12 de Setembro, 2011 - 09:10 ( Brasília )

Geopolítica

Após sinal verde para ofensivas, recomeçam combates na Líbia


Neste domingo, dia seguinte ao sinal verde dado pelos líderes rebeldes para o ataque às tropas pró-Kadafi, os combates entre os grupos deixaram 12 mortos no sudoeste de Trípoli.

Nesta manhã, dezenas de carros com canhões antiaéreos se posicionaram na entrada de Bani Walid e combatentes cada vez mais numerosos tomaram suas posições.

Combatentes do Conselho Nacional de Transição (CNT) afirmaram ter realizado missões de reconhecimento até o centro da cidade, sem encontrar resistência por parte de partidários de Kadafi. "Nossos homens viram atiradores escondidos e combatentes no centro da cidade, mas toda a periferia está sob nosso controle", disse um rebelde.

Os combatentes pró-CNT explicaram que conseguiram expulsar os pró-Kadafi de Wadidinar no sábado. Quatro pessoas de cada lado morreram nos confrontos, segundo fontes médicas. "Nosso maior desafio era a presença de atiradores escondidos, mas esperamos entrar em Bani Walid ainda hoje", afirmou o coronel Ahmad Ali Mohammed. O porta-voz particular de Kadafi, Mussa Ibrahim, pode estar refugiado nesta cidade.

Ontem as forças anti-Kadafi tiveram que se retirar de Bani Walid por razões táticas, segundo Abdullah Kenchil, líder das negociações. Combatentes reunidos em Hicha, começaram a marchar em direção a Sirte, região natal de Muamar Kadafi. Os homens foram apoiados por aproximadamente 200 veículos equipados com artilharia leve, kalachinkovs, foguetes e baterias antiaéreas. Os moradores faziam sinal de vitória para o comboio que passava.

Segundo um comandante no front leste de Sirte, não haverá grandes ofensivas antes de uma semana. O presidente do CNT fez sua primeira visita a Trípoli depois da fuga de Kadafi e afirmou que o novo regime "colocará todas as forças unidas para libertar as cidades" ainda nas mãos dos partidários de Kadafi, e completou "não podemos esquecer que Muamar Kadafi continua vivo e tem dinheiro e ouro para corromper as pessoas".

Apesar da tentativa de unir toda a população, 12 pessoas foram mortas e outras 16 feridas no sábado em combates entre grupos rivais anti-Kadafi.