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Marinha:
causas do acidente só serão descobertas após
perícia
Marcos
Almeida e Sérgio Meirelles - Extra
Dimmi Amora e Taís Mendes - O Globo
Globo Online
RIO
- O vice-almirante da Marinha José Antônio de
Castro Leal, comandante do 1º Distrito Naval, esteve
no Instituto Metodista Bennett, no Flamengo, no fim da manhã
desta terça-feira. O militar comentou que as denúncias
de que aeronave teria sido atingida por disparos antes da
queda é uma hipótese que, até o momento,
não tem fundamento e que, somente após o resultado
minucioso de uma perícia, poderão descobrir
as causas do acidente. A Polícia Militar também
nega a hipótese.
Os
destroços do helicóptero foram recolhidos pela
Marinha e serão levados, em caixas lacradas, para a
Base Naval de São Pedro da Aldeia, na Região
dos Lagos, onde será feita a perícia. O helicóptero
saíra de São Pedro da Aldeia em direção
à Base de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, quando
ocorreu o acidente.
A
Marinha pretende recuperar os últimos registros de
conversa entre os dois tripulantes da aeronave, o Capitão-Tenente
(Fuzileiro Naval) Adriano Emerim Pinna e o Capitão-Tenente
André Estácio de Freitas, para tentar descobrir
mais detalhes sobre o acidente. A previsão é
de que o laudo da perícia fique pronto em 60 dias.
De
acordo com o oficial do batalhão de Botafogo, havia
a suspeita de que o helicóptero teria sido atingido
por disparos de arma de fogo. Por esta hipótese, os
tiros podem ter partido do Morro Azul, o mais próximo
do Bennett. Testemunhas que acompanharam a trajetória
da queda do Bell Jet Ranger 206B também afirmaram que
a aeronave vinha da direção daquela comunidade.
A
suspeita surgiu porque às 19h39m de segunda-feira o
Disque-Denúncia (2253-1177) recebeu um telefonema que
afirmava que um helicóptero acabava de ser abatido
a tiros no Flamengo. A informação, repassada
por fontes da Secretaria de Segurança Pública,
coincide com a declaração de um dos primeiros
oficiais do 2º BPM (Botafogo) a chegar ao local onde
a aeronave da Marinha caíra. Mas o comandante do batalhão,
tenente-coronel Ricardo Quemento, nega que o helicóptero
tenha sido atingido por tiros de fuzil.
-
Isso não existe, é puro boato. Qualquer afirmação
neste sentido é mera especulação. Não
há informações de que a aeronave tenha
sido atingida - garante o oficial.
O
Serviço Reservado (P-2) do batalhão respaldou
a declaração do comandante da unidade, descartando
também a hipótese de que o helicóptero
tenha sido alvejado por traficantes.
-
O Morro Azul é o menos problemático da nossa
área. Há muito tempo que não registramos
ocorrências por lá. Segundo testemunhas, antes
de cair, o helicóptero estava fazendo barulho de pane
no motor. Não houve disparos do Morro Azul - relatou
um policial do Serviço Reservado.
A
informação recebida pelo Disque-Denúncia
teria sido encaminhada para o Gabinete Civil. O capitão-de-corveta
Carlos Alberto Macedo Junior, chefe da Seção
de Comunicação Social da Marinha diz desconhecer:
-
Tudo ainda é muito prematuro.
A
aeronave, com dois ocupantes, atingiu o prédio que
abriga o auditório e a capela da universidade Bennett
por volta das 19h15m. Os tripulantes, o capitão-tenente
fuzileiro naval Adriano Emerim Pinna e o capitão-tenente
André Estácio de Freitas morreram no local.
Não houve outras vítimas. Pela manhã,
os estudantes fizeram um minuto de silêncio em homenagem
aos militares mortos.
Segundo
pessoas que estavam no local, o helicóptero sobrevoou
a universidade, perdendo altura, até cair. Antes da
queda, ouviu-se um estrondo. A aeronave bateu sobre o teto
de uma varanda da capela e explodiu. Os dois ocupantes foram
carbonizados. O prédio atingido estava vazio e o incêndio
foi controlado pelos bombeiros em cerca de 15 minutos.
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