26 de Agosto, 2011 - 11:59 ( Brasília )

Geopolítica

Defesa antiaérea - Moscou não ficou sem defesa

Revelada pelo presidente da ASD, a interrupção no processo de construção do complexo de mísseis S-300 causou polêmica na Rússia, mas não deixou o país desprotegido contra ataques aéreos

Víktor Litóvkin, especial para Gazeta Russa

Na véspera da abertura do Salão Aeroespacial Internacional de Moscou MAKS-2011, surgiu uma informação na mídia moscovita que atraiu a atenção não só de militares, mas também de cidadãos comuns. Ex-diretor geral da Head Systemic Design Bureau (GSKB) e do consórcio Almaz-Antei de Rasplétin, agora presidente do Conselho Não-Departamental de Perícia para a Defesa Aeroespacial (ASD), Igor Achurbeili informou que a Rússia interrompeu a fabricação do complexo de mísseis de média distância S-300. Além disso, a produção do S-300, feita até recentemente, estendeu-se exclusivamente devido a ordens do exterior.

Na imprensa, logo apareceram comentários de que a velha tecnologia está irremediavelmente ultrapassada e a nova ainda não foi adotada. Para completar, a defesa antiaérea de Moscou já não protegeria mais a cidade de mísseis ou bombas. Ao mesmo tempo, Achurbeili foi acusado de ter prejudicado os esforços políticos do presidente e revelado um segredo de Estado.

Na verdade, o presidente do ASD não falou nada de muito novo. Ainda no ano passado, em uma entrevista a um jornal bem conhecido, ele disse: “Poderíamos modernizar o S-300P Favorito para sempre. Mas a Almaz, a meu ver, agiu muito honestamente. Fechamos por nossa própria iniciativa esse tópico e demos continuidade à elaboração do S-500, que é um novo sistema antimíssil”.