COBERTURA ESPECIAL - Guarani - Terrestre

29 de Abril, 2009 - 23:00 ( Brasília )

Editorial - A Saga da VBTP-MR


Na LAAD foi apresentado o mock-up da Viatura Blindada de Transporte de Pessoal-Média de Rodas fruto do trabalho do grupo gerencial de projeto liderado pelo Gen Cristino.

Com o apoio da IVECO, no Brasil, e a expertise da IVECO DEFENCE, o mock-up está baseado nos Requisitos Operacionais Básicos (ROB) emitidos pelo Estado-Maior do Exército há alguns anos.

Porém, o que se viu e ouviu foi uma cacofonia partindo de fontes militares e analistas civis (agora travestidos de lobistas) de críticas e maledicências a pessoas e critérios técnicos adotados na produção do mock-up.

É evidente que o que foi apresentado não segue mais o anacrônico ROB de alguns anos, superado pela evolução do emprego da arma blindada, nos últimos conflitos internacionais. Se o Brasil tem sido feliz em não encontrar nos seus Teatros Operacionais (TOs) as mesmas dificuldades (RPG e IEDS) de outros TOs, incluindo missões de paz, nada impedirá que amanhã isso ocorra.
 

Cabe agora a dois homens realmente avançar com o projeto: ao Gen Darke Nunes, Chefe do Estado-Maior do Exército (EME) e ao Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia, Gen Augusto Heleno darem mão forte ao grupo gerencial ou definirem outros rumos.

Se foi possível desqualificar no passado desenvolvedores, como ocorreu com o Engº Odilon Lobo (Columbus) e perdermos anos no processo, agora o Exército corre o risco de passar o mesmo vexame e retrocesso que a FAB passou devido ao cancelamento do Projeto F-X1 (2005).

Não é um simples programa de desenvolvimento de uma viatura blindada, MAS A CRIAÇÃO DE UM PARQUE INDUSTRIAL CAPAZ DE PRODUZIR BLINDADOS NO BRASIL.

Não há a recuperação de memória tecnológica mas a conquista de novas fronteiras, o caso mais relevante, a conquista de capacidade de produzir chapas de aço de blindagem no país.

Esperamos do Gen Heleno e do Gen Darke, uma posição forte. Os desafios são enormes e não pode o Exército Brasileiro tropeçar em lobbies e desconhecimento técnico-peracional. Cabe ao EME, propor um Projeto Global que avance para além do Lote Piloto incluindo um Programa de Aquisição. Mire-se no que a FAB está fazendo com a EMBRAER no Projeto KC-390. Somados, os valores de desenvolvimento, testes e aquisição do Projeto VBTP-MR aproximam-se dos 3 Bilhões de Reais bancados pela FAB no desenvolvimento do novo avião de transporte. Portanto ao Exército cabe ousar.

Interessante que o avião desenvolvido para transportar a VBTP-MR, não a menciona na literatura divulgada na LAAD.

Ao Gen Cristino e equipe os cumprimentos pelo esforço realizado e pela excepcional e brilhante entrevista coletiva concedida durante a LAAD.

 



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