29 Agosto 2008
00:30 Horas
Notícias
Arquivo Notícias
Boletíns
Editoriais
Revista Virtual
SOF História
Artigos
Documentos
Links
Fotos
Vídeos
Eventos
Busca Arquivo
  Defesa@Net
A Empresa
Equipe
 

Marinha do Brasil
DEFESA@NET 29 Agosto 2008
O Povo 26 Agosto 2008 - Ceará

SOBERANIA
Águas sem defesa

Demitri Túlio, Cláudio Ribeiro,
Luiz Henrique Campos e Thiago Cafardo

DEFESA@NET
1 - Defesa vulnerável - S.O.S.
http://www.defesanet.com.br/mb1/mar.htm
2 - SOBERANIA
- Águas sem defesa
http://www.defesanet.com.br/mb1/mar_1.htm
3 - Dois navios no estaleiro
http://www.defesanet.com.br/mb1/mar_2.htm
4 - A FROTA
http://www.defesanet.com.br/mb1/mar_3.htm

5 - Tropa Corre Risco
http://www.defesanet.com.br/mb1/mar_4.htm

A fronteira marítima brasileira é chamada de Amazônia Azul. Tem uma área equivalente à metade do território brasileiro, rica em biodiversidade e imensas reservas de petróleo e gás natural. O Comando da Marinha admite que hoje não tem as condições ideais para proteger esse patrimônio.

Mesmo na atual fragilidade bélica, a Marinha do Brasil tem a responsabilidade de vigiar uma nova área oceânica correspondente a mais da metade do território nacional. São quase 4,5 milhões de km² de área de mar acrescida aos 8,5 milhões de km² de faixa de terra brasileira. Essa extensão de água brasileira do Atlântico é chamada de Amazônia Azul e chega a ser maior que nossa Amazônia verde. Tem gigantescas jazidas de petróleo e gás, que vão do subsolo à agora discutida camada de pré-sal, e uma enorme biodiversidade. Os países com grande demanda petrolífera sabem disso e já admitem uma cobiça perigosa.

O capítulo "Amazônia Azul, comércio e petróleo" é um dos principais do relatório Situação da Marinha - Necessidades Orçamentárias, elaborado pelo comando da Marinha sobre a situação de penúria da armada. Conforme a Convenção das Nacões Unidas sobre o Direito do Mar, ocorrida na Jamaica, em 1982, o país à beira-mar detém todos os bens econômicos existentes no seio da massa liquída, sobre o leito do mar e no seu subsolo. É a Zona Econômica Exclusiva (ZEE). Há quase 100 países signatários, incluindo o Brasil. A Amazônia Azul é a extensão das águas jurisdicionais brasileiras para além das tradicionais 200 milhas náuticas, porque considera também um trecho chamado de Plataforma Continental.

Na ZEE, o oceano é subdividido por legislações específicas: Mar Territorial (12 milhas náuticas de largura, onde há soberania nacional plena); a Zona Contígua (também com largura de 12 milhas náuticas, após o limite do Mar Territorial), onde o País não tem soberania plena, mas exerce direitos tributários, aduaneiros, sanitários e de "perseguição"; e a ZEE (com 188 milhas marítimas, a partir do Mar Territorial), onde o País tem direito exclusivo de exploração e explotação dos recursos vivos e não-vivos. A Plataforma Continental pode exceder as 200 milhas, até o limite de 350 milhas marítimas, também com exclusiva exploração e explotação do leito e subsolo do mar. Cada milha náutica equivale a 1.852 metros.

Em tamanho exato, a Amazônia Azul soma 4.489.919 km². Ela é rota de aproximadamente 500 navios/dia, segundo o Comando do Controle Naval do Tráfego Marítimo, vinculado à Marinha. Representam mais de 95% de nosso comércio exterior. Somadas importações e exportações, acumularam US$ 229,2 bilhões em 2006 e US$ 281,3 bilhões em 2007, conforme os números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Dessa navegação comercial, somente 12% dos navios têm bandeira brasileira.

Mesmo com números tão impressionantes da navegação de cabotagem, é o petróleo a principal riqueza vislumbrada. Em áreas de pré-sal (escavações no fundo do mar com mais de 6.000 metros de profundidade), dentro da área da plataforma continental, o governo brasileiro descobriu megacampos de petróleo. O primeiro foi anunciado em novembro de 2007, o campo de Tupi, na Bacia de Santos, com reserva de 8 bilhões de barris de petróleo e gás natural. Sozinho, é a metade da atual reserva brasileira provada. Em janeiro deste ano, saiu o anúncio do campo de Júpiter, que poderá dar auto-suficiência de gás natural ao Brasil. As duas jazidas estão na nova fronteira e poderão levar o Brasil à condição de superpotência petroleira. Atualmente, mal protegidas por nossa força naval capenga.

Números:

- 500 navios/dia trafegam nas linhas comerciais no Brasil
-
97% dos fretes marítimos são pagos a armadores estrangeiros
-
53 helicópetros da Marinha estão parados
-
1 avião, apenas, de 23 no total, está funcionando

Defesa @ Net

Incorporação da Corveta "Barroso" - 19 agosto 2008
http://www.defesanet.com.br/mb1/cv-34.htm

   
   
   
 


 

 

Matérias Relacionadas

   
  O submarino
verde-e-amarelo II
Parte I - Parte II
   
 

MARINHA DO BRASIL
Escolhe Submarino
Classe U214 sem AIP

D@N Outubro 2006

   
 

Programa Modernização Submarinos Classe Tupi
MODSUB

D@N Outubro 2006

   
  A Escolha do novo
Torpedo:
Mk-48 ou DM2A4

D@N Outubro 2006
   
  Northrop Grumman Vence Contrato para a Fase II
de Modernização dos
Sistemas de Navegação
Inercial da
Marinha do Brasil

D@N Outubro 2006
   
  Projeto do novo submarino
envolve siderúrgica no Rio

Valor Setembro 2006
   
  Submarino nuclear tem
construção adiada
Para compensar, Marinha
reforçará frota de
embarcações convencionais
OESP Novembro 2006
   
  Tikuna
Lançamento do
Submarino Tikuna

09 Março 2005
   
  NUCLEAR
   
  Conclusão da Fabricação e Montagem dos Internos e do Vaso de Pressão do Reator do LABGENE.
EE - Janeiro 2006
   
  Completion of Fabrication and Assembly of the Internals and Pressure Vessel of the LABGENE Reactor.
EE - Janeiro 2006
   
  O Programa Nuclear da Marinha do Brasil
MB - Dezembro 2003
   
  Marinha garante que
"nunca houve projeto"
de Submarino Nuclear

Inforel Dezembro 2006
   
   
   
   
© 2006 Defesa@Net™- Direitos Reservados