
Marinha
Portuguesa em ação
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Veja
matéria do Correspondente de Defesa@Net em
Portugal
Pedro Monteiro
Link
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Marinha
do Brasil
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Defesanet
23 Maio 2005
Correio da Manha 21 Maio 2005
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Almirante
quer frota moderna
( em Portugal)
Lisboa
- 21 MAio 2005 - As marinhas não são baratas, mas
é tempo de compensar largos períodos de desinvestimento,
afirmou ontem na Figueira da Foz o chefe do Estado-Maior da Armada
(CEMA), reafirmando o desejo de modernizar este ramo
das Forças Armadas Portuguesas.
O almirante Vidal Abreu, que falava durante as comemorações
do Dia da Marinha, adiantou que importa estar no mar,
de diferentes formas, e Portugal quer ter uma marinha oceânica.
O CEMA alertou que o País não pode ter duas
marinhas, concorrendo entre si na disputa dos escassos recursos
disponíveis e apelou ao ministro da Defesa Nacional
para que se cumpra o que está planeado, já de
recurso, e não se voltem a cometer os erros do passado.
A Marinha
já assinou um contrato-quadro para a construção
de seis navios de patrulha oceânica, que substituirão
as actuais corvetas, e de cinco lanchas de fiscalização
costeira, que substituirão os navios patrulha da classe Cacine.
Em finais de 2006 receberá, dos Estaleiros Navais de Viana
do Castelo, o segundo navio patrulha oceânico, baptizado de
Figueira da Foz.
Vidal
de Abreu considerou que a Marinha tem a consciência
de que aquilo que pede ao Estado não é uma despesa,
mas um investimento em segurança.
O CEMA
salientou ainda as dificuldades sentidas no caso do arsenal do Alfeite,
cuja reestruturação vem sendo sucessivamente
adiada e deve ser considerada uma prioridade.
Luís
Amaro, ministro da Defesa Nacional, afirmou que, perante as dificuldades
que o País atravessa, terá de haver algumas
rectificações nas despesas em diferentes sectores,
que estão em estudo.
Quanto
ao arsenal do Alfeite, o governante disse que é um
dos problemas que têm vindo a ser adiados ao longo dos últimos
anos, adiantando que as Forças Armadas (e a Marinha)
têm alguns problemas estruturais. Esse é um deles e
tem de ser resolvido o mais rapidamente possível.
FESTA
CONTINUA ATÉ DIA 29
As comemorações
do Dia da Marinha prolongam-se até ao próximo dia
29, com actividades lúdicas e culturais. Ontem estiveram
na Figueira da Foz cerca de mil militares da Marinha, o navio-escola
Sagres, o submarino Delfim, corvetas, as
fragatas Alvares Cabral e João Melo,
o navio de reabastecimento Berrio, entre outros equipamentos
navais.
359 FORAM
SALVOS NO MAR
A Marinha
portuguesa efectuou no ano passado 663 operações de
busca e salvamento no mar, que permitiram salvar 359 pessoas. Neste
âmbito, a área de responsabilidade da Marinha Portuguesa
é 58 vezes superior à área do território
nacional, revelou na Figueira da Foz o chefe do Estado-Maior da
Armada.
PORMENORES
CONDECORADO
Rui Silva, um pescador
de 18 anos residente na ilha do Pico, Açores, foi condecorado
pela Marinha por ter salvo o pai e outro colega de profissão
de morrerem afogados, a 8 de Maio do ano passado, na sequência
do naufrágio do barco que os três ocupavam.
4 MIL
VISTORIAS
Em 2004, quatro
mil embarcações foram vistoriadas em mar territorial
português e zona económica exclusiva (ZEE). Entre outras
missões, a Armada tem a seu cargo a fiscalização
da pesca na ZEE, uma área 18 vezes superior ao território
continental.
NAVEGAÇÃO
As embarcações
da Marinha Portuguesa navegaram, em 2004, 47775 horas, o que corresponde
a cinco navios no mar, 24 sobre 24 horas, sublinhou Vidal Abreu
nas cerimónias que decorreram na Figueira da Foz.
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