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Modernização
da Marinha começa com
gasto de 1 bi de euros
Claudia
Safatle
O
programa de modernização da Marinha ganhou ontem
novo impulso. A Comissão de Financiamentos Externos
(Cofiex) aprovou a contratação de empréstimo
internacional para construção de um submarino
convencional e modernização dos cinco já
existentes. O financiamento, de 882,4 milhões de euros,
contratado no ABN AMRO, se somará à contrapartida
do governo, de 135,9 milhões de euros (87% de financiamento
e 13% de contrapartida), totalizando 1,08 bilhão de
euros. É o primeiro passo na direção
de um projeto mais ambicioso de modernização
e reaparelhamento das Forças Armadas, segundo informações
de fontes oficiais graduadas.
A
construção do novo submarino ficará a
cargo da siderúrgica alemã ThyssenKrupp, por
meio de sua subsidiária ThyssenKrupp Marine Systems,
sob acordo de transferência de tecnologia para o governo
brasileiro. A obra terá assessoria de outra subsidiária,
a HDW, sigla em alemão para Howaldtswerke Deutsche
Werft AG, o estaleiro que construiu o primeiro submarino do
mundo (1850) e o primeiro motor a vapor para fins navais (1849).
A HDW faz o design, constrói os submarinos, oferece
serviços de reparo e modernização e é
a companhia que vende às nações da OTAN
há mais de 30 anos. Hoje, o submarino mais avançado
que ela produz é o Class 214.
A
expectativa do governo, com esse investimento, é dotar
a Marinha de tecnologia de ponta para construção
e modernização de submarinos. Com o credenciamento
que será concedido pelo estaleiro alemão, a
partir da transferência de tecnologia, a Marinha pretende
usar seu arsenal doméstico para reformar os equipamentos
das marinhas de outros países da América do
Sul, como Argentina e Venezuela.
Pelo
projeto, toda a mão-de-obra da construção
do submarino será nacional, para dotar o país
de condições para o domínio da tecnologia
tanto de construção quanto de modernização
de submarinos convencionais.
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