25 de Novembro, 2011 - 10:43 ( Brasília )

Geopolítica

Uribe sugere à venezuelanos que indaguem amizade de Santos com Chávez


O ex-presidente colombiano Álvaro Uribe sugeriu nesta quinta-feira à oposição venezuelana que elabore um manifesto de protesto ao atual governante da Colômbia, Juan Manuel Santos, por sua postura amistosa com o líder Hugo Chávez.

Uribe propôs aos antichavistas que publiquem o documento nos dias prévios à visita que Santos pretende fazer a Caracas, em 28 de novembro, quando se reunirá novamente com Chávez.

A sugestão do ex-líder da Colômbia, que governou o país entre 2002 e 2010 com flagrantes atritos com Chávez, aparece em gravações de áudio divulgadas pelo informativo CM&, transmitido pela televisão pública colombiana.

O áudio corresponde a um encontro que Uribe teve em Bogotá com membros da chamada Mesa de Unidade Democrática (MUD) - coalizão venezuelana de oposição -, políticos envolvidos nas eleições primárias de fevereiro do ano que vem.

Entre eles, estavam o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma e o líder social-cristão Eduardo Fernández, que na quarta-feira abriram um encontro político de dois dias organizado em Bogotá por uma fundação presidida por Uribe.

"Por que não produzem um manifesto nos dias anteriores ao encontro dizendo isso: 'presidente Santos, estamos desconcertados. Como o senhor dá mais peso a US$ 800 milhões ou US$ 400 milhões que aos valores democráticos? Os valores democráticos não têm preço'", propôs o ex-governante colombiano.

As quantias financeiras mencionadas por ele se referem a valores de dívidas contraídas pela Venezuela com exportadores colombianos, que são cobertas de maneira gradual em virtude de acordos entre Bogotá e Caracas feitos para normalizar as relações bilaterais em agosto de 2010, dias após a posse de Santos, após um ano de ruptura dos laços durante o governo Uribe.

A reunião entre Santos e Chávez que será realizada no fim do mês faz parte de uma série periódica que ambos decidiram no momento do acordo de restabelecimento diplomático, para manter uma revisão frequente do progresso das relações bilaterais.