Militares terão
reajuste de 35% a 137% escalonado até 2010
Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa
BRASÍLIA (23/04/2008) - Os militares ativos,inativos
e pensionistas serão beneficiados com aumento
de remuneração de 35,31% a 137,83%,
a ser concedida em parcelas retroativas a janeiro
de 2008 e escalonadas até julho de 2010.
A decisão foi tomada hoje em encontro entre
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
e o ministro da Defesa , Nelson Jobim.
Os maiores beneficiados serão os soldados
e recrutas, que passarão a ter o piso remuneratório
não inferior ao salário mínimo.
O menor porcentual será dos oficiais generais
de quatro estrelas. O aumento representará
uma elevação de R$ 12,3 bilhões
no pagamento anual de ativos e inativos, que subirá
dos atuais R$ 27,5 bilhões para cerca de
R$ 39,9 bilhões ao final de 2011 (como
a última parcela será paga em julho
de 2010, o impacto final anual só será
sentido nas contas de 2011). A medida representará
aumentos reais entre 18,6% e 108,5%, computando-se
a inflação oficial prevista até
dezembro de 2009.
Isso representa uma recuperação
substancial da inflação existente
no período e um ganho real importantíssimo
para a solução do problema. Com
isso, resolvemos a dificuldade que estava exatamente
na definição desse valor. Houve
um tratamento de alto nível e o presidente
da República, com ao preocupação
que tem de trazer uma distribuição
de renda efetiva, compreendeu a proposta que o
ministro da Defesa fez, que era não termos
mais, neste momento, o reajuste linear. Ele compreendeu
que tivéssemos um reajuste diferenciado
para assegurar que ninguém no Brasil possa
receber menos que o salário mínimo,
explicou o ministro Jobim em coletiva à
imprensa realizada nesta quarta-feira (23/04),
em Brasília.
Os reajustes serão iguais para ativos
e inativos, mas tanto as datas de pagamentos das
parcelas quanto os índices de aumento serão
diferenciados por patente. Os oficiais generais,
por exemplo, receberão 16% ao longo de
2008, enquanto os recrutas já dobrarão
sua remuneração neste ano, com reajuste
de 100%.
A remuneração do recruta, que em
média era de R$ 235,20, subirá imediatamente
para R$ 471,00 e chegará a R$ 559,38 em
2010. Já a média de um General-de-Exército,
o posto mais alto da hierarquia, subirá
de R$ 13,9 mil imediatamente para R$ 15,0 mil,
em média, chegando a R$ 16,1 mil em outubro
deste ano e a R$ 18,8 mil em julho de 2010. Os
valores são médios, pois a remuneração
exata de cada militar é individualizada,
já que sobre o soldo incidem gratificações
diferenciadas relativas à atividade e ao
histórico profissional.
Do total de 342 mil militares da ativa beneficiados,
o maior grupo beneficiado será o de soldados
e recrutas, com 154 mil militares e reajuste médio
de 91%; o segundo grupo é o de praças,
com 138 mil militares e aumento médio de
41%. O terceiro grupo, de oficiais intermediários
e subalternos, com 29 mil servidores, receberá
aumento médio de 47%. Os 10 mil oficiais
superiores terão aumento de 41% , e os
326 oficiais generais receberão em média
36%.
Comandantes satisfeitos - De acordo com o ministro,
os Comandantes das Forças Armadas ficaram
satisfeitos com os valores negociados. Na
quarta-feira da semana passada tive a conversa
final com o presidente da República, chamei
os Oficiais-Generais e eles examinaram. Eu então
disse a eles que ia refazer a proposta que estava
na mesa, que tinha o valor menor, e voltei a trabalhar.
Conseguimos essa solução e hoje
acabei de comunicar ao General Enzo Martins Peri
(Comandante do Exército),que se encontra
no Chile, ao Brigadeiro Juniti Saito (Comandante
da Aeronáutica) e ao Comandante Júlio
de Moura Neto (Marinha). Eles ficaram satisfeitos,
ressaltou Jobim.
Na avaliação do ministro da Defesa,
o número acordado foi o mais correto entre
as possibilidades orçamentárias.
A solução do ponto de vista
do Ministro da Defesa foi correta. Encontramos
uma saída importante, considerando principalmente
a recuperação dos ganhos reais da
categoria. Em termos remuneratórios, as
pessoas sempre querem mais do que se pode. Mas
o fato é que a mim corresponde estabelecer
algo que seja compatível com as possibilidades
do Estado brasileiro e que tenha como ponto de
partida a valorização dos militares.
Chegamos ao número que entendi correto,
disse Jobim.
(61) 3312-4070/4071
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