27 de Outubro, 2011 - 09:43 ( Brasília )

Geopolítica

Chefe de Defesa dos EUA mostra ceticismo sobre Coreia do Norte


O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, afirmou nesta quinta-feira que estava cético a respeito das negociações com a Coreia do Norte depois de um encontro entre os dois países em Genebra esta semana, em que ambos fracassaram em chegar a algum acordo.

Em sua primeira viagem à Coreia do Sul desde que assumiu o posto no Pentágono em julho, Panetta renovou o alerta de que o recluso Norte deveria ser visto como uma séria ameaça. Washington precisa ficar vigilante mesmo buscando o diálogo com o governo norte-coreano, acrescentou.

"Nós sempre temos que estar vigilantes com a maneira que abordamos a Coreia do Norte porque há um histórico aqui de acomodação e provocação", disse Panetta a repórteres que viajavam com ele.

Os Estados Unidos encerraram dois dias de reuniões com a Coreia do Norte na terça-feira, mostrando-se de certa forma otimistas sobre um eventual retorno para conversas mais amplas sobre o fim dos programas atômicos do país, mas afirmando que não houve um avanço imediato.

Mas Panetta reconheceu que ele partilhava do ceticismo demonstrado por oficiais militares norte-americanos na Coreia do Sul, que temem que um compromisso diplomático do Norte possa ter curta duração.

"Há uma indicação de que algum progresso foi feito (em Genebra), mas eles não chegaram a nenhum acordo e não temos certeza de para onde as negociações caminham neste momento", disse Panetta.

"E então, por esta razão, acredito que o termo ceticismo seja correto neste momento sobre o que pode ou não pode acontecer nessas discussões."

Se a Coreia do Norte novamente achar que o compromisso perdeu seu rumo, analistas temem que o país possa testar outra arma nuclear ou arrumar outro confronto com a Coreia do Sul. A Coreia do Norte foi responsabilizada pela morte de cerca de 50 sul-coreanos em dois ataques perto da fronteira marítima contestada em 2010.

O Norte também revelou uma usina de enriquecimento de urânio no ano passado, o que dá ao país uma segunda maneira de fabricar uma bomba atômica.

(Reportagem de Phil Stewart)