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La
crisis de las plantas de celulosa
Felipe
Fajardo Sokol
25
Fev 06
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Legislação do Rio Grande do Sul sobre
barreiras fitossanitárias
24 Fev 06
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Inteligência
- Intelligence
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Crise
Brasileira e América Latina
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Defesanet
25 Fevereiro 2006
MRE 24 Fevereiro 2006
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MRE
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Crisis
en el Conosur
Ministério das Relações
Exteriores
Palácio Itamaraty, térreo - Brasília,
DF 70170-900
Legislação
do Rio Grande do Sul
sobre barreiras fitossanitárias
( ver matéria abaixo)
O Ministério das Relações Exteriores
manifesta sua preocupação diante da decisão
da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, tomada
em 21 de fevereiro corrente, de rejeitar o veto do Governador
daquele Estado ao Projeto de Lei nº 102/2005, afeta
a comercialização e o trânsito naquele
Estado de arroz, trigo, cebola e outros produtos agrícolas
importados.
Os
dispositivos da lei determinam a retenção
prévia de produtos agrícolas importados, em
trânsito pelo Estado do Rio Grande do Sul, para controle
laboratorial da eventual presença de resíduos
químicos de agrotóxicos não registrados
no Brasil.
Esse
controle é normalmente exercido, nos pontos de fronteira,
pelas autoridades federais, por meio de amostragem. Os produtos
de origem nacional estão igualmente sujeitos a controle
similar por parte do Governo Federal.
Os
dispositivos da nova lei afetam as exportações
de nossos parceiros do Mercosul, e têm o efeito de
criar entraves, em especial, às exportações
de arroz do Uruguai para o Brasil. O Uruguai é o
principal fornecedor externo de arroz para o mercado brasileiro,
embora o arroz uruguaio corresponda a apenas 4% do consumo
nacional.
O
Ministério das Relações Exteriores
é sensível aos problemas enfrentados pelos
produtores de arroz no Rio Grande do Sul, questão
que vem sendo tratada no âmbito da Comissão
Brasil-Uruguai de Monitoramento do Comércio Bilateral.
O
Itamaraty favorece a busca de soluções concertadas
para atender de forma equilibrada aos interesses dos produtores
de arroz.
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| Zero
Hora 23 Fevereiro 2006 |
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Gaúchos
impõem barreira a importados
Assembléia derruba veto de Rigotto ao projeto de
lei que propõe
análise de resíduos de agrotóxicos
em produtos
Atendendo aos pleitos do setor primário, com seis
votos a favor e 35 contrários, a Assembléia
Legislativa gaúcha derrubou ontem o veto do governador
Germano Rigotto ao projeto de lei 102/2005. A proposta
exige análise prévia de resíduos
de agrotóxicos no arroz, trigo, feijão,
cebola, aveia e cevada importados de outros países
para consumo e venda no Rio Grande do Sul.
Como
na prática o documento impõe uma barreira
aos produtos, o Executivo havia vetado integralmente o
texto por considerar que contraria tratados internacionais
assinados pelo Brasil e interfere na competência
constitucional da União. Segundo Rigotto, a constitucionalidade
do projeto deverá ser contestada na Justiça.
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Desde o primeiro momento em que o projeto foi aprovado
o Itamaraty mandou uma quantidade incrível de correspondências
dizendo que não é o Estado que pode colocar
barreiras, mas sim o governo federal. Com certeza, o Ministério
das Relações Exteriores vai argüir
a inconstitucionalidade do projeto e a nossa Procuradoria
vai acompanhar isso - justificou o governador.
Entre
os principais alvos estão as importações
do Mercosul - Argentina e Uruguai -, amplamente criticadas
pelos arrozeiros gaúchos em razão da concorrência
desleal. Para o presidente da Federação
das Associações dos Arrozeiros, Valter Pötter,
a derrubada do veto diminuirá as assimetrias no
Mercosul.
-
Temos essa concorrência predatória de produtos
produzidos no Mercosul, em especial o arroz, com grandes
vantagens competitivas, menos impostos, defensivos agrícolas
proibidos aqui e custam 40% do preço brasileiro
- argumentou.
O
autor do projeto, deputado Jerônimo Goergen (PP),
disse que o Executivo tem 48 horas para promulgá-lo.
Caso isso não ocorra, a presidência da Assembléia
deve homologá-lo. Para Goergen, o projeto legisla
sobre aspectos de saúde pública e não
em barreiras comerciais.
| As
justificativas |
| Muitos
produtos importados do Mercosul não estão
de acordo com as exigências sanitárias
brasileiras. |
| Produtos
vindos da Argentina não estariam passando pela
pesagem obrigatória e pela análise de
micotoxinas e agrotóxicos. |
| Hoje,
a legislação brasileira proíbe
o ingresso de mais de 30 agrotóxicos usados
nas lavouras dos países do Prata. |
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