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03 de Julho, 2015 - 10:20 ( Brasília )

Exército transfere para Ponta Grossa a 11ª Bateria de Artilharia Antiaérea

A 11º Bateria de Artilharia Antiaérea foi transferida para Ponta Grossa, com 16 viaturas blindadas Gepard. Unidade está alojada dentro do 3º Regimento de Carros de Combate

André Packer
Jornal da Manhã/PR


O Exército Brasileiro transferiu a 11º Bateria de Artilharia Antiaérea Autopropulsada, integrante da 11º Brigada de Infantaria Leve, de Itu (SP) para Ponta Grossa, onde a organização militar passa a fazer parte da 5º Brigada de Cavalaria Blindada. O grupo é formado por 16 viaturas blindadas, de origem alemã, Gepard M1A2 equipada com dois  canhões Oerlikon 35 mm KDA. Cada canhão tem 310 tiros  para AA e 20 tiros para AT (anticarro).  O engajamento do alvo ocorre a 3.000 a 5.000 m com rajadas de 20 a 40 tiros. Além de uma equipe de 16 militares que formam o núcleo da divisão que está sediada dentro do 3º Regimento de Carros de Combate, no bairro Contorno.

“A transferência aconteceu porque Ponta Grossa é um ponto estratégico e a bateria fica mais próxima da divisão que faz parte, a 5º Brigada de Cavalaria Blindada, em Curitiba”, explica o comandante da 11º Bateria de Artilharia Antiaérea, Major Fornasin. Dos 16 antiaéreos Gepard que formam a organização, 5 já estão em Ponta Grossa e os demais ainda estão sendo transferidos.

Cada Gepard é manuseado por um motorista e dois operadores. O veículo dispara 1.100 tiros por minuto, pesa 47,5 toneladas e conta com um radar que detecta aviões há 15 km de distância. O alcance das armas do Gepard chega há 5 km e o calibre dos tubos de disparo é de 35 mm.

O Exército Brasileiro comprou da Alemanha em 2013, por um valor de R$ 37 milhões de euros, 36 antiaéreos Gepard, cursos para manusear as máquinas, munição, oficinas, simuladores e suporte logísticos por 15 anos, segundo informações do comandante Fornasin. A partir de agosto, os 16 veículos devem estar em Ponta Grossa.

O capitão Lousada, da 11º Bateria de Artilharia Antiaérea, foi um dos brasileiros que permaneceu na Alemanha por três meses fazendo um curso para manusear o Gepard. “Tivemos um curso com ex-militares alemães que já manusearam as máquinas por 20 anos”, explica o capitão Lousada, que agora repassa os ensinamentos sobre o manuseamento das máquina para os militares brasileiros.

O comandante Fornasin destacou que os Antiaéreos Gepard são armamentos para utilização exclusiva em situações de guerra.


Brigada fará demonstração em Formosa

No mês de Agosto, integrantes da 11º Bateria de Artilharia Antiaérea Autopropulsada viajam para Formosa, no estado de Goiás. Os militares fazem uma demonstração do funcionamento dos antiaéreos Gepard para autoridades, como o Ministro da Defesa. O capitão Lousada deve ser um dos militares que vai para a cidade realizar a demonstração do potencial do antiaéreo. “Nós vamos atingir um alvo no ar, para demonstrar o armamento adquirido”, explica o capitão Lousada.



Potencial Antiaéreo

Os planos de mobiliar a modernizar a defesa antiaérea do Exército Brasileiro dentro do Projeto Estratégico Defesa Antiaérea surgiu o Gepard 1 A2 como uma opção de baixo custo e atendendo a rápida disponibilidade.

Para isto  foram adquiridos 37 carros de combate Gepard. O material irá dotar as Baterias Antiaéreas das Brigadas Blindadas do Exército. Os Gepard foram distribuídos para unidades subordinadas à 6ª Brigada de Infantaria Blindada, localizada no Rio Grande do Sul, e também para a Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea no Rio de Janeiro.

A avaliação do Exército Brasileiro levou à solução de Artilharia Antiaérea em vez de mísseis pela sua pronta resposta e a possibilidade de tratar contra alvos móveis e de pequena seção visível ao radar como os UAVs e Drones.


Características Técnicas

O carro tem autonomia de 550 km com uma velocidade máxima de 65 km/h. Possui um tanque de 985 litros fazendo uma média de 600 metros por litro. Contém dois motores, o do chassi e o auxiliar(APU), de 90 HP, que é responsável por alimentar de energia  os sistemas de observação, radares e a torre do blindado.

Sem preparação ele cruza num vão de 0,75 metros, com vedação para não entrar água e demais ajustes pode chegar a 2,25 metros. Pode cruzar um obstáculo de  60 graus na frente e 30 graus de lateral. A blindagem de 20 milímetros.

As funções do atirador e chefe podem se confundir, pois enquanto um atira o outro está fazendo uma varredura do espaço aéreo. O que facilita isso são os periscópios que trabalham de maneira independente.Juntamente com o Gepard, o Exército Brasileiro comprou um simulador para treinamento das tripulações.



Características Técnicas do Gepard 1A2 e Leopard 1A5Br

s GEPARD 1A2 Leopard 1A5
Peso de combate

Tripulação
47,5

3
42,4

4
Comprimento (armas na posição 12 horas) 7,68 m 9,55 m
Largura (com saia de esteira) 3,39 m 3,39 m
Altura total (Radar de busca em posição baixada) 3,29 m 2,62 m
Altura do chão 0,5 m 0,5 m
Pressão específica em terra 9,3 N/cm² 8,3 N/cm²

Nota - O conjunto motor-transmissão, suspensão e lagartas é o mesmo para o Gepard 1A2 e Leopard 1A5Br


DefesaNet

Defesa Antiaérea – Uma necessidade para a tropa blindada Link


GEPARD - Instrução de Operadores na Alemanha Link

Novos carros de combate Gepard realizam primeiros tiros reais Link


Viaturas GEPARD 1A2 chegam ao Brasil Link


SIAAEB - Projeto Sistema Integrado de Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro - Enfim surge um caminho para a Defesa Antiaérea do Exército Brasileiro. DefesaNet 31 Maio 2011 Link

O Exército se arma para a Copa Época 6 de Junho 2011 Link



DNTV

Recomendamos estes vídeos do DNTV.

Tiro Real do Material Antiaéreo - Gepard1A2 Link
 



O Tenente Picardo da 6ª Bateria de Artilharia Antiaérea Autopropulsada (6BiaAAAeAP), mostrou o veículo em um “walk around”, ressaltando que o mesmo estava sendo preparando e limpo  para o desfile de 7 de Setembro. (Ver Vídeo abaixo)