29 de Agosto, 2012 - 11:35 ( Brasília )

Geopolítica

Dominó Árabe - China recebe presidente egípcio como "um novo amigo"


As autoridades chinesas receberam como "um novo amigo" o presidente egípcio, Mohammed Mursi, em Pequim para uma visita oficial de três dias na qual procura expandir os investimentos chinesas em seu país. O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao se comprometeu nesta quarta-feira a aumentar a cooperação comercial e econômica com o Egito, em sua reunião com o novo presidente do país árabe.

Segundo informou a agência oficial Xinhua, Wen pediu a ambas partes melhorar as leis e regulações para promover o investimento, "a fim de criar um bom ambiente para a cooperação bilateral", e sugeriu explorar novas áreas para os intercâmbios entre as duas nações.

O chefe de Estado egípcio, por sua vez, ofereceu à China seu país como plataforma para chegar a outros mercados africanos. Antes, Mursi, que chegou ao poder no último mês de junho, se reuniu com seu colega chinês, Hu Jintao, e com o vice-presidente Xi Jinping. Em seu encontro, Xi assegurou que a visita "aumentará o entendimento e a confiança mútua", segundo a agência oficial chinesa Xinhua.

Já em sua reunião com Hu, no Grande Palacio do Povo, o chefe de Estado chinês ressaltou a importância da visita do líder egípcio. "Escolheu a China como um dos primeiros países a visitar e isso mostra que seu país concede grande importância ao desejo de desenvolver relações com a China", declarou Hu.

O presidente egípcio tenta diversificar os investimentos que recebe seu país, cuja economia se encontra imersa em uma grave crise após a revolução que depôs Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011.

No primeiro dia da visita de Mursi a Pequim, ambos países assinaram uma série de acordos de cooperação em áreas como a agricultura, as telecomunicações e o meio ambiente. Além disso, a China concederá US$ 200 milhões em créditos ao Banco Nacional do Egito.

Nas conversas em Pequim, Mursi - que viaja acompanhado de sete ministros e uma delegação de mais de 70 empresários - e os dirigentes chineses abordaram também a crise na Síria.