e transporta tudo o que necessitamos para sobreviver. Sem estes vôos de apoio nós ficaríamos completamente isolados no meio da selva”. Até o combustível que alimenta os geradores dos PEFs é trazido de avião, assim como seus tanques e caixas d’água.

Missões como a descrita acima fazem parte da rotina diária do Esquadrão Arara. Através da participação no Plano de Apoio à Amazônia e no Correio Aéreo Nacional ele tem feito o importante papel de unir ao Brasil as populações ribeirinhas dos recantos mais distantes da região norte. Ao propiciar apoio logístico às tropas do Exército, ele cumpre seu papel na defesa da Amazônia e na manutenção de sua integridade territorial.

Observar o mapa digital com a disposição da
linha de fronteira e a posição da aeronave
 
 
   
   
   
 

 

   
 
   
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