29 de Novembro, 2011 - 10:09 ( Brasília )

Geopolítica

Chile pede ampliação do prazo para eliminar minas terrestres


O Chile pediu nesta segunda-feira uma ampliação de oito anos, até março de 2020, para concluir os trabalhos de eliminação de minas terrestres no país. "Concluímos aproximadamente 25% do trabalho, mas há muitos fatores, principalmente climáticos e geográficos, que impediram que agíssemos com a rapidez que desejávamos", disse à agência EFE o coronel Juan Mendoza, secretário-executivo da Comissão Nacional de Desminagem do Chile, durante a reunião de países signatários e observadores da Convenção de Ottawa na capital do Camboja, Phnom Penh.

O país tem até março de 2012 para eliminar as minas terrestres, conforme o tratado sobre a proibição desses explosivos, que estipula um prazo de dez anos a partir da entrada do país signatário. Mendoza afirmou que o processo de retirada das minas começou em 2004, dois anos depois da adesão do Chile à convenção, e que até 2009 o país não alcançou o nível adequado de equipamentos para cumprir os compromissos previstos no tratado.

Na sessão plenária, Mendoza disse que o trabalho do Chile se baseou na "responsabilidade, transparência e segurança", e que cada campo minado e regiões de perigo estão "devidamente sinalizados, demarcados e cercados".

No Chile, há cerca de 189 mil minas terrestres, que foram colocadas em regiões fronteiriças durante os anos 70 e se concentram em seis regiões: Arica e Parinacota, Tarapacá, Antofagasta, Valparaíso, Metropolitana e Magallanes. O pedido do Chile passará por votação na sessão plenária da próxima sexta-feira, 2 de dezembro, e precisará da maioria dos votos dos Estados para ser aceito.

Além do Chile, outros quatro países - Eritreia, Argélia, República Democrática do Congo e República do Congo - também apresentaram pedidos para prolongar o período de trabalhos de desminagem. A Convenção de Ottawa, que regula o emprego, armazenamento, produção, venda e destruição de minas terrestres, entrou em vigor em 1999 e foi ratificada por 158 países, dos quais 153 confirmaram que não possuem bombas enterradas. Entre os países não signatários estão China, Índia, Rússia, Estados Unidos, Israel, Marrocos, Cuba e Cingapura.