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Defesanet 09 Maio 2006
France Presse 29 Abril 2006


Fidel, Morales e Chávez assinam
Tratado de Comércio dos Povos


Da France Presse


HAVANA - Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, da Bolívia, Evo Morales, e de Cuba, Fidel Castro, assinaram, neste sábado em Havana, o chamado Tratado de Comércio dos Povos (TCP) concebido como uma alternativa ao Tratado de Livre Comércio (TLC) idealizado por Washington.

Transmitida pela televisão, a cerimônia de assinatura do TCP reuniu os três chefes de Estado no Palácio de Convenções de Havana. O presidente boliviano se tornou ao mesmo tempo o terceiro membro da Alba, o projeto regional de integração econômica e política de inspiração socialista lançado por Hugo Chávez e Fidel Castro.

A assinatura do TCP devia ser seguida por uma reunião de milhares de convidados na praça da revolução, no centro de Havana, para comemorar com os três presidentes o primeiro aniversário do Alba.

Os presidentes Hugo Chávez e Evo Morales tinham chegado na véspera à capital cubana. O TCP tem como finalidade ser um novo instrumento da Alba e permitirá à Bolívia exportar seus produtos a Cuba e à Venezuela sem pagar taxas.

Para o Texto dos acordos da Alternativa Bolivariana para os Povos da América Latina (ALBA), e os,Tratados de Comércio entre os Povos (TCP), assinados em Havana, 29 Abril de 2006, acesse:

http://www.defesanet.com.br/docs/alba_tcp.pdf

"Estamos só vencendo e progredindo. Estamos construindo. A Alba está em vias de construção", declarou na noite de sexta-feira ao chegar a Havana o presidente venezuelano, recebido por Fidel Castro e Evo Morales, que havia desembarcado algumas horas antes.

Chávez estava acompanhado pelo ex-presidente sandinista da Nicarágua, Daniel Ortega. O presidente venezuelano elogiou Morales diante da imprensa, classificando-o como "criador e ideólogo do TCP".

Morales disse que o TCP "é um comércio justo que cria empregos, um comércio para garantir a vida e defender a humanidade". Indagado sobre se outros países além de Cuba, Venezuela e Bolívia poderiam se juntar ao TCP, Fidel Castro respondeu: "Acredito que sim".

O documento do TCP, sobre o qual poucos detalhes foram informados até agora, "é um material extraordinário, com um profundo conteúdo humano, social e econômico", frisou o presidente cubano.

A aliança entre os três chefes de Governo socialistas acontece em um momento em que as opções liberais nos processos de integração regional estão em crise na América Latina.

Desafeto assumido do governo de Washington - assim como Fidel Castro -, Hugo Chávez anunciou na semana passada a retirada de seu país da Comunidade Andina das Nações (CAN, que reúne Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela), criticando o Peru e a Colômbia por terem assinado tratados de livre comércio com os Estados Unidos.

Chávez qualificou esse ato de "bigamia incompatível com a integração regional". O mais importante desses tratados, a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), lançado por Washington em 1994, se encontra atualmente paralisado apesar da adesão de Lima e de Bogotá.

O outro bloco econômico regional, o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), ao qual a Venezuela pretende aderir, também é abalado por dissensões internas.





Fotos dos eventos em Havana
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