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COMPRA DE MATERIAL DE DEFENSA
DE VENEZUELA A ESPAÑA

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EE.UU. vetará que España venda aviones con su tecnología a Hugo Chávez

ABC 15OUT05

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Caracas confía en
que se resuelva el
veto para la venta
de aviones

ABC 16 OUT05

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EUA impedem que Israel venda
tecnologia bélica
para a Venezuela


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Inteligência - Intelligence
Crise Brasileira e América Latina

Defesanet 15 Novembro 2005
Folha de São Paulo 12 Novembro 2005

Venezuela terá 30 mil fuzis russos neste ano
Primeira leva, com 15 mil peças, chega em 15 de dezembro;
entrega total de 100 mil armas termina em março



DA REDAÇÃO


A Venezuela receberá 30 mil fuzis Kalashnikov AK-103 e AK-104 e três helicópteros da Rússia até o final deste ano como parte de um acordo comercial de equipamentos militares, afirmaram autoridades dos dois países.

A primeira leva de armas, de 15 mil unidades, chega em 15 de dezembro, e o restante, em 30 de dezembro, segundo o vice-premiê russo Alexander Zhukov.
As 70 mil armas restantes serão entregues em março do ano que vem, junto com dez helicópteros.

A entrega faz parte de um acordo assinado entre os governos dos presidentes Hugo Chávez e Vladimir Putin em maio deste ano, que prevê a compra pela Venezuela de 100 mil fuzis e de 40 helicópteros blindados e de ataque russos, no valor total de US$ 174 milhões. Está sendo negociada ainda a compra de 50 caças Mig-29 SMT.

Também neste ano a Venezuela fechou um acordo para compra de equipamentos militares da Espanha estimado em 1,3 bilhão.

O anúncio dos acordos provocou reações dos vizinhos latino-americanos, capitaneados pelo governo de George W. Bush.

Os EUA acusam Chávez de ser uma força desestabilizadora na região e dizem temer que as armas terminem nas mãos de milícias venezuelanas ou das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Na ocasião do acordo, a Argentina alertou que a compra de armas e equipamentos militares por parte da Venezuela não deveria significar uma escalada armamentista na região. O alerta ocorreu pouco antes de um encontro entre o chanceler argentino, Rafael Bielsa, e a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice.

O governo colombiano de Alvaro Uribe, principal aliado dos EUA na América do Sul, também criticou o negócio, afirmando que iria aprofundar um "desequilíbrio militar na região andina".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, saiu em defesa do colega venezuelano na ocasião. Ele disse que o Brasil não aceitaria "difamações" contra Chávez e que a Venezuela era soberana para tomar decisões.

"Nossos acordos militares são completamente normais e são um direito soberano da Venezuela", disse o vice-presidente venezuelano, José Vicente Rangel, ao comentar a chegada dos equipamentos.

A Venezuela afirma que os acordos têm por objetivo modernizar as Forças Armadas do país e reforçar a presença militar e a segurança ao longo da fronteira com a Colômbia.



ANÁLISE
EUA preparam planos contra venezuelanos


NEWTON CARLOS
ESPECIAL PARA A FOLHA
Analista de questões internacionai
s


A Venezuela está mesmo na alça de mira do Pentágono. Foi o que disse William M. Arkin, em sua coluna ("Early Warning" ou alerta antecipado) saída no "Washington Post". Ele cita o mais recente "defense review" (exame de situações que possam exigir intervenções dos EUA) preparado por estrategistas americanos e conclui que o Pentágono encara a necessidade de montar "planos de contingência" com a finalidade de enfrentar conflito "potencial" com a Venezuela de Hugo Chávez. O "Miami Herald" repercutiu com a informação de que um porta-voz do Pentágono reagiu com "profundo ceticismo", mas não houve desmentido formal, e Arkin não retirou o que escreveu.

Ele é autoridade no assunto. Trabalhou para o Exército americano nos anos 70 em Berlim ocidental. Publicou mais de dez livros sobre questões militares. Na linha do que afirmou está o fato de que o secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, assumiu importante papel nas relações com a América Latina. A Venezuela é um de seus temas preferidos, como se viu na viagem ao Brasil e ao Paraguai, onde treinam soldados americanos.

Há outros temas na pauta latino-americana de Rumsfeld. Por pressão do Pentágono, a Bolívia aceitou desmantelar estoques de foguetes de origem chinesa. O comando militar boliviano alegou que se tratava do "cumprimento de resolução da OEA". O governo da Nicarágua, onde sobrevivem velhos foguetes dos tempos da guerra civil, sofre o mesmo tipo de pressão e não cedeu até agora. Em Washington se acha que tais armas, de uso fácil contra aviões comerciais, podem cair em mãos de terroristas diante dos "descaminhos" políticos da Bolívia e da Nicarágua. A preocupação com a Bolívia é grande e conhecida, e na Nicarágua os sandinistas podem voltar ao poder.

A idéia de um conflito "potencial" com a Venezuela seria parte, segundo Arkin, de "ampla avaliação estratégica" das ameaças que os EUA poderão sofrer no pós-Guerra do Iraque. O Pentágono já estaria procurando, portanto, "vislumbrar" o que virá depois da carnificina iraquiana. Foram selecionadas ameaças com origem em três grupos de países. Na cabeça ficaram Irã e Coréia do Norte com seus programas nucleares. Tendo em vista os últimos acontecimentos no Irã, deve fortalecer-se entre os neoconservadores de Bush a convicção de que, em última instância, será necessário o uso de força.

Numa segunda linha foi colocada a China, "competidor em ascensão" e "ameaça futura". Venezuela e Síria, relacionadas como "rogue nations", vêm em terceiro lugar. No jargão diplomático americano essa definição se aplica a Estados párias, não-confiáveis e não-controláveis. Os EUA "cubanizam" as relações com a Venezuela, é o que avalia especialista do Conselho de Relações Exteriores, no qual pontifica a elite acadêmica do leste (sobretudo de Nova York) dos EUA. O curso é mesmo de colisão, parece ser a convicção de Arkin. Por estar próxima, a Venezuela pode até ser catalogada como "ameaça à segurança interna" dos EUA.

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EE.UU. vetará que España venda aviones con su tecnología a Hugo Chávez
http://www.defesanet.com.br/intel/crise_al_38.htm

EUA impedem que Israel venda tecnologia bélica para a Venezuela
http://www.defesanet.com.br/intel/crise_al_40.htm

Os Militares na Visão de Hugo Chávez
http://www.defesanet.com.br/intel/fsmchavez2/

Para as declarações de Hugo Chávez no Fórum Social Mundial acesse:

Os Militares Latino-Americanos por Hugo Chávez - Artigo de Kaiser Konrad para Defesa@Net - 01 fevereiro 2005
http://www.defesanet.com.br/intel/fsmchavez

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