20 de Dezembro, 2016 - 11:00 ( Brasília )

Geopolítica

Trump nomeia Vincent Viola como secretário do Exército

Dono de uma equipe de hóquei e presidente de uma gigante de comércio eletrônico, Vincent Viola se formou em academia militar. A "Forbes" estima seu patrimônio em 1,8 bilhão de dólares.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou nesta segunda-feira (19/12) o bilionário e filantropo Vincent Viola como secretário do Exército de seu governo. O nome foi anunciado pela equipe de transição do republicano e ainda precisa ser confirmado pelo Senado.

Em comunicado, Trump elogiou Viola como "a prova viva do sonho americano" e como alguém que "há muito tempo se engaja em questões de segurança nacional".

Filho de imigrantes italianos e nativo do Brooklyn, Viola fez fortuna sozinho e chegou a presidir a Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Atualmente ele é presidente de Virtu Financial, uma das maiores empresas de comércio eletrônico do mundo. Em 2013, ele também ficou conhecido por ter comprado o time de hóquei The Florida Panthers por 250 milhões de dólares. A revista Forbes estima seu patrimônio em 1,8 bilhão de dólares.

Caso tenha seu nome aprovado pelo Senado, Viola entrará para o leque de multimilionários que deverão fazer parte da equipe de Trump. O cargo, que não é considerado um posto do gabinete presidencial, é vinculado à Secretária de Defesa e tem caráter civil, com responsabilidade legal em todas as questões relacionadas ao Exército americano, tais como equipe, instalações, questões ambientais, aquisição de equipamento e armamento, assim como questões administrativas.

Casado e com três filhos, Viola tem como vínculo com o mundo militar o fato de ter se graduado na prestigiada Academia Militar de West Point e dedicou muitas de suas obras beneficentes para essa área.

Depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, Viola fundou o Centro de Combate ao Terrorismo em West Point (CTC) e a empresa Rowan Technology Solutions, para apoiar a educação dos cadetes nas áreas de história militar, ciência militar e liderança.

Viola, de 60 anos, também apoia o Instituto Cibernético do Exército, o Instituto Moderno da Guerra e a sua equipe de atletismo. Fora do âmbito militar, ele destinou verbas a obras de caridade da Igreja Católica.

Os escolhidos do governo Trump

Segurança Nacional (foto 02)

O general reformado Mike Flynn foi apontado como assessor de segurança nacional da Casa Branca. Flynn tem em seu registro uma série de declarações polêmicas sobre muçulmanos. Segundo a imprensa americana, a escolha é uma mescla de experiência e controvérsia. Como vice, Trump nomeou Kathleen Troia McFarland, conhecida como K.T. McFarland, analista da Fox News sobre segurança nacional.

CIA (foto 03)

O deputado republicano Mike Pompeo foi apontado para dirigir a agência de inteligência dos Estados Unidos – a CIA. Pompeo, que é membro do Comitê de Inteligência da Câmara, ganhou destaque por seu papel na investigação do Congresso sobre o ataque de 2012 ao consulado americano em Benghazi, na Líbia. Durante a campanha presidencial, o republicano foi um crítico ferrenho de Hillary Clinton.

Secretário de Defesa  (foto 04)

O general reformado do US Marine Corps (equivalente no Brasil ao Corpo de Fuzileiros Navais), James Mattis, deverá comandar o Departamento de Defesa americano. Considerado um militar "linha-dura", Mattis liderou operações em todo o Oriente Médio, como a que invadiu o Iraque em 2003. Ele é conhecido pelo apelido "Cachorro Louco" (Mad Dog).

Segurança Interna (foto 05)

O general aposentado da Marinha John F. Kelly foi a escolha de Trump para chefiar o Departamento de Segurança Interna (Department of Homeland Security ou DHS), o terceiro maior departamento do governo americano, com mais de 240 mil funcionários. Dentre as funções do novo secretário está o combate ao terrorismo e a proteção do presidente.

Secretário de Estado (foto 06)

O CEO da multinacional de gás e petróleo ExxonMobil, Rex Tillerson, foi escolhido para o cargo de secretário de estado. Tillerson, de 64 anos, não tem experiência no setor público. Ele começou na ExxonMobil em 1975 e, em 2006, tornou-se o CEO da companhia. A relação estreita que o novo secretário de Estado mantém com o presidente russo, Vladimir Putin, foi apontada como motivo de preocupação.