13 de Novembro, 2012 - 08:53 ( Brasília )

Geopolítica

Dominó Árabe - Otan discute intervenção na fronteira da Síria com a Turquia

Combates violentos perto de Damasco e da fronteira turca

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sinalizou na segunda-feira que analisa a possibilidade de autorizar a intervenção na região de fronteira entre a Síria e a Turquia. O assunto foi tema de reunião em Praga, capital da República Checa. Segundo integrantes da organização, o objetivo é proteger a Turquia, uma vez que a Síria está em crise há 20 meses e mais de 36 mil pessoas morreram.

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, reiterou que tudo será feito para proteger e defender a Turquia. "Nós temos mais planos para garantir a proteção e a defesa da Turquia e, esperamos, para impedir os ataques cometidos", disse.

Paralelamente, a Otan analisa como alternativa a definição de área de exclusão do tráfego aéreo na Síria para limitar o alcance do poder do presidente Bashar Al Assad. No entanto, países como a China, Rússia e o Irã são contrários a quaisquer medidas de restrição à Síria.

Rasmussen acrescentou que tem esperança de solucionar a crise que afeta a Síria. Desde março de 2011, o presidente Bashar Al Assad enfrenta as forças de oposição que insistem na sua renúncia. Os bombardeios e ataques tornaram-se frequentes no país.

Violentos combates entre rebeldes e soldados eram registrados nesta terça-feira perto de Damasco e na cidade de Ras al-Ain, onde os rebeldes tomaram o controle de um posto de fronteira com a Turquia, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Em Ras al-Ain, cidade fronteiriça do noroeste curdo, os insurgentes foram submetidos a intenso bombardeio. Um comandante rebelde morreu em confronto com o exército, informou o OSDH. De acordo com os Comitês Locais de Coordenação (LCC), a grande rede de militantes Síria, dezenas de veículos militares seguiam para a cidade perdida pelo exército na tentativa de recuperar o controle. Na segunda-feira, a força aérea bombardeou Ras al-Ain provocando 16 mortos.

No mesmo dia morreram 151 pessoas em todo país - 61 civis, 53 soldados e 37 rebeldes.


Com informações da agência pública de notícias da Argentina, Telam e afp/am/fp