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Foto 1 - M-3A3 Lee em desfile em 25 de janeiro de 1943, na Avenida São João em São Paulo. Foi a primeira aparição pública no Brasil: os veículos tinham acabado de chegar e sequer tinham as insígnias do Exército pintados. As vigias do condutor vinham equipadas com pára-brisas, que posteriormente foram retirados. Foto revista "O Cruzeiro";


Foto 2 - M-3A3 Lee abrigados no 2º BCC. Pela ausência de insígnias, acredita-se que a foto seja de 1943. Foto: via coleção Eduardo J.J. Coelho;

Foto 3 - Integrantes do 2º BCC, com um Carro de Combate Médio Lee no fundo, à direita (data desconhecida) Foto: via coleção Eduardo J.J. Coelho;

Foto 4 - M-3A3 em desfile no Rio de Janeiro em 7 de setembro 1944. Já ostentavam a insígnia do Exército Brasileiro; e a vigia do condutor ainda está equipada com pára-brisas. O artilheiro do canhão de 75mm porta uma submetralhadora M1928 Thompson, armamento padrão do veículo. Foto: Revista "O Cruzeiro";

Foto 5 - Coluna de pelo menos 15 M-3A3 no desfile de 7 de setembro de 1947 na Av. Presidente Vargas, Rio de Janeiro. Já ostentavam o emblema do Cruzeiro do Sul em três lados da torre. Foto: Revista "O Cruzeiro";

Foto 6 - M-3A3 utilizado para transportar os restos mortais do Duque de Caxias quando o Panteão do Patrono do Exército Brasileiro foi inaugurado em 1949, no Rio de Janeiro. Para este evento, a torre do canhão de 37mm foi retirada para transportar a urna fúnebre, consequentemente uma nova insígnia nacional foi pintada na parte frontal. Pelas marcas deixadas pelas esteiras no asfalto dá para se ter uma idéia do peso do M-3. Foto: Jean Manzon - Revista "O Cruzeiro";

Foto 7 - Coluna de M-3A3 no desfile de 7 de Setembro de 1958, no Rio de Janeiro. Foto: Revista "Manchete";

Foto 8 - Dois M-3A3 em desfile no Rio de Janeiro. Data desconhecida. Foto: Indalécio Wanderley;

Foto 9 - Desfile de uma coluna de M-3A3 no dia 7 de setembro de 1960, no Rio de Janeiro. Foto: via Adler Homero Fonseca de Castro;

Foto 10 - M-3A3 utilizado como gate guard na entrada do 13º R C Mec em Pirassununga (SP), em outubro de 2005. Foto: Alfredo André Tassara;

Foto 11 - M-3A3 preservado no Museu Militar Conde de Linhares, no Rio de Janeiro, sem o contrapeso do canhão de 75mm. Julho de 2006. Foto: Hélio Higuchi;

Foto 12 - M-3A5 preservado na Praça Presidente Antonio Carlos, em Juiz de Fora (MG). O M-3A5 diferia do M-3A3 pela blindagem inteiramente fixada por rebites. Este exemplar também teve o contrapeso do canhão de 75mm retirado.
Foto: Expedito Carlos Stephani Bastos, via Adler Homero Fonseca;

Foto 13 - M-3A3 "preservado" na Praça do Ex-Combatente, em São Gonçalo (RJ), em julho de 2006. É necessário retirar esta raridade do local para protegê-la dos vândalos. Foto: Hélio Higuchi;

Foto 14 - Recuperador M-31 Lee do exército argentino, preservado no Museo Histórico del Ejército, em Ciudadela, província de Buenos Aires, Argentina, abril de 2006. A Argentina recebeu entre 2 a 4 unidades, dependendo da fonte consultada, a partir de 1946. Foto: Hélio Higuchi;

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História Militar
Carros de Combate

Defesanet 16 Setembro 2006

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O Carro de Combate Médio M-3 Lee/Grant no Brasil

Hélio Higuchi
Paulo Roberto Bastos Junior

Introdução

Desde o fim da I Guerra Mundial, o Congresso dos Estados Unidos vinha reduzindo drasticamente a verba destinada a despesas militares. Consequentemente, o desenvolvimento da tecnologia bélica norte-americana estava defasado em relação ao das potências européias.

Fiel à filosofia tradicionalista da época, o Exército dos EUA ainda dava grande importância à cavalaria hipomóvel e relegava o blindado de combate, à função de apoio à infantaria. Isso levou o país a fabricar apenas 35 unidades deste tipo de veículo no período de 1920 a 1935. Estava então em desenvolvimento o carro de combate médio T-5, modificado a partir do carro de combate leve M-2, cuja grande novidade era uma suspensão tipo VVSS (Volute Vertical Spring Suspension), a qual se constituía de truques (bogies) sustentados por duas rodas, pivotados num braço e amortecidos por um par de molas transversais. Entretanto, como devessem apenas apoiar a infantaria, esses veículos eram munidos de armamento leve -- uma torre giratória com um canhão de 37mm e oito metralhadoras .30. Quatro dessas metralhadoras eram operadas internamente e, apesar de fixas, tinham seus canos instalados sobre esferas móveis, o que permitia atirar em várias direções.

