COBERTURA ESPECIAL - LAAD 2015 - Armas

15 de Abril, 2015 - 12:45 ( Brasília )

Glock chama atenção do público e aposta em mercado crescente na América Latina

Visitantes puderam manusear alguns dos modelos de pistolas apresentados pela empresa austríaca

Nicholle Murmel
Especial DefesaNet


Havia uma multidão no estande da Glock na LAAD 2015. Eram pessoas disputando ou esperando a sua vez de segurar e manipular uma das pistolas expostas pela fabricante de armas que já se tornaram famosas quase ao ponto do fetiche.

É interessante observar essa atração. O estande da companhia austríaca era sóbrio, sem nada de extravagante, e nem precisava, já que proporcionava ao público a experiência de apontar, carregar e puxar o gatilho de uma arma de fogo – provavelmente o item mais próximo da realidade do visitante civil que circulará pelos pavilhões do Riocentro nesta semana.

Entre os itens que mais despertaram interesse estava a pistola azul com cabo texturizado, que o gerente regional, Patrick Voller, explicou ser desenvolvida específicamente para treinamento. “Além da cor diferenciada, ela dispara munição não letal”, descreve. Segundo Voller, a Glock trouxe para a feira deste ano cerca de 18 modelos de armas de pequeno porte para uso restrito e civil.

Graus de restrição e o crescimento do mercado latino americano

Apesar de não mencionar números, Voller comentou que o mercado para armas pequenas na América Latina está se expandindo. A empresa conta com um escritório no Brasil, de onde são coordenadas as vendas para toda a região.

A gerente Laura chama atenção para o fato de que essa tendência se reflete individualmente nos países do subcontinente, independente dos tipos de restrição (ou falta de) ao porte e venda de armamentos.

Nações como Guatemala, Panamá e Equador simplesmente proibem a venda de armas ao público civil. Já a grande maioria dos países, como México, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador e Honduras tem leis que limitam o acesso do público geral às armas, e justamente esses locais representam os grandes mercados para empresas como a Glock.

A gerente atribui essa maré favorável para o setor de armas a uma melhora geral das economias da região – nesse cenário de prosperidade mais ampla, o mercado para armamentos acaba se beneficiando também.

Há ainda casos como Uruguai, Paraguai e Argentina, onde não existe legislação restringindo a venda de armas.

Para além das leis em cada país, pode haver limitações políticas na hora de fechar negócio. Laura explica que a exportação de produtos para um determinado mercado só acontece sob autorização do governo da Áustria, e cita a Venezuela como caso em que essa autorização foi negada.

Mas essa barreira não é intransponível – a fábrica da Glock nos Estados Unidos exporta conforme autorização do governo americano, que pode discordar da sede europeia.

Laura comenta ainda a barreira das formas de encomenda e aquisição de armamentos. A maioria dos mercados que a empresa atende trabalha com empresas locais revendedoras, que encomendam à Glock uma demanda e repassam até mesmo para o Estado. “Já nações como Brasil e Venezuela exigem que a empresa faça uma proposta”, explica Laura. E esse é só o começo de um prolongado processo de licitação.



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Última atualização 15 DEZ, 10:45

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