29 de Outubro, 2012 - 10:57 ( Brasília )

Geopolítica

Drone iraniano teve tempo de fotografar bases secretas de Israel

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O chefe da Comissão de Defesa do parlamento iraniano, Ismail Kousari, afirma que o drone iraniano abatido em 6 de outubro sobre Israel, teve tempo de fotografar várias instalações secretas e transferir as imagens para a base. Imagens de locais estratégicos de Israel, feitas por um avião teleguiado de fabricação iraniana que pertence ao grupo radical Hezbollah libanês, afirmou Esmail Kossari, presidente da comissão de Defesa do Parlamento iraniano.

“O avião não tripulado estava transmitindo imagens ao vivo e agora temos à nossa disposição fotografias de instalações sensíveis de Israel,” .

"Este drone (avião teleguiado) enviou imagens em tempo real e temos imagens de zonas proibidas de Israel", disse Kossari ao canal de televisão em língua árabe Al-Alam. "Também temos a capacidade de produzir drones de ataque. É por isto que afirmamos que se Israel desejar executar a mínima ação contra nós, responderemos contra o território deste regime", ameaçou.

Anteriormente, uma fonte do Ministério da Defesa dos EUA informou que o drone em questão é, na verdade, um pouco diferente de um modelo de avião com um motor que qualquer um pode construir em casa. Mesmo se esse aparelho estava tirando fotos, ele simplesmente não poderia transmiti-las em modo on-line.

No dia 6 de outubro, um drone iraniano, denominado Ayub, foi enviado pelo grupo radical Hezbollah ao espaço aéreo de Israel próximo da Faixa de Gaza. O aparelho foi destruído por um caça israelense quando estava ao norte do deserto de Neguev, onde ficam as instalações nucleares israelenses.

O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, declarou na época que o drone iraniano, "montado no Líbano", havia percorrido "centenas de quilômetros antes cruzar as linhas inimigas e entrar na Palestina ocupada". De acordo com Nasrallah, o drone "sobrevoou as instalações sensíveis e importantes até que o inimigo o detectou perto de Dimona", uma central nuclear.


Com Agências Voz da Rússia/AFP