Foi somente com a ameaça de uma guerra de grandes proporções, no final da década de 30, que os EUA tomaram consciência da necessidade de possuir armas modernas. A Blitzkrieg e as Divisões Panzer do Exército alemão logo mostraram quão obsoleta eram as táticas militares vigentes, e tornou-se clara a necessidade urgente de se projetar um tanque mais moderno. Foi nesse cenário que nasceu o M-3.

Desenvolvimento e produção do M-3

Era imprescindível que se projetasse um veículo capaz de ser equipado com um canhão de 75mm, tal qual o alemão Pz.Kpfw IV ou o francês Char B1-bis.

Entretanto, os EUA ainda não dispunham de tecnologia para desenvolver uma torre giratória fundida que pudesse comportar um canhão desse calibre. Em 1939, ainda no desenvolvimento do projeto do T-5, foi instalado experimentalmente um obuseiro de 75mm em um T-5 Phase III, criando-se assim o obuseiro autopropulsado T-5E2. Apesar de o programa não ter avançado, no ano seguinte idealizou-se uma versão deste blindado equipado com um canhão M1987 de 75mm (40 calibres) no compartimento direito do chassi (casco), tal qual o modelo francês Char B1. Esse veículo foi denominado M-3 Medium Tank.

Uma primeira modificação foi o encurtamento do cano do canhão para 31 calibres, pois o comprimento da peça dificultava as manobras do blindado. O novo canhão, chamado M2, apresentava pequeno ângulo variável de tiro (15º para cada lado na transversal e ângulo vertical de -9º a +20º) e uma redução considerável da velocidade dos projéteis. Instalou-se depois, na parte superior, uma torre giratória de 360º com um canhão M5 de 37mm, deslocado para o lado esquerdo para contrabalançar o canhão de 75mm.

Assim, o M-3 acabou sendo o primeiro blindado americano a possuir uma torre com giro motorizado. Para que os dois canhões pudessem manter a trajetória com o carro de combate em movimento, foi instalado um giro-estabilizador; para compensá-lo, colocaram-se contrapesos destacáveis na boca do canhão de 75mm e em baixo do de 37mm. Nos modelos mais modernos, foi adotado o canhão M3 de 75mm mais longo (40 calibres), como originalmente projetado, e sem a necessidade de se valer do contrapeso.

Além dos canhões, os M-3 foram equipados com quatro metralhadoras .30: duas delas fixas no casco dianteiro (acionados pelo motorista), uma coaxial ao canhão de 37mm e uma antiaérea instalada numa cúpula sobre a torre.

A concepção da carroceria e da suspensão era a mesma do T-5, apenas de maior tamanho para poder suportar o aumento de peso e de dimensões. A motorização original consistia num Wright Continental R-975-EC2 radial a gasolina, refrigerado a ar, desenvolvendo 340 CV, mas devido à escassez também foram utilizados o motor diesel Guiberson T-1400-2, e vários sistemas multimotores, chamados de multibank, como o conjunto de dois motores de ônibus diesel General Motors 6-71, e até mesmo cinco motores Chrysler A-57. Deve-se ter em mente a enorme dificuldade em se operar e manter esses motores combinados.

O resultado foi um veículo pesado para a época, de 27 a 31 toneladas, de perfil extremamente alto, com uma tripulação de 6 homens.

Até o início da década de 40 os blindados estadunidenses eram fabricados em Rock Island Arsenal, e a demanda urgente de uma quantidade maciça de blindados foi resolvida através da produção do M-3 em várias fábricas, a maioria delas de material ferroviário. Assim, foram acionadas as linhas de montagem das indústrias American Locomotive Company, Baldwin Locomotive Company, Detroit Tank Arsenal, Pressed Steel e Pullman Standard Car Company.

Em junho de 1940, após a retirada de Dunquerque, o Reino Unido enviou uma missão militar aos EUA com o objetivo de encomendar, urgentemente, a produção de um blindado que atendesse suas necessidades. Porém, como os EUA também estavam então mobilizados para atualizar seu próprio equipamento militar, não tinham como atender um pedido específico do Reino Unido. Tudo o que poderiam oferecer, além do carro de combate leve Stuart, era o carro de combate médio M-3, cuja produção havia sido iniciada. Os britânicos não gostaram do M-3, principalmente devido ao perfil alto; mas, sem alternativas, solicitaram algumas modificações nele, principalmente na torre do canhão de 37mm. O modelo de exportação para o Reino Unido, além de eliminar a cúpula da metralhadora antiaérea, possuía uma torre de perfil mais baixo e mais espaçosa para comportar o equipamento de rádio, acionado pelo comandante da viatura. No modelo original, o rádio ficava dentro da superestrutura e era operado pelo motorista.

