| Ministro
de Defesa promete mais
Recursos para Forças Armadas
O novo ministro
de Defesa, Nelson Jobim, prometeu sábado
(18 Ago) aumentar o teto do orçamento militar
e ratificou o compromisso do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva de liberar recursos para fabricar
um submarino a propulsão nuclear.
"O presidente
Lula já determinou que neste ano elevássemos
o teto (do orçamento) para 9 Bilhões
de Reais (4,5 Bilhões de Dólares)
e avançaremos no re-equipamento das Forças
Armadas, para que estas possam cumprir com suas
funções constitucionais", afirmou
Jobim na Academia Militar de Agulhas Negras, em
Resende (estado do Rio de Janeiro).
Os 9 Bilhões
correspondem a gastos de custeio da tropa (exclui
salários) e de aquisição de
equipamentos; essa cifra foi de 6 Bilhões
em 2007, e a intenção de Lula é
dar um aumento de 50% já em 2008, informou
a AFP um porta-voz do Ministério da Defesa.
Jobim ratificou
o compromisso assumido por Lula no mês passado
de alocar os recursos necessários - 130 milhões
de reais anuais durante oito anos - para que a marinha
conclua o programa de submarino com reator nuclear.
Este valor "já
está assegurado no orçamento do ano
que vem", afirmou.
O ministro instou
pela reativação da indústria
de armamento, integrando-a com o setor privado.
Jobim assumiu o
cargo em julho para por ordem no setor aéreo,
envolvido em uma crise que atingiu o ápice
quando um Airbus da companhia TAM se acidentou,
no dia 17 de julho, em São Paulo, com um
saldo de 199 mortos.
Os comandantes das
três armas devem entregar proximamente ao
presidente Lula una lista de prioridades, que pode
ser muito um livro de lamentos.
O comandante da
Marinha, Almirante
Júlio Soares de Moura Neto,
afirmo una quinta-feira (16Ago), perante a Comissão
de Relações Exteriores e de Defesa
do Congresso que sua força teve que desativar
recentemente 21 navios e seis aviões e que
não dispõe de recursos para a manutenção
do material naval.
O comandante do
Exército, General Enzo Martins Peri, planeja
aumentar a presença militar na Região
Amazônica, renovar o equipamento e melhorar
as condições de vida da tropa, em
uma entrevista
publicada na quinta-feira no portal
especializado Defesanet (www.defesanet.com.br).
O General Peri também
informou que a Indústria Brasileira de Material
Bélico (IMBEL) buscava "ampliar sua
participação no mercado de armas ligeiras",
como a pistola calibre .45 que já é
exportada para países da América Latina,
sudeste asiático e os Estados Unidos (FBI).
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