03 de Abril, 2012 - 10:30 ( Brasília )

Geopolítica

Malvinas 30 anos - Cristina Kirchner no ato oficial em Ushuaia


Em destaque na imprensa argentina à presença de Cristina Kirchner no ato oficial em Ushuaia e à vigília realizada na noite passada com a participação de ex-combatentes, também na Província da Terra do Fogo.

O jornal La Prensa traz informações sobre homenagens programadas para esta segunda em outras partes do país, como Santa Cruz, Mendoza, Corrientes e Santa Fé - todas com a presença de veteranos e autoridades locais.

Clarín
Além de notícias dos enviados às Malvinas, Marcelo Larraquy (sobre o dia a dia dos moradores da ilha), e a Ushuaia, Juan Cruz Sanz (a respeito do maior ato em memória do aniversário da guerra, que será liderado por Cristina Kirchner), a publicação traz uma notícia sobre as preocupações brasileiras durante a guerra. De acordo com o jornal, documentos da época divulgados só agora apontam para a preocupação do então presidente João Figueiredo com a possibilidade de a União Soviética apoiar o governante argentino Leopoldo Galtieri, especialmente com o envio de 100 kg de urânio enriquecido à Argentina.

La Nacion
O La Nacion destaca na parte superior de sua capa uma reportagem sobre os kelpers (como são chamados os habitantes das Malvinas), assinada pelo enviado especial Nicolas Balinotti. O jornalista acompanhou um ato cívico-militar em que os moradores da ilha lembraram a guerra e rechaçaram a exigência argentina de soberania na ilha. A publicação traz ainda notícias sobre o pedido de apoio à soberania nas Malvinas feito pela Argentina à Colômbia e aos EUA, sobre a presença (cerca de 10% dos moradores das ilhas) de chilenos no arquipélago e dois textos na página de opinião, intitulados "Malvinas: la verdad completa" e "El muro antiargentino en Malvinas".


Buenos Aires Herald
Além da homenagem em Ushuaia, a publicação em inglês Buenos Aires Herald destaca a ameaça argentina contra bancos britânicos. Segundo o jornal, o governo argentino enviou cartas a instituições como o Royal Bank of Scotland e o Goldman Sachs advertindo sobre as consequências que podem sofrer caso assessorem a exploração de petróleo na costa das Malvinas.