COBERTURA ESPECIAL - Aço - Leopard 1A5Br - Terrestre

14 de Outubro, 2014 - 11:10 ( Brasília )

Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea – Simulador da VBC DAAe Gepard 1A2


Desde 15 de setembro, os Capitães Elisandro e Faraco, instrutores da Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea, estão participando do Treinamento de Instrutores do Simulador da VBC DAAeGepard 1A2, na sede da empresa KMW, na Alemanha.

Durante o treinamento, com duração de três meses, os militares terão a oportunidade de aprender a operar e programar a Estação do Instrutor, o que possibilitará o adestramento das guarnições e o melhor emprego das VBC DAAeGepard 1A2 recentemente adquiridas.

História do Gepard

Uma das variantes projetadas sobre a plataforma do carro de combate Leopard  que foi  desenvolvido e produzido nos anos 60/70 pela indústria alemã.

Os Requisitos Operacionais do Gepard foram formulados pelo Exército Alemão, nos anos 60.  Duas empresas apresentaram propostas e protótipos: a Oerlikon Contraves (hoje Rheinmetall Air Defense) e a própria Rheinmetall.

Em 1973 é escolhida a versão da Oerlikon Contraves com a adoção do radar Siemens  MPDR12, que tinha sido desenvolvido para a versão Matador da Rheinmetall.

A versão escolhida foi o Gepard  equipada com dois  canhões Oerlikon 35 mm KDA. Cada canhão tem 310 tiros  para AA e 20 tiros para AT (anticarro).  O engajamento do alvo ocorre a 3.000 a 5.000 m com rajadas de 20 a 40 tiros.

Foi desenvolvida nova munição que estende o alcance para até 5.000m

Os países que adquiriram o Gepard foram:

:: Alemanha  -  423 carros
:: Holanda   - 100 com radar da Hollandsee Signalapparaten (hoje Thales), que equipava a versão Matador da Rheinmetall
:: Bélgica      -  55 carros iguais à versão alemã

A România adquiriu uma quantidade de excedentes do Exército Alemão em 1999.

Os principais requisitos e características do  GEPARD:

- alto nível de proteção;
- alta mobilidade;
- autônomo (só dependente de apoio logístico para combustível e munição)
- busca independente e sensores de rastreamento;
- proteção NBQ para a tripulação, e,
- capacidade de operar em ambiente de interferências eletrônicas;

Seu principal objetivo na época (anos 70/80), eram defesa antiaérea contra aviação tática soviética (Aviação do Front), e principalmente os helicópteros de ataque equipados com mísseis como o Mi-24 Hind.

O primeiro contrato de produção para 122 Gepard foi assinado com a empresa KraussMaffei (Hoje KMW).Em 1980 foi encerrada a produção para todo os clientes.

Em 1996 o Exército Alemão contratou a KMW para aperfeiçoamento do Gepard surgindo a versão A2.

Foram incorporados: um sistema de tiro digital,visores termais estabilizados, datalink a um centro de controle de defesa aérea/ monitoramento, sensores de velocidade da munição (Vo) mais aperfeiçoados.

No Brasil

Os planos de mobiliar a modernizar a defesa antiaérea do Exército Brasileiro dentro do Projeto Estratégico Defesa Antiaérea surgiu o Gepard 1 A2 como uma opção de baixo custo e atendendo a rápida disponibilidade.

Para isto  foram adquiridos 37 carros de combate Gepard, que virão para o Brasil até 2015. O material irá dotar as Baterias Antiaéreas das Brigadas Blindadas do Exército. Os Gepard foram distribuídos para unidades subordinadas à 6ª Brigada de Infantaria Blindada, localizada no Rio Grande do Sul, e também para a Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea no Rio de Janeiro.

A avaliação do Exército Brasileiro levou à solução de Artilharia Antiaérea em vez de mísseis pela sua pronta resposta e a possibilidade de tratar contra alvos móveis e de pequena seção visível ao radar como os UAVs e Drones.
 

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O Tenente Picardo da 6ª Bateria de Artilharia Antiaérea Autopropulsada (6BiaAAAeAP), mostrou o veículo em um “walk around”, ressaltando que o mesmo estava sendo preparando e limpo  para o desfile de 7 de Setembro. (Ver Vídeo abaixo)