Os britânicos batizaram os M-3 de torre modificada de Grant, e os modelos com torre norte-americana de Lee: assim homenageavam os dois generais rivais da Guerra da Secessão dos EUA. Curiosamente, esses nomes nunca foram adotados pelos americanos, que chamava todos os modelos indistintamente apenas de Tanque Médio
M-3. Até que fossem assinados os termos do acordo de lend-lease, todos os equipamentos vendidos aos britânicos foram pagos em dinheiro assim que saíam das fábricas, e até outubro de 1942, pelo menos 600 Grants haviam sido entregues.

A linha de produção dos M-3 durou pouco (de janeiro de 1941 a dezembro de 1942), tendo sido produzidos 6.258 veículos. A produção foi marcada por inúmeros contratempos, desde a escassez de motores -- o que exigiu modificações no projeto para poder adaptar o tanque aos motores disponíveis no mercado -- até o fato de alguns veículos saírem incompletos da fábrica (sem os canhões de 75mm ou sem a torre do canhão de 37mm) por absoluta falta de material. O M-3 foi fruto de uma época em que o parque industrial dos EUA se desdobrava para poder se adequar aos tempos de guerra. A luta contra o tempo não permitia preciosismos que garantissem produtos de melhor qualidade. Pouco tempo, depois um novo projeto saiu das pranchetas - um blindado sobre o mesmo chassi do M-3, mas que finalmente tinha uma torre giratória equipada com um canhão de 75 mm: era o M-4 Sherman.

O M-3 em combate

A chegada dos M-3 Grant na campanha do deserto africano foi muito bem vinda: pela primeira vez, os britânicos passaram a contar com equipamento que permitisse fazer frente aos modernos blindados alemães. O batismo de fogo foi em 1942, na batalha de Gazala, operados pelo 8º Exército Britânico. Ao contrário dos estadunidenses, que somente concebiam os carros de combate como apoio à infantaria, os britânicos já adotavam táticas de confronto entre blindados. O canhão de 75mm era muito mais eficiente que aqueles utilizados anteriormente, e a munição de alto poder explosivo neutralizava com eficácia as baterias de canhões antitanque dos alemães. Porém, o Grant tinha muitos problemas, a grande maioria dos quais devido à inexperiência dos EUA na fabricação de um carro de combate desse porte:

- A disponibilidade de dois canhões, se por um lado permitia atirar para dois alvos simultaneamente, confundia o comandante do veículo que não sabia qual dos alvos enquadrar;
- O perfil alto favorecia a visibilidade do comandante, mas o tornava um alvo fácil;
- Muitos M-3 foram produzidos com chapas de blindagem fixada com rebites. Quando o veículo era atingido por armas leves, os rebites ricocheteavam dentro da cabine, ferindo os tripulantes. Posteriormente, esse defeito foi sanado soldando-se os rebites, ou fabricando versões com chapas soldadas;
- Os M-3 possuíam duas escotilhas localizadas nas laterais que enfraqueciam a blindagem. Posteriormente, essas escotilhas foram suprimidas e substituídas por um alçapão no piso;
- A falta de ventilação intoxicava os tripulantes a cada tiro disparado. Nos modelos mais novos, foram instaladas mais vigias de ventilação forçada.

As perdas foram altas, mas os M-3 Grant foram decisivos na luta contra o Marechal-de-Campo Erwin Rommel, permitindo resistir até a chegada dos esperados M-4 Sherman.

Os americanos, que também combateram com os M-3 Lee na Tunísia, igualmente tiveram pesadas baixas, devidas mais à falta de experiência em combate de blindados do que a defeitos do veículo. Os M-3 foram bem sucedidos nas campanhas da Birmânia contra os japoneses, aonde não encontraram fortes oponentes, pois os blindados japoneses eram muito inferiores e para os combates na floresta a altura do M-3 era mais uma qualidade do que defeito.

A União Soviética também utilizou os M-3 em quantidades expressivas até a chegada dos T-34, e alguns deles foram capturados pelos alemães e utilizados em combate.

Com a vinda dos M-4 Sherman, os M-3 foram rapidamente deslocados para a segunda linha, sendo utilizados principalmente para treinamento. Aproveitando a grande quantidade de veículos disponíveis, foram desenvolvidas várias adaptações, como o obuseiro autopropulsado de 105mm M-7 Priest, o canhão autopropulsado de 155mm M-12, o veículo recuperador M-31 e diversos outros.

Além dos Estados Unidos, Reino Unido e URSS, o M-3 foi utilizado também pela Austrália, Canadá, França, Índia. A Argentina empregou somente as versões M-7 e M-31 sendo recebidos após a II Guerra Mundial (Foto 14), sendo o Brasil de fato o único país latino-americano a utilizar os M-3 Lee.

