COBERTURA ESPECIAL - Guarani - Terrestre

23 de Março, 2014 - 19:35 ( Brasília )

Guarani - Novas capacidade com Proteção

A viatura blindada de rodas Guarani não substituirá simplesmente o EE-11 Urutu, mas dará ao infante uma capacidade até o momento impensável.

 

Como suceder a uma geração de Veículos Blindados produzidos  no Brasil (Cascavel e Urutu),  que tornaram-se referência na classe, sucesso mundial de vendas e operados em vários continentes.

O emprego do Urutu na MINUSTAH, desde 2004, operando em regime 24/7/365, indicou que as novas demandas aos veículos blindados não seriam atendidas sem o desenvolvimento de uma nova viatura, com conceito atualizado e capaz de enfrentar  as novas ameaças, especialmente  os temidos IEDs (Artefatos Explosivos Improvisados).

Além de incrementar o conteúdo de sensores eletrônicos e elementos de Comando e Controle.  

Em 2006 o Departamento de Ciência e Tecnologia  lança o edital para as empresas nacionais e estrangeiras participarem do Projeto da Viatura Blindada de Transporte de Pessoal, Média de Rodas (VBTP-MR). Uma das empresas que se apresentaram foi a IVECO, que já tinha apresentado a viaturas Centauro 8x8 ao Exército Brasileiro.

Escolhida em Dezembro de 2007 a IVECO, o contrato é assinado pelo  Gen Darke Nunes (DCT), e Alberto Mayer representando a IVECO.

Em 2009 na LAAD é apresentado um mock-up, em tamanho original. Já na LAAD 2011 foi apresentado o protótipo, uma estrutura foi testada contra  antiminas, na Alemanha, também em 2011 e em 2012,.

Uma viatura foi apresentada na exposição de EUROSATORY 2012, junho,, um contrato de produção de 86 viaturas Guarani foi apresentado no PAC Equipamento. e  primeira unidade experimental foi entregue em Dezembro de 2012.

Em  2013 é inaugurada a fábrica da IVECO Veículos de defesa, em Sete Lagoas, MG.  O Centro de Instrução de Blindados (CIBld) recebeu um lote de viaturas para experimentações doutrinárias.

Em Março de 2014 as primeiras viaturas Guarani produzidas dentro do PAC Equipamentos serão entregues a á 15ª Bda Infantaria Mecanizada.

O Projeto Especial  Guarani
 

O Projeto GUARANI foi incluído no Escritório de Projetos Especiais do Exército (EPEx), que assim o define: tem por objetivo transformar as Organizações Militares de Infantaria Motorizada em Mecanizada e modernizar as Organizações Militares de Cavalaria Mecanizada. Para isso, estão sendo desenvolvida a Novas Família de Viaturas Blindadas de Rodas, a fim de dotar a Força Terrestre de meios para incrementar a dissuasão e a defesa do território nacional.

O Centro de Instrução de Blindados, localizado em Santa Maria (RS) em 2013, e a 15ª Brigada de Infantaria Motorizada, transformada para Mecanizada, situada em Cascavel (PR), são as Organizações Militares que primeiro receberam a VBTP-MR Guarani e onde serão realizadas as experimentações doutrinárias. O protótipo da VBTP-MR está em avaliação no Centro de Avaliações do Exército (CAEx), na cidade do Rio de Janeiro, onde é submetido a intensos testes para confirmar o atendimento dos requisitos operacionais e técnicos estabelecidos.

Há planos de uma subfamília média, com as versões de reconhecimento, de transporte de pessoal, morteiro, socorro, posto de comando, de artilharia antiaérea, central de tiro, oficina e ambulância, reconhecimento, anticarro, morteiro leve, radar, posto de comando e observação avançada.

Características Técnicas


A plataforma básica – chassi – é a versão 6x6, que, devido a sua modularidade, permite a migração, com facilidade, para uma versão 8x8, ampliando a possibilidade de obtenção de viaturas da subfamília média com diferentes versões.

Especificações Técnicas da VBTP-MR:

– transmissão automática;
– ar condicionado;
capacidade anfíbia e de operação noturna; – capacidade para 11 militares;
– velocidade elevada em estrada e em terreno variado (Max. 100 km/h);
– transportabilidade por aeronaves tipo KC-390 e  Hercules C-130;
proteção blindada STANAG 2 (munição perfurante incendiária, minas anticarro e IED);
– baixa assinatura térmica e assinatura radar;
– aviso de detecção por laser;
– capacidade de navegação por GPS ou inercial;
– baixa dependência logística e facilidade de manutenção;
– capacidade de deslocamentos a grandes distâncias (600 km de autonomia).

A complexidade tecnológica pode ser constatada nos diferentes sistemas que compõem uma viatura blindada, os quais são dotados de sofisticada tecnologia e de novos conceitos que lhe conferem modernidade, segurança e eficiência, virtudes indispensáveis no campo de batalha moderno, assimétrico e imprevisível. Seu sistema de comando e controle permitirá a aplicação do conceito de “consciência situacional” e empregará um software de gerenciamento do campo de batalha com interface com o Sistema C2 em Combate, comunicação externa sem fio, estrutura para tráfego de voz, dados e imagens, além de ser totalmente integrado à estrutura eletrônica da viatura e do sistema de armas.

