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Fidel, Morales e Chávez assinam
Tratado de Comércio dos Povos
Da France Presse
HAVANA - Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez,
da Bolívia, Evo Morales, e de Cuba, Fidel Castro,
assinaram, neste sábado em Havana, o chamado Tratado
de Comércio dos Povos (TCP) concebido como uma alternativa
ao Tratado de Livre Comércio (TLC) idealizado por
Washington.
Transmitida
pela televisão, a cerimônia de assinatura do
TCP reuniu os três chefes de Estado no Palácio
de Convenções de Havana. O presidente boliviano
se tornou ao mesmo tempo o terceiro membro da Alba, o projeto
regional de integração econômica e política
de inspiração socialista lançado por
Hugo Chávez e Fidel Castro.
A
assinatura do TCP devia ser seguida por uma reunião
de milhares de convidados na praça da revolução,
no centro de Havana, para comemorar com os três presidentes
o primeiro aniversário do Alba.
Os
presidentes Hugo Chávez e Evo Morales tinham chegado
na véspera à capital cubana. O TCP tem como
finalidade ser um novo instrumento da Alba e permitirá
à Bolívia exportar seus produtos a Cuba e
à Venezuela sem pagar taxas.
Para
o Texto dos acordos da Alternativa Bolivariana para
os Povos da América Latina (ALBA), e os,Tratados
de Comércio entre os Povos (TCP), assinados em
Havana, 29 Abril de 2006, acesse:
http://www.defesanet.com.br/docs/alba_tcp.pdf |
"Estamos
só vencendo e progredindo. Estamos construindo. A
Alba está em vias de construção",
declarou na noite de sexta-feira ao chegar a Havana o presidente
venezuelano, recebido por Fidel Castro e Evo Morales, que
havia desembarcado algumas horas antes.
Chávez
estava acompanhado pelo ex-presidente sandinista da Nicarágua,
Daniel Ortega. O presidente venezuelano elogiou Morales
diante da imprensa, classificando-o como "criador e
ideólogo do TCP".
Morales
disse que o TCP "é um comércio justo
que cria empregos, um comércio para garantir a vida
e defender a humanidade". Indagado sobre se outros
países além de Cuba, Venezuela e Bolívia
poderiam se juntar ao TCP, Fidel Castro respondeu: "Acredito
que sim".
O
documento do TCP, sobre o qual poucos detalhes foram informados
até agora, "é um material extraordinário,
com um profundo conteúdo humano, social e econômico",
frisou o presidente cubano.
A
aliança entre os três chefes de Governo socialistas
acontece em um momento em que as opções liberais
nos processos de integração regional estão
em crise na América Latina.
Desafeto
assumido do governo de Washington - assim como Fidel Castro
-, Hugo Chávez anunciou na semana passada a retirada
de seu país da Comunidade Andina das Nações
(CAN, que reúne Bolívia, Colômbia, Equador,
Peru e Venezuela), criticando o Peru e a Colômbia
por terem assinado tratados de livre comércio com
os Estados Unidos.
Chávez
qualificou esse ato de "bigamia incompatível
com a integração regional". O mais importante
desses tratados, a Área de Livre Comércio
das Américas (Alca), lançado por Washington
em 1994, se encontra atualmente paralisado apesar da adesão
de Lima e de Bogotá.
O
outro bloco econômico regional, o Mercosul (Brasil,
Argentina, Paraguai e Uruguai), ao qual a Venezuela pretende
aderir, também é abalado por dissensões
internas.
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