O Brasil recebe carros de combate dos Estados Unidos

Desde o início das hostilidades na Europa, os Estados Unidos se preocuparam em não permitir que os países do Eixo tivessem bases no continente americano. Através de tratados de não-agressão e defesa mútua, persuadiram muitos países latino-americanos a alinharem com os Aliados. Evidentemente, o Brasil foi tratado de forma especial pela sua localização estratégica, que possibilitava o envio rápido de tropas e material à África e Europa, tornando-se o maior aliado da América do Sul.

Vários países latino-americanos solicitavam armas modernas para poderem defender seu território, mas os EUA sistematicamente recusavam os pedidos. Todo o esforço de guerra norte-americano estava concentrado na defesa de seu território e no envio de armas para a Europa. Além do mais, os países latinos não tinham verba para aquisição.

A assinatura do Lend-Lease Act (Fundo de Empréstimo e Arrendamento), possibilitou o fornecimento de material bélico a estes países. Entretanto, excetuando-se o Chile e o Brasil, o fornecimento foi limitado a aviões de treinamento e transporte, e armas leves.

Os EUA solicitaram permissão para que suas forças pudessem utilizar portos e aeroportos em território brasileiro. Em troca, ofereceram a construção de aeroportos, modernização de portos e fornecimento de material bélico.

A Argentina, que na época era uma das potências da América do Sul, preferiu manter a neutralidade ao invés de se alinhar com os EUA. A razão era simples: por ser um país agrícola, exportava alimentos para os dois lados. As Forças Armadas argentinas tinham equipamento moderno, principalmente a aviação, com bombardeiros Martin B-10 e caças Curtiss Hawk 75. O exército argentino planejava projetar um carro de combate médio moderno, fato que realmente ocorreu a partir de 1943, com o DL43 Nahuel. Essa política de não-alinhamento e seu poderio em relação aos vizinhos inquietava os EUA.

O Exército Brasileiro também tinha interesse em modernizar seus equipamentos. Em junho de 1939, através do então Chefe do Estado-Maior do Exército, Gen. Pedro de Góes Monteiro, solicitou-se aos EUA, dentre vários equipamentos, o fornecimento de 41 blindados modernos. Somente em maio de 1941, os Estados Unidos concordaram em fornecer os primeiros carros de combate, que foram pagos em dinheiro. Tratavam-se de dez M-3 Stuart, que juntamente com dez M-3A1 White Scout Car e 176 utilitários, foram entregues no fim do mês de julho para serem mostrados ao público do Rio de Janeiro no desfile militar de Sete de Setembro daquele ano. Durante a vigência do acordo de Lend-Lease, o Brasil insistiu em receber armamento mais moderno, e até o fim de 1942 foi contemplado com material bélico no valor de US$ 200 milhões, o que incluía cem blindados médios M-3 Lee e M-4 Sherman. Cabe esclarecer que o Brasil foi o único país latino-americano a receber blindados médios durante a guerra. Os EUA relutavam em ceder esse tipo de veículo, pois necessitavam dele em suas próprias Forças Armadas. Os M-3 chegaram ao Brasil no final de 1942.

Após a tomada de posição pró-Aliados do Governo Vargas, o Brasil viu-se obrigado a ocupar e defender a Região Nordeste de forma mais ativa, devido à sua grande importância estratégica e ao receio de uma possível invasão do continente americano pelas forças do Eixo. Em 1941 foi criada em Natal, Rio Grande do Norte, a Base Aérea de Parnamirim (Parnamirim Field), cujo objetivo era possibilitar o envio de equipamentos e suprimentos ao continente europeu, passando pelo norte da África. Por estar localizada no ponto extremo oriental da América do Sul, Natal possibilitava um vôo sem escalas a Dacar, no Senegal, ponto extremo ocidental da África. Com isso, o Nordeste brasileiro tornava-se um alvo ainda mais tentador ao inimigo.

Os Estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte pertenciam à 7ª Região Militar (7ª RM), e durante toda a Segunda Guerra Mundial recebeu especial atenção. Para melhor defender a região, em 6 de outubro de 1942, foi criado em Recife o1º Batalhão de Carros de Combate Leve (1º BCCL), através da junção da 1ª e 2ª Companhias Independentes de Carros de Combates Leve, respectivamente oriundas de Natal e do Distrito Federal (então no Rio de Janeiro). No final de 1942, esta unidade recebeu uma Companhia de Carros de Combate Médios, equipada com os M-3 Lee recém chegados do porto de Natal, e mudou sua nomenclatura para 1º Batalhão de Carros de Combate (1º BCC), tornando-se assim a primeira unidade a utilizar esses blindados no Brasil.

