PAC DEFESA
Grupo do
PAC da Defesa é lançado no Palácio
do Planalto
Assessoria
de Comunicação Social do MD
O ministro da Defesa,
Nelson Jobim, lançou nesta quinta-feira (06/07),
no Palácio do Planalto,o grupo de trabalho
que irá elaborar o Plano Estratégico
de Defesa Nacional e atualizar a Política
de Defesa do país. O decreto de criação
do grupo foi assinado pelo presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva, que batizou o
projeto do PAC da Defesa.
O grupo de trabalho
será presidido pelo ministro da Defesa, coordenado
pelo ministro da Secretaria de Planejamento de Longo
Prazo, Mangabeira Unger, e terá a participação
efetiva dos comandantes da Marinha, do Exército
e da Aeronáutica.
Nelson Jobim afirmou
que o ato de lançamento do Plano simboliza
um divisor de águas na “incorporação
republicana absoluta” das Forças Armadas
brasileiras. “O plano tem a perspectiva da
integração das Forças Armadas
ao poder civil brasileiro”, frisou o ministro.
Jobim destacou ainda
que o Plano irá inserir a questão
da Defesa na agenda nacional. “Vamos fazer
com que a questão da Defesa possa ser também
algo da agenda nacional, imbricada com o desenvolvimento
do país e com a possibilidade de termos o
poder dissuasório que assegure as autonomias
necessárias no mundo monopolar” , completou
o ministro.
O ministro destacou
que o Plano Estratégico de Defesa Nacional
abrirá um grande debate sobre a inserção
da Defesa na agenda nacional. Esse debate, segundo
o ministro, será feito com a transparência
necessária e com o compromisso de dar soluções
para o setor.
Desenvolvimento
Econômico e Tecnológico
O presidente da
República destacou que contar com um plano
estratégico de defesa, que considera os mais
variados cenários futuros, é uma obrigação
de todo país que tem responsabilidade com
o seu próprio desenvolvimento e com sua inserção
soberana no cenário internacional.
Para o presidente,
um dos principais desafios para a elaboração
da nova estratégia de Defesa será,
justamente, o de aliar o desenvolvimento de nossas
Forças Armadas ao desenvolvimento econômico
e tecnológico do país. “A Defesa
é uma área que, ao mesmo tempo, demanda
e produz inovações tecnológicas
nas mais diversas áreas do conhecimento técnico.
O próprio parque industrial brasileiro é
uma prova disso”, disse Lula.
O presidente disse
ainda estar certo de que a reativação
do parque industrial militar do Brasil e o incentivo
aos centros de pesquisa do setor, assim como a formação
de profissionais cada vez mais e melhor qualificados,
serão a parte central da estratégia
de defesa a ser formulada. “Eu acho que agora
está na hora de construir o PAC das nossas
Forças Armadas e o PAC da nossa Defesa. Eu
acho que está na hora de a gente colocar
a nossa inteligência, militar e civil, para
pensar o que nós queremos ser enquanto Forças
Armadas, enquanto nação soberana nos
próximos 10 ou 15 anos”.
O ministro Mangabeira
Unger declarou que o plano seguirá a orientação
de organizar e equipar as Forças Armadas
em torno de uma vanguarda tecnológica e operacional.
Unger garantiu ainda que outra meta do grupo de
trabalho é soerguer a indústria nacional
de Defesa que, segundo ele, deixou de receber nas
últimas décadas a devida atenção.
“Não podemos tolerar o hiato de desproteção
militar, mas o investimento em equipamento será
sempre subordinado à preocupação
maior em investir no desenvolvimento do nosso potencial
tecnológico autônomo”.
O grupo terá
até 07 de setembro de 2008 para apresentar
o Plano Estratégico de Defesa Nacional.
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