COBERTURA ESPECIAL - Guarani - Terrestre

03 de Novembro, 2015 - 11:15 ( Brasília )

Projeto Guarani: operacionalidade nas águas do Lago Paranoá


O Exército Brasileiro (EB) realizou, no dia 28 de outubro, no Lago Paranoá, em Brasília (DF), uma demonstração de navegabilidade com a Viatura Blindada de Transporte de Pessoal – Média de Rodas (VBTP-MR) Guarani, o novo blindado do EB, com capacidade anfíbia, de tecnologia e fabricação nacional, desenvolvido com foco na capacidade dissuasória e na modernização das Forças Armadas.

Como fruto de um dos Projetos Estratégicos do Exército, o Guarani, de uso exclusivo das Forças Armadas, tem capacidade para transportar até 11 pessoas (oito combatentes, um atirador e um piloto) e pode alcançar velocidades de 100 km/h em terra e 9 km/h na água. Além disso, possui tração 6x6, mede cerca de sete metros e custa aproximadamente R$ 3 milhões.

A demonstração de navegabilidade encerrou a programação do primeiro treinamento para motoristas de VBTP-MR, promovido pelo Comando do 3º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado (3º Esq C Mec) e direcionado aos motoristas das organizações militares que possuem o veículo anfíbio.

De acordo com o Comandante do 3º Esq C Mec, Major Matos Barboza, foram seis semanas de curso, capacitando 15 militares quanto à condução adequada do Guarani em terra e quanto a normas de segurança, maneabilidade do blindado e navegação.

“Temos a certeza de que os alunos do primeiro curso de operação do Guarani estão preparados para operar com maestria a nova família de blindados das Forças Armadas, em terra ou na água. E já adiantamos que uma nova edição do treinamento está sendo preparada para 2016”, declarou o Major Matos Barboza.

Presente na cerimônia de encerramento do curso, o Comandante da 3ª Brigada de Infantaria Motorizada, de Cristalina (GO), General de Brigada Sérgio da Costa Negraes, reforçou a importância do Guarani para o fortalecimento da capacidade operativa das Forças Armadas, para que estas continuem cumprindo suas missões e para que o Brasil mantenha sua capacidade de dissuasão. “Sabemos que a capacidade dissuasória do Brasil é fundamental para que o nosso País não perca esse cenário de paz e de respeito mútuo, e isso não se faz sem a modernização da nossa frota e sem a capacitação dos nossos homens”, enfatizou.

De acordo com Gen Negraes, o sistema utilizado nesse veículo é reconhecido internacionalmente por aliar modernização e segurança. “O Guarani já foi testado com muito sucesso no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, e, em todas as experiências promovidas pelo EB, tivemos a certeza de que é uma viatura de rodas de alta tecnologia. Por isso, o Comando da 11ª Região Militar adquiriu 16 unidades”, disse.

O poder de fogo da artilharia do Guarani é variável, podendo ser dotado de um canhão de 30mm ou metralhadoras .50 e 7,62. O veículo possui, ainda, GPS e blindagem especial antiminas terrestres (contando, também, com assentos suspensos no teto do veículo que visam diminuir os danos em caso de um impacto vindo por baixo).

Possui diversos recursos tecnológicos de primeira linha, dentre eles, o sistema automatizado de pressurização dos pneus, as suspensões independentes em cada uma rodas e o ar-condicionado com sistema de filtros contra armas químicas, biológicas e nucleares.

O novo blindado desenvolvido pelo Exército e fabricado pela Iveco veio para substituir o Urutu EE-11, veículo desenvolvido no Brasil pela extinta Engesa, na década de 1970. O Guarani é fabricado em Sete Lagoas (MG), onde sai da linha de montagem com um índice de nacionalização superior a 60%. A empresa tem capacidade para produzir até 200 blindados por ano.

Além das autoridades citadas anteriormente, também participaram da cerimônia, o Comandante do Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília, Capitão-de-Mar-e-Guerra, João Leonardo Palmeri Parente, membros do Estado-Maior do Exército e comandantes de várias organizações militares da 11ª RM.



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