Nessa mesma época, em janeiro de 1943, foi criado na cidade do Rio de Janeiro (DF) o 2° BCC, formado por uma Companhia de Carros de Combate Médios e duas Companhias de Carros de Combate Leve, equipados com M-3A3/A5 Lee e M-3/M-3A1 Stuart. Por serem os primeiros os carros de combate mais poderosos de toda a América Latina, e como eles não puderam chegar a tempo de participar dos desfiles do Dia da Pátria de 1942, o Governo providenciou para que fossem desembarcados no porto de Santos (São Paulo) somente para poder apresentar num impressionante desfile militar em São Paulo no dia do aniversário da cidade, 25 de janeiro de 1943. Neste desfile houve a participação de cerca de cem blindados M-3 Lee e M-3A1 Stuart (Foto 1), ante a presença do Presidente Getulio Vargas e do Ministro da Guerra Gen. Eurico Gaspar Dutra.

Como os carros de combate tinham acabado de chegar, não ostentavam sequer as insígnias do Exército Brasileiro. Em seguida, os veículos foram embarcados para o Rio de Janeiro, onde receberam o emblema nacional. O 2º BCC foi finalmente instalado e organizado em seu quartel; mas no dia 3 de abril, as Companhias de M-3A1 Stuart foram enviadas por terra a Natal a fim de apoiar o 1º BCC na defesa da 7ª RM, ficando aquartelados ali até dezembro de 1944.

Em 1944, após a definição da situação da guerra no norte da África, o Exército transferiu o 1º e o 2º BCC para o interior do Estado de São Paulo. As sedes escolhidas foram Pindamonhangaba e Caçapava, respectivamente, e os veículos foram embarcados nos navios "Almirante Jaceguay" e "Santarém", com destino ao porto do Rio de Janeiro. Ao chegarem, constatou-se a impossibilidade de se despachar os M-3 Lee por ferrovia até as cidades paulistas devida às limitações dos gabaritos dos túneis da linha férrea da Central do Brasil. Somente os Stuart foram despachados e, por se equiparem assim apenas com Carros de Combate Leves, os batalhões foram re-denominados 1º e 2º Batalhão de Carros de Combate Leve (BCCL).

No Rio de Janeiro, o 1º BCC recebeu os Carros de Combate Médios Sherman, que equipou três Companhias. O 2º BCC ficou inicialmente com duas Companhias de M-3 Lee e uma de M-3/M-3A1 Stuart.

Servindo no 2º Batalhão de Carros de Combate

Em 1945, o 2º BCC era sediado em Marechal Deodoro, no Rio de Janeiro (DF), e composto de duas Companhias de Carros de Combate Médios, uma Companhia de Carros de Combate Leve, e uma Companhia de Manutenção.

Como equipamento motomecanizado, o 2º BCC recebeu inicialmente:
- 32 Carros de Combate Médios M-3A3 Lee;
- 16 Carros de Combate Médios M-3A5 Lee;
- 01 Carro de Combate Leve M-3 Stuart (matrícula EB-11 489);
- 12 Carros de Combate Leves M-3A1 Stuart (matrículas EB-11 234 a EB-11 250);
- 03 Carros Blindados Meia-lagarta M-5 (matrículas EB-10 144 a EB-10 146);
- 30 Transportes Studebaker de 2 ½ toneladas 6x6 (matrículas EB-21 4890 a EB-21 4919);
- 09 Transportes Chevrolet de 1 ½ toneladas 4x4 (matrículas EB-21 4881 a EB-21 4889);

Até 1946, os M-3 Lee não possuíam número de matrícula do Exército Brasileiro, tendo sido cadastrados somente os seus números de fabricação (Foto 4).

Em 1947, o 2º BCC foi re-equipado, adicionando-se mais uma Companhia de Carros de Combate Médios, passando então a contar com a seguinte composição e respectivos equipamentos:

Companhia Comando
- 03 Carros de Combate Médios M-3 Lee (matrículas EB-11 297, 299 e 318);
- 03 Carros Blindados Meia-lagarta M-5 (matrículas EB-10 144,145 e 146);
- 07 Transportes N/E Jeep ¼ tonelada 4x4 (matrículas EB-21 7358, 7362, 7363, 7365, 7366, 7367, 7368);
- 01 Transporte Dodge Commando ¾ toneladas 4x4 (matrícula EB-20 556);
- 03 Transportes Chevrolet de 1 ½ toneladas 4x4 (matrículas EB-21 4886, 4887 e 4888);
- 02 Transportes Studebaker de 2 ½ toneladas 6x6 (matrículas EB-21 4905 e EB-21 411).

1ª Companhia de Carros de Combate Médios (1º CCM)
- 16 Carros de Combate Médios M-3 Lee (matrículas EB-11 268, 269, 270, 271, 272, 273, 274, 275, 278, 279, 282, 284, 285, 286, 288 e 295).

2ª Companhia de Carros de Combate Médios (2º CCM)
- 17 Carros de Combate Médios M-3 Lee (matrículas EB-11 290, 293, 298, 301, 302, 303, 304, 305, 306, 307, 308, 309, 310, 311, 314, 315 e 316).

