19 de Dezembro, 2011 - 09:59 ( Brasília )

Geopolítica

Comentário Gelio Fregapani - Percepção das Ameaças; Meio Ambiente; Incógnitas e O Regime Político em relação com a Estrutura Familiar.

Assuntos: Percepção das Ameaças; Meio Ambiente; Incógnitas e O Regime Político em relação com a Estrutura Familiar.

Assuntos: Percepção das Ameaças; Meio Ambiente; Incógnitas e O Regime Político em relação com a Estrutura Familiar. 

Percepção da população sobre as ameaças à segurança nacional.   

Pesquisa realizada pelo IPEA constatou que mais da metade de nossa populaçãoacredita "totalmente" ou "muito" que nos próximos 20 anos o Brasil será alvo de agressão militar estrangeira em função de interesses sobre a Amazônia. Outros tantos creem que o Brasil poderá ser atacado por causa das bacias do pré-sal. Identifica os EUA como a principal ameaça. Igualmente marcante foi a preocupação com o crime organizado, mas mínima com as mudanças climáticas

É um resultado inesperado para quem pensava que nossa gente não estava interessada em defesa ou segurança e sim no falacioso aquecimento global. O povo não é bobo. Agora certamente os políticos terão que acordar e fazer alguma coisa
 
Meio ambiente

   - O alvo incorreto
Com clara orientação do exterior, recrudesce a campanha contra os produtores rurais e contra as obras de infraestrutura em nosso País. É omitido que a maior poluição vem dos centros urbanos. Quando alguém levanta o problema omite a solução: coleta seletiva com tratamento do lixo e utilização do esgoto em biodigestores para produzir biogás e biofertilizantes.

   - Dois pesos, na imprensa.
A nossa imprensa, tão zelosa e meticulosa quando se trata da Petrobras, continua a dar pouca importância ao caso da multinacional Chevron-Texaco. Segundo o Wikileaks, certo candidato a presidente prometeu à Chevron-Texaco, que, se eleito, iria rever a legislação brasileira do pré-sal.

   - Feitiço contra o feiticeiro
O confronto da realidade com a ideologia ambientalista está castigando a economia européia. As tarifas crescentes, em razão dos subsídios às fontes "renováveis de energia estão tornando a economia cada vez mais inviável. Tal aventura poderá resultar em uma catástrofe econômica.
 
Incógnitas
- O exército norte-americano se retira do Iraque. É um exército profissional, portanto de difícil desmobilização. Há intenção de empregá-lo em outro local?
- Os “terceirizados” da Blackwater também foram retirados ou passaram ao comando do governo do Iraque? Neste caso, quem comanda quem? Por que novamente mudaram de nome? ( Passaram a se chamar  “Ami”)
 - Com a queda da economia no ocidente a China perderá o mercado e entrará em crise? Nesse caso os produtores de commodities também terão problemas?
 
A Estrutura Familiar e o Regime Político

O famoso historiador e antropólogo Cesare Cantu levanta um impressionante paralelo entre a estrutura familiar e o regime político dos povos. Ele demonstra estatisticamente que todas as sociedades de família patriarcal tem governos fortes, até tendendo para o autoritário; que, quando média das famílias é do estilo “americano” onde a mulher trabalhe e contribua, e todos tem voz nas decisões, a sociedade tende a ser democrática. Que, no estilo tradicional muçulmano, de famílias com haréns (com eunucos para vigiá-las) o estado será sempre policialesco, e por fim, sendo a média das famílias uma hipocrisia (ou ao menos a média no estamento dominante) que mantenha apenas a aparência, resultará na nossa conhecida demagogia.

Não há como negar a similaridade entre a estrutura familiar e o regime político dos povos. Poderíamos até aprofundar este assunto. Após a vitória, os sociólogos americanos se esforçaram para mudar estrutura da família alemã (Kirche Kinder Kuche), como única forma de mudar o estilo totalitário daquela sociedade. Exemplos não faltam.

Podemos certamente, acompanhar as mudanças de regime em nosso próprio País;
Partindo do Império, constatamos que as famílias (do estamento dominante) eram patriarcais. O regime teria que ser o de um governo forte, até mesmo autoritário. Os patriarcas “reinavam” quase absolutos, mas queriam o bem de suas famílias da mesma forma que o Imperador a seus súditos, e sua chefia autoritária era aceita como natural. O exemplo mais clássico seria D. Pedro II.

Aos poucos, enfraquecido o autoritarismo pelas idéias iluministas e com a ascensão de outros grupos de menores princípios familiares, caímos no governo oligárquico-demagógico da Primeira República, acompanhando a progressiva dissolução familiar do estamento dominante.

Volta e meia haveria alguma reação patriarcal, exemplificado pelas revoluções de 30 e de 64, que também após algum período foram engolfadas pela demagogia, causada pela influência da hipócrita estrutura familiar da classe dominante, mas aos poucos, com a ascensão cultural e profissional da mulher, muitas famílias tendem a seguir o estilo americano onde todos tem voz, o que indicaria que estamos no rumo da democracia legitima, que haverá de chegar mais cedo ou mais tarde. 

Só para exemplificar a relação entre a estrutura familiar e a governamental, a realização de um impeachment só foi possível depois da instituição do divorcio. Antes, na família ou no governo, só haveria mudanças com ruptura violenta.

Sim, dependendo dos pontos de vista, as coisas parecem estar melhorando. Entretanto a dissolução familiar do estamento político dominante, que paga amantes com o dinheiro público passou a pregar abertamente as aberrações familiares, a induzir as crianças ao homossexualismo com cartilhas e pretende retirar o termo “pai e mãe” dos documentos. Isto pode nos levar a um caminho ainda desconhecido, mas bom não será.

Até hoje, de uma forma ou de outra, todas as sociedades se basearam em estruturas familiares. No nosso caso estão convivendo a forma hipócrita/demagógica com resquícios do patriarcalismo, com um aumento da forma democrática e uma nova e perigosa maneira de não mais haver família.
Qual predominará?  Depende de nós. Do resultado dependerá também a forma de governo. Ou de desgoverno. Ou até que, pelo decréscimo populacional, se chegue a extinção do próprio País.
 
Observação

A noção de ética antecede a de Direito. Não há dinheiro, tecnologia, leis ou armas que vençam a sem-vergonhice. Somente a educação e o exemplo podem fazê-lo.
 
A todos vocês, aos meus velhos amigos, aos novos amigos, aos que ainda não conheço pessoalmente mas que compartilham do mesmo ideal, desejo um Feliz Natal junto com seus familiares, e que Deus os abençoe
 
Gelio Fregapani