O sistema de armas é apresentado em três versões de torre: manual; remotamente controlada, dotada de canhão 30 mm ou de metralhadoras; e dotada de arma de maior calibre, a ser usada na Viatura Blindada de Reconhecimento (VBR). Entre essas versões, destaca-se a torre REMAx, fabricada pela empresa ARES, localizada no município do Rio de Janeiro, em parceria com o Centro Tecnológico do Exército (CTEx), que permite o uso de metralhadora .50 ou 7,62 mm, além de quatro lançadores de granada 76 mm, sendo a primeira estação de armas remotamente controlada produzida e desenvolvida no Brasil, conferindo segurança e eficiência à guarnição da viatura, particularmente em operações urbanas. o adestramento da tropa.

Com previsão de índice de nacionalização de cerca de 90%, dualidade de emprego e modernas características técnicas, sua integração com os sistemas congêneres das demais Forças Armadas e de outros órgãos públicos possibilitará a realização de operações conjuntas e interagências em melhores condições.

A Célula de Sobrevivência
 

Uma decisão primordial tomada nas definições iniciais do projeto pelo próprio General Enzo e Gen Darke Nunes e o Ing. Pietro Borgo (IVECO Defence) de que a nova viatura teria os conceitos mais atuais em proteção.

Esta decisão fundamental tem suas penalidades no projeto, aumenta a altura do viatura, diminuiu a capacidade volumétrica útil do interior da mesma. Sobreviver no campo de batalha moderno não é somente resistir a impactos balísticos, mas aos temidos e traiçoeiros IEDs.

Mesmo que não cause a destruição do veículo, explodir 2 a 5 kg de TNT, causa uma onda de choque que  acelera em vários Gs o veículo. A experiência do Iraque e Afeganistão  mostrou que o próprio interior do veículo tornou-se uma armadilha. Cantos vivos, locais de difícil acesso e mobilidade nos interiores dos blindados tornaram o sofrimento das tropas.

Pior, é ser ferido por equipamento, ferramentas, munição, monitores, microfones ou qualquer coisa, que estiver solta ou não estar firmemente presa torna-se um objeto voador com perigo potencial às tripulações.  

Assim o Guarani tem um refinado projeto de proteção à tripulação. Com detalhes de esmerada engenharia. Os detalhes podem ser observados nas fotografias abaixo:

 

1-    O SCAFO (estrutura do veículo) é montada sob um chassi. Objetivo maior altura livre do solo, área de escape da onda de choque da explosão;
2-    Os assentos do compartimento da tripulação são presos no teto;
3-    Um liner é colocado na parte interna do SCAFO para absorver fragmentos de projéteis ou blindagem ;
4-    Adaptados fixadores para blindagem adicional, conforme a ameaça encontrada;
5-     Casco produzido com aço de blindagem balístico ( o item de maior dificuldade de nacionalização).

 




Estão certos os infantes agora fuzileiros  do 33º Batalhão de Infantaria Mecanizada, unidade orgânica da 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada, sediada em Cascavel/PR, a primeira unidade a ser mobiliada com a Viatura Blinda de Transporte de Tropas Média de Rodas Guarani, de que o seu poder de luta cresceu de forma exponencial..  Tanto a unidade como a Brigada estão em processo de transformação de Motorizado parta Mecanizada.


Ver análise de 2012 - PROJETO ESTRATÉGICO GUARANI - Um Ponto de Inflexão Link

 

Etapas de produção de um blindado Guarani Padrão 6x6

 

1 - Funilaria - A funilaria, uma das partes mais importantes do processo de produção do Guarani, é dividida em duas fases. Na primeira, 16 boxes soldam as chapas de aço balístico para formação de subgrupos. Na sequência, esses subgrupos são unidos para formação da carcaça do veículo (scafo). Total de horas: 1480.
 
2 – Liner -  Feita a carcaça (scafo), ela recebe aplicação de liner, material especial capaz de absorver impactos externos e evitar que fragmentos de projéteis perfurem a parte interna dos veículos. Total de horas: 60.

3 – Pintura - A pintura é realizada em cabines/forno onde acontece a aplicação manual da tinta de fundo e esmalte, seguido de secagem em forno a uma temperatura de 80 ºC. Total de horas: 100.

4 – Montagem - Uma vez pintada, a carcaça (scafo) entra na linha de montagem onde recebe o chassi, suspensão, componentes internos / externos e motor IVECO Cursor Diesel, que possui 383 cv e transmissão automática. Total de horas: 390.

5 -Testes - Devidamente montado, o veículo é submetido a inúmeros testes de qualidade, sendo estes estáticos (interno) e dinâmicos (pista) na parte externa da fábrica. Total de horas: 190.

6 – Acabamento Final - Após os testes, o veículo volta à fábrica e é submetido à lavagem. Depois de limpo, recebe equipamentos como bancos e cintos de segurança, além da aplicação manual da camuflagem com uma nova secagem em forno de 80 ºC. Total de horas: 110.





DNTV - Guarani Walkaround

O Major Alisson do Centro de Instrução de Blindados (CIBld) mostra em detalhes a Viatura Blindada de Transporte de Pessoal - Média de Rodas (VBTP-MR) Guarani.

Acompanhe mais notícias e detalhes sobre o Programa Estratégico do Exército Brasieliro a viatura Blindada Guarani, na cobertura especial.

Cobertura Especial - Guarani Link







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