CERIMÔNIA DE MOSTRA DE ARMAMENTO DO SUBMARINO "TIKUNA"

MB 15 Dez 05
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CONQUISTAS NA CONSTRUÇÃO DO SUBMARINO "TIKUNA"
MB 24 Set 04

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BRASIL LANÇA SUBMARINO
MB 03 Mar 05
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Lançamento do Submarino Tikuna
Fotografias
MB 09 Março 2005

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90 Anos da Força de Submarinos
da Marinha do Brasil
T&D 18 Jul 04
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Marinha do Brasil

Defesanet 17 Dezembro 2005
SRPM 16 Dezembro 2005

MARINHA DO BRASIL
ESTADO-MAIOR DA ARMADA

ORDEM DO DIA Nº 5/2005

Assunto: Mostra de Armamento do Submarino "TIKUNA"


A construção de um navio é um grande empreendimento, associado a uma variedade de cerimônias.

O início da edificação do casco é marcado pelo posicionamento do principal elemento estrutural longitudinal, a quilha. Na antigüidade, os marinheiros, que viam o navio como uma criatura viva, chamavam a quilha de coração e como sempre foram supersticiosos, cercavam sua construção de muitos cuidados especiais, para evitar as "forças do mal". O primeiro prego era fixado à quilha junto com uma ferradura, para dar sorte. Daí surgiu a primeira cerimônia, o batimento de quilha.

Reza ainda a tradição naval que, finalizada a edificação, o navio é lançado ao mar em uma cerimônia conhecida como "bota-fora". Nesta ocasião, é batizado por uma madrinha e recebe seu nome oficial, sendo esse costume marcado com a quebra em seu costado de uma garrafa d’água ou licor, que representa sorte à vida do navio.

O passo seguinte é o ato que realizamos hoje, a incorporação à Marinha do Brasil, também chamado de "Mostra de Armamento", quando, pela primeira vez, é hasteado o Pavilhão Nacional a bordo. A partir deste momento, sua trajetória passará a ser registrada em livro próprio, onde serão lançados os dados relevantes e de interesse da vida de bordo. Em tempos passados, tais registros terminavam com a frase "Deus Nos Guie".

Assim, dentro das tradições navais e em cumprimento à Portaria do Comandante da Marinha nº 313 de 5 de dezembro de 2005, realizamos nesta data a incorporação do Submarino "TIKUNA" à Armada Brasileira.

O nome TIKUNA, aplicado pela primeira vez a um submarino, homenageia a tribo de guerreiros destemidos, que formam o povo autóctone brasileiro mais numeroso, constituída por cerca de trinta mil integrantes, que habitam a região do alto Solimões, oeste do Estado do Amazonas.

O Submarino "TIKUNA" é o quarto construído no Brasil e o primeiro de sua classe, uma evolução do projeto alemão IKL-209-1400, possuindo características próprias e distintas dos demais da classe TUPI, uma vez que incorporou inovações tecnológicas, que o capacitam para operar de modo mais silencioso e para permanecer submerso por maior período do que seus antecessores.

A incorporação que fazemos consolida a presença do Brasil no seleto grupo de países construtores de submarinos, uma vez que poucas nações detêm essa tecnologia. Cumprimento com entusiasmo todo o setor do material, seu Diretor-Geral, as Diretorias Especializadas e, em especial, o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, seu Diretor, seus engenheiros e técnicos, civis e militares, que após nove anos de intenso trabalho, concluem mais uma grande obra e entregam à Marinha um valioso meio, para fortalecer o Poder Naval Brasileiro.

"TIKUNA", daqui a poucos minutos, estarão tremulando em tua popa o Pavilhão Nacional e em tua proa a bandeira-distintivo da Marinha do Brasil, a quem caberás defender. Rogo a proteção de Deus para que, na paz e na guerra, consigas cumprir com êxito tuas missões e retornes ao abrigo dos portos, íntegro, com teus marinheiros.

Boa Sorte, Boas Águas, Boa Patrulha e Boa Caça!

EUCLIDES DUNCAN JANOT DE MATOS
Almirante-de-Esquadra
Chefe do Estado-Maior da Armada

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Fotos da solenidade da mostra de
armamento do S-34 Tikuna
 
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