COBERTURA ESPECIAL - Guerra Informação e Híbrida - Geopolítica

14 de Fevereiro, 2019 - 16:40 ( Brasília )

Irã culpa EUA e Israel por ataque contra Guarda Revolucionária


O presidente do Irã, Hassan Rouhani, culpou os Estados Unidos e seus aliados regionais nesta quinta-feira por um ataque suicida no sudeste do país que matou 27 membros da Guarda Revolucionária iraniana, disse a TV estatal do Irã.

A Guarda disse na quarta-feira que um agressor suicida dirigindo um veículo carregado de explosivos atacou um ônibus que transportava membros da Guarda na província de Sistão-Baluchistão.

Um grupo militante sunita, Jaish al Adl (Exército da Justiça), que afirma buscar mais direitos e melhores condições de vida para a minoria étnica baluchis, reivindicou responsabilidade pelo ataque, informou a mídia iraniana.

“O crime permanecerá como uma ‘mancha’ no histórico negro dos principais apoiadores do terrorismo na Casa Branca, Tel Aviv e outros agentes regionais”, disse Rouhani.

Além de Israel, Rouhani não citou outros Estados da região que ele acredita serem culpados. O Irã, predominantemente xiita, não reconhece Israel, que é um aliado-chave dos EUA e vê Teerã como uma ameaça à sua existência.

Repetindo alertas feitos por alto comandantes da Guarda, Rouhani disse que o Irã está determinado a levar à Justiça os responsáveis por um dos piores ataques contra a Guarda Revolucionária em anos.

Ataque suicida mata 27 membros da Guarda Revolucionária do Irã

Um homem-bomba matou pelo menos 27 membros da Guarda Revolucionária, força de elite do Irã, na quarta-feira, informou a agência de notícias Tasnim, no sudeste do país, numa região onde as forças de segurança enfrentam ataques de militantes sunitas.

O grupo sunita Jaish al Adl (Braço da Justiça) reivindicou a responsabilidade pelo ataque, informou a Fars.

Um carro-bomba atingiu um ônibus que transportava membros da Guarda, afirmou a força em um comunicado.

O ataque aconteceu na estrada entre as cidades de Zahedan e Khash, uma área volátil perto da fronteira com o Paquistão, onde grupos militantes e traficantes de drogas freqüentemente operam.

Um vídeo postado pela Fars mostrou sangue e entulho na estrada no local do ataque.



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