3ª Companhia de Carros de Combate Médios (3º CCM)
- 16 Carros de Combate Médios M-3 Lee (matrículas EB-11-276, 277, 281, 283, 287, 289, 291, 292, 294, 296, 300, 312, 313, 317, 319 e 320).

Companhia de Carros de Combate Leves (CCL)
- 01 Carro de Combate Leve M-3 Stuart (matrícula EB-11 489);
- 16 Carros de Combate Leves M-3A1 Stuart (matrículas EB-11 234, 235, 236, 237, 238, 239, 240, 241, 242, 243, 244, 245, 246, 247, 249 e 250).

Companhia de Serviço
- 17 Transportes Studebaker de 2 ½ toneladas 6x6 (matrículas EB-21 4893, 4897, 4898, 4899, 4901, 4902, 4903, 4904, 4906, 4907, 4908, 4909, 4910, 4913, 4914, 4916 e 4917);
- 02 Transportes Caminhonete (matrículas EB-21 1339 e 6247);
- 01 Ambulância (matrícula EB-22 402);
- 01 Cisterna 750 galões 2 ½ toneladas 6x6 (matrícula EB-22 410);
- 01 Socorro Pesado Ward-La France M1A1 10 toneladas 6x6 (matrícula EB-22 548).

Através do testemunho dos Cels. Lannes de Souza Camenha e Agricio de Faria Pimentel, ambos reformados, que em 1946 foram Comandantes de Companhia no 2º BCC, pudemos descobrir alguns aspectos operacionais destes veículos, como o fato dos M-3 Lee praticamente não trem participado de manobras militares. O treinamento de condução e de tiro era realizado no Campo de Gericinó.

Apesar de bem conservados, os Lee apresentavam certas características que dificultavam sua operação:

- A ausência de periscópio nos modelos brasileiros e miras óticas para os canhões obrigavam a atirar primeiro com a metralhadora coaxial para calibrar o tiro, ou mesmo a mirar através do cano do canhão;
- Era necessário abrir todas as escotilhas sempre que se atirava com os canhões, pois o odor de nitrato que os cartuchos usados exalavam era forte;
- O sistema de rádio era deficiente, dificultando a comunicação entre o pelotão;
- Os instrumentos do painel não eram confiáveis, e foram sanados informalmente in loco através de técnicos da fábrica de lentes D.F. Vasconcelos;
- Os dois motores diesel General Motors eram muito difíceis de sincronizar. Embora os próprios técnicos americanos reconhecessem essa dificuldade, haviam dois mecânicos do 2º BCC que eram exímios em executar a sincronização.

Evidentemente, o Exército preferia o M-4 Sherman do 1º BCC, um veículo mais moderno e confiável. Mesmo assim, os M-3 Lee permaneceram em serviço durante as décadas seguintes, participando de paradas militares até pelo menos o ano de 1960, quando dezenas deles ainda desfilavam (Foto 9). O porte alto e os dois canhões impressionavam o público e a imprensa.

No inicio da década de 1960, a sede do 2º BCC foi transferida para a cidade de Valença (RJ) e, em 1966, os Lee vão sendo gradualmente substituídos com a incorporação de mais 40 blindados leves M-3A1 Stuart. Em 1969 havia pelo menos um M-3 Lee (EB-11 273) ainda em serviço. Em 1972, o 2º BCC foi rebatizado 2º Regimento de Carros de Combate (2º RCC), e no ano seguinte a sua sede foi transferida para a cidade de Pirassununga (SP). Entretanto, quando lá se instalaram, os M-3 Lee não estavam mais em operação.

A atividade mais recente de que obtivemos foi a remessa de um M-3 Lee para um museu dos EUA em 1973. A ação foi sancionada pelo Cel. Agricio Pimentel quando servia como Chefe de Gabinete da Diretoria de Motomecanização em Brasília. Segundo ele, ainda haviam então alguns veículos deste modelo no Parque de Material Bélico do Rio de Janeiro.

Segundo o livro "M3 Lee/Grant Médium Tank 1941-45" de Steven J. Zaloga, um M-3A5 do Exército Brasileiro teria sido repotenciado com um motor Continental à gasolina, e posteriormente doado ao Paraguai. Não pudemos confirmar a informação sobre a troca do motor, mas sabe-se que o Paraguai nunca recebeu qualquer M-3 Lee do Brasil.

Quantos M-3 Lee vieram?

Não foi possível apurar a quantidade exata de M-3 Lee recebidos pelo Exército Brasileiro. A bibliografia consultada discorda sobre esse número:

- Em "M3 Lee/Grant Medium Tank 1941-45", o autor Steven J Zaloga cita duas fontes, uma informando que o Brasil recebeu 96 veículos (75 em 1942 e 21 em 1943), e a outra registrando um total de 104 veículos recebidos;
- Terry J. Gander, em "Tanks in Detail - Médium Tank M-3 to M3A5 General Lee/Grant", também cita o recebimento de 104 blindados médios (medium tanks);
- Adrian J. English, em "Armed Forces of Latin America", menciona o recebimento pelo Brasil de vinte M-3 Lee e sessenta M-4 Sherman;
- No site oficial do Exército Brasileiro consta que o Brasil teria recebido aproximadamente trinta M-3 Lee e oitenta M-4 Sherman.

