25 de Novembro, 2011 - 10:34 ( Brasília )

Geopolítica

Irã se diz em condições de exportar tecnologia nuclear


O Irã está em vias de exportar produtos e serviços nucleares, anunciou o diretor da Organização da Energia Atômica do Irã (OEAI), Fereydoon Abbasi, segundo informações da agência de notícias oficial Irna.

Em um seminário realizado na cidade de Qom, a cerca de 200 km de Teerã, Abbasi destacou o progresso do programa nuclear iraniano. "Nosso país conseguiu ser autossuficiente em diversas áreas nucleares e estamos prontos para oferecer formação e fornecer centrífugas (para o enriquecimento de urânio)".

O responsável do organismo nuclear iraniano ressaltou que o desenvolvimento da energia atômica no país foi conduzido por engenheiros e especialistas nacionais. Ele desafiou as críticas internacionais ao programa nuclear iraniano ao dizer que a República Islâmica não tem medo nem das ameaças nem das sanções externas.

"As medidas do inimigo não afetarão o avanço do Irã e os especialistas iranianos seguirão seu trabalho sem descanso e com perseverança", exclamou Abbasi. "Se quisermos que o nome do Irã figure na lista dos países poderosos do mundo, não nos resta outra alternativa senão promover o desenvolvimento da tecnologia nuclear".

As críticas da comunidade internacional contra o programa atômico do Irã aumentaram depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgou, no último dia 8, um relatório que apontava indícios de que a República Islâmica tinha realizado recentemente trabalhos que poderiam desenvolver armas nucleares.

Na segunda-feira passada, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos anunciaram novas sanções financeiras contra o Irã, enquanto a União Europeia (UE) prepara mais sanções, além das que já aplica. Já a Rússia repudia tais medidas e indica que elas complicam qualquer esforço de diálogo com Teerã em matéria nuclear.

O Irã, signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TPN) e membro da AIEA, alega que seu programa atômico não tem fins militares, apenas civis, e argumenta possuir o direito de desenvolver e adquirir tecnologia atômica com objetivos pacíficos.