04 de Dezembro, 2012 - 10:51 ( Brasília )

Geopolítica

Otan: uso de armas químicas pela Síria vai gerar reação imediata


A utilização de armas químicas por parte da Síria provocaria uma "reação internacional imediata", declarou nesta terça-feira o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen. "Uma eventual utilização de armas químicas seria totalmente inaceitável para a comunidade internacional. Eu espero uma reação imediata da comunidade internacional" se for o caso, declarou Rasmussen antes de uma reunião de ministros das Relações Exteriores dos países da Otan em Bruxelas.

Um funcionário americano afirmou na segunda-feira que Damasco está misturando os componentes necessários para um uso militar do gás sarin, que provoca primeiro uma paralisia completa e depois a morte. Horas antes da advertência de Rasmussen, o presidente americano, Barack Obama, ameaçou diretamente o líder sírio, Bashar al-Assad.

"Recorrer às armas químicas é e seria totalmente inaceitável", disse Obama durante um discurso em Washington. "Se você cometer o trágico erro de utilizar estas armas, haverá consequências e você responderá por elas. Não podemos permitir que o século XXI seja ofuscado pelas piores armas do século XX", acrescentou Obama.

Rasmussen também indicou que espera uma resposta favorável dos ministros à demanda da Turquia de mobilizar mísseis Patriot perto de sua fronteira com a Síria. "Espero que o Conselho de Ministros decida nesta tarde reforçar as capacidades de defesa aérea da Turquia (...) para garantir a proteção da população e do território turco", disse perante a imprensa. "A situação na fronteira sudeste da Otan é uma fonte de grande inquietação. A Turquia pediu o apoio da Aliança. E nós somos totalmente solidários com a Turquia", disse.

Rasmussen informou que a mobilização dos mísseis Patriot por parte dos três países da Otan que os possuem - Estados Unidos, Alemanha e Holanda - pode se tornar efetivo em alguma semanas. Seu objetivo, reiterou, será "totalmente defensivo" e "não será de nenhuma forma uma maneira de promover uma zona de exclusão aérea ou uma operação ofensiva".