COBERTURA ESPECIAL - LAAD 2015 - Naval

16 de Abril, 2015 - 08:00 ( Brasília )

Fundação EZUTE Apresenta Experiência em Absorção de Tecnologia do Sistema de Combate dos Submarinos

Equipe de engenheiros da Ezute, recém chegada da França, relata a participação no processo de transferência de tecnologia e a experiência de como trazer conhecimento para o País



A atuação da Fundação Ezute no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), da Marinha do Brasil, será um dos destaques da LAAD Defence & Security, maior feira no setor de Defesa, que acontece no pavilhão de exposições Riocentro, no Rio de Janeiro, entre os dias 14 e 17 de abril.

Atendendo as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa (END), esse programa visa à soberania pela autossuficiência tecnológica. Para isso, a Fundação Ezute foi selecionada e aprovada para trabalhar junto à Directions de Construction Navales et Services (DCNS) no Sistema de Combate dos submarinos convencionais do PROSUB. 

Segundo o acordo entre a DCNS e a Marinha do Brasil, a DCNS deverá fornecer o Sistema de Combate para os quatro submarinos convencionais (propulsão diesel-elétrica) (SBR) e também para o primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear (SNBR). A Fundação Ezute irá participar de atividades de integração do Sistema de Combate para o primeiro SBR e, no futuro, a Fundação irá apoiar a Marinha do Brasil na manutenção e evolução desse sistema.

Considerado o “cérebro do submarino”, o Sistema de Combate (SC) no SBR tem a função de gerenciar os subsistemas de detecção submarina, aérea e de superfície (utilizando sonares, radares e periscópio); os subsistemas de comunicação externa (navio-navio e terra-navio) e de navegação eletrônica; o subsistema ambiental (utilizando parâmetros oceanográficos e monitorando ruídos); e os subsistemas de armas e munições (com o cálculo da solução de tiro para o lançamento de armas, como torpedos ou mísseis) e de contramedida. Ou seja, tudo que os "olhos" e "ouvidos" do submarino perceberem serão processados nesse “cérebro”, que vai determinar a designação de alvo, o uso de um sistema de arma e eventualmente o disparo do armamento.

“A participação da Ezute neste projeto enriquece sua experiência em projetos de transferência de conhecimento e tecnologia e fortalece a parceria da instituição com a Marinha do Brasil. Somos uma Organização cujo maior ativo é o conhecimento acumulado e ele só faz sentido se for aplicado a serviço do desenvolvimento brasileiro”, destaca o presidente da Fundação, Tarcísio Takashi Muta.

MÃO NA MASSA

E não existe absorção de tecnologia sem colocar a mão na massa. Recentemente, um grupo de engenheiros da Fundação Ezute aportou no Brasil direto da França. Eles participaram de um programa de treinamento, transferência e absorção de tecnologia por três anos. Ao todo foram nove profissionais, que ainda estão sendo treinados nas dependências da DCNS, na cidade francesa de Toulon.

Eles participaram de um processo intenso para conhecer e absorver o Sistema de Combate do submarino. Entre eles, o engenheiro e coordenador da equipe CMS da Ezute, Carlos Eduardo de Almeida, 35 anos.  Para ele, uma experiência enriquecedora.  “Foi um privilégio fazer parte desse time dada a importância do projeto para a Marinha e para o nosso País.”  Ele se mudou com a família para a França e garante, três anos depois, que o Brasil tem condições de dar manutenção e ainda evoluir com o sistema.

SOBRE A EZUTE

A Fundação Ezute é uma organização que presta serviços intensivos em conhecimento e que se coloca como parceira para apoiar na gestão, conceber, especificar, planejar e implementar projetos complexos, participando do desafio de identificar e interpretar necessidades, inovar e contribuir para a melhoria da gestão e da produtividade das instituições públicas e privadas, tanto na área civil como na de defesa.



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