05 de Outubro, 2015 - 10:10 ( Brasília )

Geopolítica

Chanceler britânico diz que Rússia conduz "guerra assimétrica" na Síria


A Rússia está engajada em uma "clássica guerra assimétrica" na Síria ao apoiar o presidente Bashar al-Assad enquanto diz que ataca militantes do Estado Islâmico, disse o ministro das Relações Exteriores britânico neste domingo.

"Parece um pouco de clássica guerra assimétrica russa -- você tem uma mensagem forte de propaganda que diz que você está fazendo uma coisa quando na verdade você está fazendo uma coisa completamente diferente, e quando desafiado, você simplesmente nega isso terminantemente", disse o ministro Philip Hammond, em entrevista à Reuters.

Ele disse que a Grã-Bretanha manteve conversas coma Rússia, mas obteve apenas a mesma resposta -- de que o país estava atacando militantes do Estado Islâmico na Síria.

"Nós precisamos apenas que a Rússia aceite que há regras no sistema, e que você não pode jogar seus brinquedos para fora do carrinho e recorrer à força militar cada vez que você não conseguir as coisas do seu jeito", disse.
 

Rússia intensifica guerra na Síria ao atacar oposição moderada, dizem EUA

A Rússia está intensificando a guerra civil na Síria ao atacar a oposição moderada, disse o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ash Carter, nesta segunda-feira, comparando os esforços de Moscou em apoiar o presidente sírio, Bashar Al-Assad, ao de se prender a um barco que afunda.

"Ao realizar ação militar na Síria contra alvos de grupos moderados, a Rússia intensificou a guerra civil", disse Carter em discurso durante uma viagem à Espanha.
 

Rússia diz que atingiu 10 alvos do Estado Islâmico na Síria

Aviões russos realizaram 20 missões na Síria e atingiram dez alvos do Estado Islâmico nas últimas 24 horas, afirmou o Ministério da Defesa da Rússia em comunicado neste domingo.

A Rússia disse que vai intensificar os seus ataques aéreos na Síria, ampliando uma intervenção militar que Moscou lançou na quarta-feira para enfraquecer os militantes do Estado Islâmico, mas que potências ocidentais dizem que tem como objectivo apoiar o presidente Bashar al-Assad.

"Como resultado de nossos ataques aéreos contra alvos do Estado Islâmico, temos conseguido perturbar o seu sistema de controle, linhas de fornecimento da organização terrorista, e também causado danos significativos à infraestrutura utilizada para preparar atos de terror", disse o ministério.
 

Turquia diz que avião de guerra russo violou espaço aéreo do país

Um avião de guerra russo violou o espaço aéreo da Turquia perto da fronteira com a Síria, o que levou o governo turco a enviar dois jatos F-16 para interceptá-los e a convocar o embaixador de Moscou em protesto, informou o Ministério das Relações Exteriores turco nesta segunda-feira.

A Turquia, que possui o segundo maior Exército da Otan, disse que o jato russo entrou em espaço aéreo turco no sul da região de Hatay no sábado.

"(Ele) saiu do espaço aéreo turco para a Síria após ser interceptado por dois F-16 da Força Aérea Turca, que estavam conduzindo patrulhas na região", informou o Ministério das Relações Exteriores em nota.

O presidente Tayyip Erdogan criticou os ataques aéreos russos na Síria, iniciados na semana passada, como um "grave erro". Moscou diz que tem o objetivo de enfraquecer o Estado Islâmico, mas potências Ocidentais veem as ações como apoio ao presidente sírio, Bashar Al-Assad.

"Assad cometeu terrorismo de Estado, e infelizmente percebe-se a Rússia e Irã defendendo-o", disse Erdogan no domingo, de acordo com o jornal Hurritet, a uma multidão em Estrasburgo, na França.