03 de Agosto, 2012 - 09:03 ( Brasília )

Geopolítica

Peru - Presença do estado é chave para esmagar o narcotráfico no VRAEM


A presença efetiva das Forças Armadas no Valle dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro (VRAEM) é fundamental para que se ganhe terreno contra o narcotráfico, declarou em 29 de julho Carmen Masías, presidente da Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Vida sem Drogas (Devida) do Peru.

No entanto, após assistir a uma sessão do Congresso da República de seu país, a líder antidrogas peruana explicou à agência de notícias do meio ambiente InfoRegión que também é primordial melhorar as condições da população do VRAEM. Masías referia-se especificamente à disponibilidade dos serviços básicos como água, saneamento, eletricidade e telefonia nas regiões rurais e à importância de se estimular cultivos alternativos ao da folha de coca. “Desta maneira conquistaremos a confiança da população e combateremos as atividades ilícitas de maneira eficiente”, afirmou.

Masías disse também que uma maior presença do Estado deve seguir lado a lado com a “conectividade” dos povos, razão pela qual considerou de vital importância os investimentos na construção de estradas e hospitais.

Durante uma entrevista exclusiva concedida à Diálogo no dia 27 de julho, o Almirante José Cueto Aservi, chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas do Peru, também insistiu em que a atividade dos militares no combate ao narcotráfico em seu país deve ser respaldada por outras ações.

O Almirante Cueto Aservi, que viajou à Colômbia para participar da Conferência de Defesa Sul-Americana (SOUTHDEC), organizada pelo Comando Sul dos EUA, mencionou a necessidade de se criar um organismo regional que permita a cooperação entre organizações locais, nacionais e internacionais. “Necessitamos reunir todos [os países] em uma organização onde o único tema comum seja o crime organizado (…). Não vejo outra maneira, caso contrário continuaremos da mesma forma… porque se afirmamos que houve movimentação de 120 mil toneladas de drogas e só se pôde confiscar 20 mil, falta-nos então muito a ser feito”, disse o Almirante Cueto Aservi.