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Marinha do Brasil
DEFESA@NET 29 Agosto 2008
O Povo 27 Agosto 2008 - Ceará

Tropa corre risco

Demitri Túlio, Cláudio Ribeiro,
Luiz Henrique Campos e Thiago Cafardo

DEFESA@NET
1 - Defesa vulnerável - S.O.S.
http://www.defesanet.com.br/mb1/mar.htm
2 - SOBERANIA
- Águas sem defesa
http://www.defesanet.com.br/mb1/mar_1.htm
3 - Dois navios no estaleiro
http://www.defesanet.com.br/mb1/mar_2.htm
4 - A FROTA
http://www.defesanet.com.br/mb1/mar_3.htm

5 - Tropa Corre Risco
http://www.defesanet.com.br/mb1/mar_4.htm

O deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB), da Comissão de Orçamento da Câmara Federal, afirma que a atual condição da frota da Marinha do Brasil é pior do que a da "Argentina na época da Guerra das Malvinas". Uma das preocupações do parlamentar está no prejuízo ao trabalho social prestado pela instituição militar na Amazônia. (CR, DT e TC)

O POVO - Quem foi convocado para a reunião realizada com o comandante-geral da Marinha?
Raimundo Gomes de Matos -
Foram 20 deputados líderes de partidos na Câmara. Alguns parlamentares da Comissão de Orçamento têm um certo conhecimento da estrutura da defesa do País. Nós ficamos preocupados com a situação. Em termos de forças armadas, a Aeronáutica e o Exército, além da Marinha, também passam por um momento difícil. É claro que nós estamos em um momento de paz, de tranqüilidade, mas jamais poderemos deixar de manter nossas estruturas. E isso gera uma vulnerabilidade muito grande quando não vemos essas reposições sendo feitas, além da questão do treinamento, que é de fundamental importância. A Comissão de Orçamento tem a prerrogativa de alocar recursos. Então, a nossa preocupação é com relação ao não descontigenciamento. E o mais grave também é que nem os recursos (royalties) da Lei do Petróleo estão sendo repassados.

OP - Qual o impacto das informações sobre o sucateamento da Marinha no parlamento?
Raimundo Gomes -
Estamos piores do que a Argentina naquela época das Malvinas. A maior parte da frota naval está funcionando com "restrições". A preocupação do comandante-geral da Marinha (almirante-de-esquadra Júlio Soares) é com relação à frota. Eles que estão no mar, por exemplo, correm riscos. A insubordinação da tropa, quando ele coloca, é a tropa não querer operar em um aparelho que não está em sua plenitude. Há a preocupação de chegar esse momento.

OP - Como os parlamentares intermediar?
Raimundo Gomes -
Ficou acertado que em novembro, quando a proposta orçamentária chegar, nós vamos buscar as emendas de comissões e individuais que possam fazer essa suplementação. Mas a gente observa que, no orçamento passado, mesmo com as emendas suplementadas, nem essas foram pagas. Quando ocorrer a aprovação do orçamento vamos convocar os ministros da Defesa, Fazenda e Planejamento para uma audiência em conjunto.

OP - Mas antes de novembro, haverá reunião com o Ministro da Defesa?
Raimundo Gomes -
Está previsto para outubro uma audiência com Planejamento e Fazenda (ministérios) O Governo, sem reais motivos, não executa o orçamento como previsto. Aí quando chega em outubro, novembro e dezembro, descontigencia o dinheiro.

OP - Então hoje não se sabe ao certo quanto vai entrar para a Marinha?
Raimundo Gomes -
Não. Não se sabe mesmo. A gente observa que determinados ministérios sobem a execução orçamentária em outubro, novembro e dezembro. As ações ficam sendo executadas sem a real necessidade daquele momento. Até porque, se você não investir, no próximo orçamento ele é diminuído.

OP - Deputado, quando o almirante propôs reunião não houve uma quebra de hierarquia?
Raimundo Gomes -
Quando ele fez o convite, ele disse que já tinha mantido contado com o próprio ministro da Defesa. O próprio presidente (Lula) é conhecedor da situação.

OP - O almirante falou sobre as necessidades de combate ao narcotráfico?
Raimundo Gomes -
É claro que quando se fala em defesa se pensa num âmbito geral. Mas eu vejo mais pelo ângulo social. Quem já foi à Amazônia sabe o quanto as forças armadas representam naquela região para a sobrevivência humana. O trabalho da saúde, na área educacional, é feito por elas. E em outras áreas também. No caso do Exército, logo após a queda do avião da Gol (em 2006), eles ficaram de passar um relatório. Aqui mesmo, na 10ª Região Militar, a gente observa a necessidade de melhorar a estrutura física. Ter um contingente maior, com parcerias com o Ministério do Trabalho, da Educação, e fazer várias outras articulações.

Defesa @ Net

Incorporação da Corveta "Barroso" - 19 agosto 2008
http://www.defesanet.com.br/mb1/cv-34.htm

   
   
   
 


 

 

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