Constatamos a utilização de pelo menos 53 M-3 Lee (matrículas EB-11 268 a 320) no
2º BCC, deste total pelo menos 33 eram do modelo M-3A3 e16 do modelo M-3A5. Entretanto, este pode não ter sido o total recebido pelo Exército Brasileiro, pois alguns exemplares adicionais podem ter sido destinados diretamente para a Escola de Motomecanização para estudos.

O modelo recebido pelo Brasil

Equivocadamente, o Exército Brasileiro utilizou a designação Grant para os M-3 recebidos. Como explicado anteriormente, este nome foi adotado para os M-3 com torre do canhão 37mm de modelo inglês. Os modelos recebidos pelo Brasil eram equipados com a torre norte-americana e, portanto, seriam os Lee.

Vieram os modelos M-3A3 e M-3A5, que possuíam as seguintes características:

M-3A3
Fabricação Baldwin Locomotive Company (entre março a dezembro de 1942)
Motorização 2 motores diesel, 2 tempos, General Motors 6046/71, de 420hp
Autonomia 257 km (capacidade do tanque de combustível de150 galões)
Blindagem Frontal 50,8mm / Lateral e Traseiro 38mm
Armamento 1 Canhão M2 de 75mm (C/31) com contrapeso na boca, 1 Canhão M5 (C/50) ou M6 (C/54) de 37mm, instalado na torre giratória;
2 metralhadoras M1919A4 .30, sendo uma coaxial ao canhão de 37mm e outra antiaérea instalada numa cúpula giratória acima da torre;
1 submetralhadora M1928 Thompson de calibre .45
Tripulação 6 homens: comandante, artilheiro e municiador do canhão de 37mm na torre e motorista, municiador e artilheiro na superestrutura.
Dimensões Peso
Comprimento
Largura
Altura
25.577 kg;
5,64 m;
2,72 m;
3,124 m;
Características externas Blindagem com chapas soldadas e algumas partes com rebites;
  Desprovidos de escotilhas laterais, conservando apenas uma vigia que pertencia á escotilha do lado direito;
  Alçapão de emergência no piso.

M-3A5
Semelhante aos M-3A3, diferindo somente quanto ao peso (29.030 kg), tanque de combustível maior (175 galões) para compensar o peso extra, e ao fato de que, externamente, a blindagem era inteiramente fixada com rebites.

M-3 Lee preservados no Brasil

Felizmente, alguns M-3 foram preservados, e temos informações sobre as seguintes localizações:

- O 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado, em Pirassununga (SP): possui um M-3A3 no Portão das Armas como lembrança dos tempos do 2º BCC (Foto 10);
- A Academia Militar de Agulhas Negras, em Resende (RJ): possui dois M-3A3;
- A Escola de Material Bélico, no Rio de Janeiro (RJ) possui um M-3A5;
- O Museu Militar Conde de Linhares, no Rio de Janeiro: possui um M-3A3 ao qual falta o contrapeso na boca do canhão de 75mm (Foto 11);
- O Parque Regional de Manutenção da 1ª Região Militar, no Rio de Janeiro, possui dois veículos na entrada;
- Na Praça Presidente Antônio Carlos, em Juiz de Fora (MG), há um M-3A5 em exposição, bem próximo à entrada do 4º Depósito de Suprimentos, que está sem o contrapeso na boca do canhão de 75mm e foi repintado com o atual padrão de camuflagem dos veículos do Exército (Foto 12);
- Na Praça do Ex-Combatente, em São Gonçalo (RJ), há um M-3A3 em exposição. Este veículo foi colocado ali no inicio da década de 1970 e encontra-se em péssimo estado, à mercê de vândalos que o picharam. Urge retomá-lo e colocá-lo em local mais seguro (Foto 13);

Curiosidades

O M-3 Lee, apesar de pouco conhecido, foi protagonista de destaque em pelo menos dois grandes filmes de Hollywood: "Sahara", de 1943, dirigido por Zoltan Korda e estrelado por Humphrey Bogart, e "1941", dirigido por Steven Spielberg em 1979.

M
esmo com todas as deficiências, os M-3 serão sempre lembrados, tendo contribuído de forma decisiva para o esforço de guerra dos Aliados na II Guerra Mundial.

