COBERTURA ESPECIAL - Gripen NG Brazil - Aviação

25 de Abril, 2014 - 10:55 ( Brasília )

Compra de Grippen é passo para desenvolvimento de caça brasileiro, diz embaixador


A aquisição pelo governo brasileiro de 36 aviões de caça suecos Grippen, anunciada em dezembro de 2013, será o primeiro passo para o desenvolvimento pelo Brasil de seus próprios aviões militares, disse nesta quinta-feira (24) o embaixador designado para representar o país em Estocolmo, ministro de primeira classe Marcos Vinicius Pinta Gama.

Sua indicação recebeu parecer favorável da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), juntamente com a indicação da ministra de primeira classe Carmen Lídia Richter Ribeiro Moura para representar o país na Bulgária.

Em sua exposição aos senadores, Gama observou que a Suécia nunca foi uma potência militar intervencionista, mantém postura de neutralidade e não participa de guerras há 200 anos. A manutenção desse “esplêndido isolamento”, prosseguiu, teve como preço o desenvolvimento de uma indústria de ponta no setor de defesa, o que inclui a fabricação dos aviões de caça que comporão a nova frota da Força Aérea Brasileira.

- O contrato de compra dos Grippen, que será firmado até o final do ano, permitirá ampla transferência de tecnologia e fabricação conjunta das aeronaves. Devemos pensar nesse projeto como nossa graduação para projetar e construir nosso próprio avião de caça no futuro – afirmou Gama, ressaltando que o negócio, envolvendo US$ 4,5 bilhões, permitirá ao Brasil contar com uma aeronave de menor custo e alto desempenho, já vendida a países como África do Sul, Tailândia e Suíça.

Segundo o embaixador, não haverá um “foco exclusivo” em defesa no relacionamento bilateral. Ele mencionou que os dois países têm “forte convergência” em temas globais como promoção da democracia, proteção aos direitos humanos, governança da internet, redução da pobreza e promoção da paz. Outro motivo de aproximação, recordou, é a recente oferta pelo governo sueco de 1600 vagas a estudantes brasileiros no programa Ciência sem Fronteiras.

No que se refere à economia, Gama – cuja indicação teve como relatora a senadora Ana Amélia (PP-RS) – disse que pretende se empenhar pelo equilíbrio no comércio bilateral, atualmente deficitário para o Brasil. Ele ressaltou a importância da criação de um centro binacional de inovação tecnológica, em São Bernardo do Campo (SP), e na parceria com a Suécia na promoção dos biocombustíveis. Gama representará o Brasil, cumulativamente, na República da Letônia.



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Última atualização 26 SET, 09:35

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