12 de Dezembro, 2015 - 10:00 ( Brasília )

Geopolítica

Iraque recorre ao Conselho de Segurança por presença de tropas turcas


O Iraque enviou nesta sexta-feira uma carta ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para se queixar da presença de tropas turcas no norte do país, informou a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Samantha Power.

O representante iraquiano junto à ONU, Mohammed Ali Alhakim, enviou a carta a Power, que ocupa a presidência do Conselho de Segurança no mês de dezembro, para que seja distribuída entre os demais 14 membros do organismo.

Bagdá "não fez demandas específicas" ou pediu uma reunião de emergência do Conselho sobre o tema, mas o embaixador comunicou a "crescente preocupação de seu governo" sobre a situação, disse Power.

Segundo a diplomata, a posição do governo do presidente Barack Obama é de que "todo envio de tropas ao Iraque deve ter o aval de Bagdá", e que "o diálogo deve prosseguir entre os governos iraquiano e turco sobre uma solução amistosa".

A Turquia enviou na semana passada soldados e tanques para Bachiqa, nas proximidades de Mossul, a segunda cidade do Iraque, ocupada desde junho de 2014 pelos jihadistas do grupo Estado Islâmico.

Ancara prometeu nesta sexta-feira levar em conta as "preocupações" de Bagdá, mas o presidente Recep Tayyip Erdogan disse que a eventual retirada de suas tropas está descartada.

Obama anuncia balanço da luta contra Estado Islâmico 

Em sua tentativa de convencer os americanos do valor de sua estratégia contra o grupo Estado Islâmico (EI), o presidente Barack Obama irá ao Pentágono na segunda-feira para fazer um balanço dos atuais esforços militares no Iraque e na Síria.

Oito dias depois de um discurso solene pronunciado no Salão Oval da Casa Branca, Obama reunirá seu Conselho de Segurança Nacional e depois dará uma declaração - anunciou seu porta-voz, Josh Earnest, nesta sexta-feira.

Earnest afirmou, porém, que, enquanto o Executivo avalia sua estratégia "de forma permanente", não fará, necessariamente, um "anúncio específico", ou de uma mudança significativa de direção.

Consultado sobre se o presidente levaria em conta os inúmeros apelos de seus adversários republicanos em favor de uma revisão completa de sua estratégia, Earnest respondeu: "destaco simplesmente que aqueles que reclamam, e reclamam forte, uma mudança, não propõem a menor solução alternativa".

Segundo uma pesquisa recente CNN/ORC, mais de dois em cada três americanos (68%) consideram que a resposta militar contra o grupo Estado Islâmico não foi agressiva o suficiente, e que 60% desaprovam a forma como o presidente enfrenta a ameaça terrorista.

A coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, que dirige ataques aéreos na Síria e no Iraque, pretende desorganizar o EI, eliminando seus chefões.

Na quinta-feira, um porta-voz militar americano informou que a coalizão eliminou, em novembro, o tesoureiro do EI, Abu Salah, e outros dois indivíduos de alto perfil.