Agradecimentos

Os autores agradecem às pessoas abaixo citadas pela paciência e atenção com que nos ajudaram e tornaram possível este artigo:

- Cel. Ricardo Herce Aizcorbe, da Divisão de Apoio Operacional do II Comando Militar do Sudeste, em São Paulo/SP;
- Cel. R/R Lannes de Souza Camenha;
- Cel. R/R Agricio de Faria Pimentel;
- Cel. R/1 Leonardo Andrade, diretor do Museu Militar Conde de Linhares, no Rio de Janeiro/RJ;
- Ten.Cel. Paulo Antonio Brignol Pacheco, Comandante do 13º R C Mec, em Pirassununga/SP;
- Cap. José Corrêa Martins, Chefe da Divisão de História da AHEx, no Rio de Janeiro;
- 1º Ten Cristian Silva Hübble, Adjunto da 2ª Seção do 13º R C Mec, em Pirassununga/SP;
- 2º Ten. Gleide Cristina dos Santos Claudino, Chefe do Setor de Iconografia do AHEx no Rio de Janeiro/RJ;
- Adler Homero Fonseca de Castro, pesquisador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no Rio de Janeiro/RJ;
- Alfredo André Tassara, advogado e pesquisador de assuntos militares;
- Eduardo J. J. Coelho, pesquisador da Sociedade de Pesquisa para Memória do Trem;
- Horácio Higuchi - Revisão do Texto;
- Ulisses Castanhera Monteiro - Ilustração;
- Sebo Jovem Guarda, em São Paulo/SP.

Bibliografia

ALVES, J V Portella F. Os Blindados Através dos Séculos. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1964.
CONN, Stetson; FAIRCHILD, Byron. The Western Hemisphere - The Framework of Hemisphere Defense. Washington: Center of Military History United States Army, 1960.
DUARTE, Pedro de Queiroz. O Nordeste na II Guerra Mundial - Antecedentes e Ocupação. Rio de Janeiro:Editora Record, 1971.
ELLIS, Chris; CHAMBERLAIN, Peter. M-3 Medium (Lee/Grant). London: Profile Publications, 1969.
ENGLISH, Adrian J. Armed Forces of Latin America -Their Histories, Development, Present Strenght and Military Potential . London: Jane's Publishing Company Limited, 1984.
GANDER, Terry J. Tanks in Detail - Medium Tank M3 to M3A5 General Lee/Grant. London: Ian Allan Publishing, 2003.
MESKO, Jim; GREER, Don. M-3 Lee/Grant in Action. Carrollton, USA: Squadron/Signal, 1995.
SIGAL FOGLIANI, Ricardo Jorge. Nahuel DL 43 - Tanques Argentinos (desde sus origenes hasta 1960). Buenos Aires: Editora Dunken, 2004.
ZALOGA, Steven J. M3 Lee/Grant Medium Tank 1941-45. London: Osprey Publishing, 2005.
MINISTÉRIO DA GUERRA. Manual Técnico - Características Gerais das Viaturas - Automóveis do Exército. Rio de janeiro: Estado Maior do Exército, 1947.
EXÉRCITO BRASILEIRO. Boletins Internos do 2º BCC. Vários anos.
__________________. http:// www.exercito.gov.br. Acesso em 15 set 2006.

Jornal "Folha da Manhã". São Paulo, 26/01/1943.
Revista semanal ilustrada "O Cruzeiro", várias edições.
Revista semanal ilustrada "Manchete", várias edições.
Revista mensal ilustrada "Brasil Reportagens" outubro/1944

Nota dos Autores

Devido à carência de documentação sólida sobre o assunto, este artigo pode conter incorreções. Mais informações e eventuais correções serão bem-vindos. Solicitamos entrar em contato conosco através dos seguintes e-mails:

heliohiguchi@hotmail.com
paulobastos.br@gmail.com

Ilustração

(acima) M-3A3 com a pintura utilizada em 1944. Nesta época os Lee sequer possuíam número de matricula do Exército Brasileiro, tendo somente a nomenclatura para blindados (EB11 ou apenas EB), e a insígnia nacional aplicados nos quatro lados do veículo.

Segundo o Boletim de Exército Brasileiro nº15 de 14/04/45, a partir desta data, as insígnias no M-3 (ainda a estrela verde e amarelo) foram reduzidas para 50 cm de diâmetro, e aplicados nos três lados da torre (nas laterais e na parte posterior), entretanto não encontramos qualquer fotografia para poder servir de referencia para uma ilustração.

(abaixo) M-3A3 matrícula EB-11 291 da 3ª Companhia de Carros de Combate Médios do 2º BCC em 1947. As dimensões das insígnias seguem o padrão determinado pelo Boletim do Exército Brasileiro nº15 de 14/04/45 (50 cm de diâmetro), porém substituídos pelo emblema do cruzeiro do sul.

Dica para modelistas: Para a insígnia da estrela verde e amarelo, pode-se aplicar a estrela dos aviões da FAB. Existe um decalque de autoria do pesquisador paranaense Rafael Pinheiro Machado com as insígnias do cruzeiro do sul e números de matrícula.

S
ão Paulo, 15 de setembro de 2006

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